UOL Notícias Internacional
 

23/04/2006

Saiba como conhecer a Europa gastando pouco

The New York Times
Correspondentes do NYT

Na Europa
Viva bem, gaste menos. É um bom conceito --mas um que freqüentemente é difícil de conseguir quando se é um turista americano viajando pela Europa e lutando para encontrar formas de compensar a desvalorização do dólar. Aqui está alguma ajuda: dicas para economizar dinheiro em tudo, de quartos de hotel a eventos culturais, de correspondentes e colaboradores aqui do The New York Times em quatro grandes cidades européias.

Pavel Horejsi/The New York Times - 18.abr.06 
Uma das muitas estátuas religiosas no centro medieval da capital da República Tcheca
Praga
Por Evan Rail


No meio do caminho entre a Velha e a Nova Europa, Praga está liderando as capitais pós-comunistas para a era moderna. Isto significa comodidades de maior qualidade para os turistas --e preços mais caros. Mas ainda há muitas pechinchas, especialmente se você puder evitar a zona de turismo ao redor do Castelo de Praga.

  • Onde comer barato

    A República Tcheca é lar da Pilsen e Budweiser, nomes há muito tempo familiares aos bebedores de cerveja. Sem dúvida, Praga ainda prepara seus melhores pratos com líquidos. Para os melhores pratos baratos e as melhores cervejas a qualquer preço, tente a microcervejaria Richter (Bulovka, 17; 420-284 840-650), onde o proprietário, Frantisek Richter, produz vários tipos de cervejas premiadas em pequenas quantidades.

    Não é o lugar mais fácil de encontrar, mas se você tomar um bonde até a parada Bulovka, você estará a um minuto da porta da frente. Meio litro custa 28 coroas (cerca de US$ 1,20). E experimente o labuznicke prkenko, um prato de carne de porco defumada, lingüiça húngara e presunto estilo inglês servido com o mostarda picante e rábano fresco por 99 coroas.

  • Alojamento por menos de 100 euros

    Os hotéis de Praga estão adicionando centenas de leitos a cada ano, mas por ora, há pouca oferta de quartos no centro da cidade, o que eleva os preços para os patamares da Europa Ocidental.

    Mas a uma curta viagem de bonde saindo da Cidade Velha, o Ibis Praha Karlin (Saldova, 54; 420-222-332-800; www.hotelibis.cz) tem quartos novos, bem mobiliados, com ar condicionado no agitado bairro de Karlin, cheio de estúdios de artistas e residências geminadas do século 19. Quartos duplos na alta temporada de verão custam 91 euros, ou cerca de 2.650 coroas, com o café da manhã bufê a 262 coroas.

  • Melhor oferta por evento cultural

    A música aqui ainda tem um excelente valor. No Festival Internacional de Música de primavera em Praga, de 11 de maio a 3 de junho (www.festival.cz), as cadeiras para as apresentações de Smetana, Dvorák, Mozart e outros começam em 100 coroas, ou cerca de US$ 4,35. Se você é alguém que gosta de dizer, "Eu a vi bem antes de ser famosa", assista às competições do festival.

    Violoncelistas concorrentes, por exemplo, tocarão concertos de Dvorák, Haydn e Schumann em 14 de maio na Rudolfinum, a principal sala da cidade. As cadeiras de orquestra custam a partir de 300 coroas. E se você não liga para se sentar, ingressos para lugares em pé para algumas apresentações custam apenas 50 coroas.

  • As melhores coisas gratuitas

    Acorde antes do amanhecer e assista ao nascer do sol na Ponte Charles. É provavelmente a única vez em que você verá as pedras e estátuas antigas sem o turbilhão de turistas, e a quietude da cidade na hora dourada adiciona um toque mágico. Quando acabar o dia, caminhe pelos vastos espaços verdes do Parque Letna e Petrin Hill, na margem oposta do Rio Vltava à Cidade Velha, enquanto o sol se põe abaixo dos telhados da cidade e pináculos arranha-céus.

  • Melhor dica para economizar dinheiro

    Não pegue um táxi sem antes acertar o preço antes de embarcar. Em vez disso, use transporte público e compre um passe de viagem pela duração de sua estadia. Os bondes, metrôs e ônibus passam por todos os cantos da cidade. Seus pés farão o resto; Praga é uma cidade amistosa para caminhadas.

    Pegue mapas, horários e passes no balcão de informação de turismo no Aeroporto Ruzyne (ou online em www.dpp.cz). Os passes de viagem para todas as formas de transporte público começam em 80 coroas por um dia e vão até 320 coroas para 15 dias.

    Barcelona
    Por Andrew Ferren


    Stefano Buonamici/The New York Times - 18.abr.06 
    Como se não bastassem a culinária e a vida noturna, Barcelona tem praias fervidas

    Você pode ter que pagar para permanecer em Barcelona, mas não precisa gastar muito para se divertir nela. As melhores diversões de Barça --os vastos parques de Montjuïc e La Ciutadella, os bulevares com toque gaudiano como o Passeig de Gràcia, as praias ensolaradas, ou a agitação do La Rambla-- sempre foram gratuitas e há muitas formas de obter bastante encantamento por seu euro.

  • Onde comer barato

    Tapas seria uma escolha fácil aqui --especialmente no bairro de Raval, atrás do mercado Boqueria de abrir o apetite, onde as bancas estão cheias de carnes e queijos suculentos. Você pode adquirir os ingredientes de uma refeição para dois por menos de 10 euros (US$ 12,40). Ao meio-dia, arrume o bornal.

    A maioria dos restaurantes oferece almoços com preços especiais com dois ou três pratos robustos freqüentemente custando menos de 10 euros, incluindo uma taça de vinho e café ou sobremesa. E mesmo nos estabelecimentos mais requintados, o garçom quase nunca trará a conta até que você a peça, então desfrute tranqüilamente e absorva o sol e o clima à beira-mar no Carpe Diem Lounge Club (Passeig Marítim, 32; 34-93-224-0470; www.cdlcbarcelona.com).

    Para sair dos pratos tradicionais espanhóis, tente a nova escola do Camper FoodBall (Elisabets, 9; www.foodball.com), onde tudo não é apenas livre de pesticidas e manipulação genética, mas também certificadamente orgânico e envolto em apetitosas e fáceis de segurar bolas redondas, para serem comidas com as mãos e acompanhadas de sucos frescos ou cerveja de cânhamo por menos de 10 euros.

  • Alojamento por menos de 100 euros

    Barcelona foi o local de nascimento dos hotéis butiques na Espanha, a maioria ganhando vida no território dos 200 a 300 euros. O Hotel Banys Orientals (Argentaria, 37; 34-93-268- 8460; www.hotelbanysorientals.com) continua sendo uma pechincha por 95 euros a noite para um quarto duplo.

    Ele fica no coração do elegante bairro Born e os quartos são modernos e casuais com camas com dossel de madeira escura, atarracadas mesas Parsons e muita pintura branca e lençóis limpos e novos. O restaurante do hotel, o Sr. Parellada, também poderia facilmente estar no topo da lista dos melhores valores da cidade.

  • Melhor oferta por evento cultural

    Entre os festivais de rua, as baladas e as cantorias embriagadas improvisadas, seu próximo concerto pode ser encontrado virando a esquina. Mas para música em um ambiente mais luxuoso, a famosa casa de ópera da cidade, o Liceu (La Rambla, 51-59; 34-93-485-9900; www.liceubarcelona.com), acrescentou uma equipe júnior ao seu programa.

    Em produções que fora isto são idênticas, o "elenco popular", como estes artistas excelentes mas não famosos são conhecidos, ocupa o lugar das divas e divos, que ganham a noite de folga. Os ingressos são pelo menos 50% para estas apresentações, com cadeiras de orquestra para "Madame Butterfly" em junho sendo vendidas por 47,50 euros em vez dos habituais 115,75 euros.

  • As melhores coisas gratuitas

    Olhe ao redor. Grande parte do charme e ritmo da cidade vem de fazer nada além de desfrutar de sua rica história e infinita capacidade de rejuvenescimento, como a maravilha arquitetônica dos palácios medievais que agora abrigam um museu Picasso, em Calle Montcada, ou um porto antes fétido que foi ressuscitado como uma cópia da Riviera tipicamente estilizada ao estilo Barcelona. Mesmo o Parque Guell de Gaudí usou sobras de azulejos para grandes mosaicos.

  • Melhor dica para economizar dinheiro

    Compre um Barcelona Card de dois a cinco dias (de 23 a 34 euros) online (www.barcelonaturisme.com) e ganhe um desconto de 10% no cartão, que concede entrada com desconto ou gratuita em muitos museus e atrações e, talvez mais importante, oferece viagem gratuita ilimitada em virtualmente todo transporte público da cidade, incluindo o trem para o aeroporto.

    Paris
    Por Elaine Sciolino


    Agora que o governo francês retirou a contestada lei do primeiro emprego, os turistas podem visitar Paris sem se preocupar com as interrupções causadas pelos enormes protestos e greves. E independente de quão cara Paris possa parecer --especialmente com a desvalorização do dólar-- há infinitas formas criativas de economizar dinheiro.

  • Onde comer barato

    Em cada esquina há um bistrô, onde todo dia, durante todo o dia, é possível comer bem, beber bom vinho e por um bom preço (segundo os padrões de Paris, é claro). Uma jóia escondida em uma parte pouco notável do 15º Arrondissement, é o Le Troquet (21 rue François Bonvin; 33-1-45-66-89-00). Animado, de inspiração basca e às vezes cheio de fumaça, ele conta com uma opção por 38 euros (US$ 47) de degustação de seis pratos --sim, seis pratos-- que muda a cada semana.

    Um menu de amostra inclui sopa de creme de couve-flor, legumes a Barigoule com bacon e presunto, ravióli de marisco, confit de pernil de cordeiro, madeleines com creme de baunilha e macarrão com musse salpicado de pralina e banana assada. A degustação de três pratos custa 30 euros (US$ 37), sem vinho. Fecha no domingo e na segunda-feira.

  • Alojamento por menos de 100 euros

    Úmidos no inverno, abafados no verão, escuros o ano todo. Isto praticamente descreve o mundo dos quartos de hotel com desconto em Paris. Uma exceção é o New Orient Hotel, de 30 quartos, 16, rue de Constantinople, no coração do 8º Arrondissement (33-1-45-22-21-64; www.hotel-paris-orient.com).

    A 10 minutos de caminhada do Parc Monceau, o hotel cheio de antiguidades parece, bem, muito francês. Os quartos são pequenos mas limpos e confortáveis, 16 deles com pequenas sacadas. Diárias: 82 euros por um quarto simples/solteiro (com chuveiro), 105 euros por quarto duplo/casal (com banho completo).

  • Melhor oferta por evento cultural

    Os museus em Paris são caros. Passes de museu para dois, quatro ou seis dias (38, 55 e 72 euros, respectivamente) os tornam menos caros --mas apenas se você conseguir entrar nos museus lotados. Mas vários museus de Paris são gratuitos, incluindo o recém reformado Musée du Petit Palais.

    Perto de Champs-Elysées, o museu, com suas grandes escadarias e coleção de esculturas antigas, tapeçarias medievais e pinturas, reabriu no ano passado após uma reforma de cinco anos. O jardim do Musée Rodin, que tem muitas de suas esculturas, custa apenas um euro (uma visita à coleção permanente do museu custa seis euros).

    Os visitantes que já se encheram de museus podem ir ao desfile de alta costura e moda prêt-à-porter de meia hora no sétimo andar da loja de departamentos Galeries Lafayette, toda sexta-feira às 15 horas. Há moda tanto para homens quanto para mulheres.

    É necessário fazer reserva (33-1-42-82-30-25; www.galerieslafayette.com). A loja de departamentos Le Printemps do outro lado da rua oferece um desfile de moda gratuito semelhante às terças-feiras, às 10 horas da manhã.

  • As melhores coisas gratuitas

    Toda noite de sexta-feira às 22h, o tráfego é suspenso para um passeio de patins de três horas pela capital. O passeio de 19 quilômetros começa e termina no Place Raoul Dautry, no 14º Arrondissement. Um percurso mais leve que começa e termina na Praça da Bastilha ocorre nas tardes de domingo. Para os itinerários e mais informação, veja www.rollers-coquillages.org para a sexta-feira e www.pari-roller.com para o domingo.

  • Melhor dica para economizar dinheiro

    A forma mais barata de ver Paris é com um passeio de uma hora pelo ônibus público Nº 69 (1,40 euro). O trajeto do ônibus parte de um ponto turístico e termina em outro -da Torre Eiffel, no oeste (na Avenue Joseph Bouvard), ao Cemitério Père Lachaise, no leste.

    Ao longo da rota para o leste, o ônibus passa por Les Invalides, o Sena, o Louvre, o hotel de Ville, o Marais, Praça da Bastilha. E você se mistura com os franceses, não com turistas.

    Roma
    Por Brian Wingfield


    Roma está rapidamente ganhando a reputação de uma das cidades mais caras da Europa. Quando o euro entrou em circulação em 2002, os preços subiram acentuadamente, um fato agravado para os americanos pela desvalorização do dólar. Dito isto, ainda é possível desfrutar la dolce vita sem esvaziar sua conta bancária.

  • Onde comer barato

    Com suas muitas trattorias, o bairro Testaccio é o melhor local para encontrar a autêntica culinária romana por preço barato. Tente o Trattoria Da Oio (Via Galvani, 43/45; 39-06-578-2680). As alcachofras e rigatoni alla carbonara ao estilo romano estão entre as melhores da cidade. O jantar para dois, com vinho, custa cerca de 40 euros (pouco abaixo de US$ 50). É recomendado fazer reservas. Fecha aos domingos.

  • Alojamento por menos de 100 euros

    Nos últimos anos, os hotéis em Roma têm se aproximado em preço aos de Nova York e você terá dificuldade para encontra algo decente por menos de 100 euros a noite. Mas há alguns boas opções, como o Hotel Rosetta (Via Cavour, 295; 39-06-4782-3069; www.rosettahotel.com), no animado bairro Monti.

    Certamente ele é espartano (piso de azulejo e sem ar condicionado ou café da manhã), mas a localização é ótima: o Coliseu, o Fórum Romano e uma estação do metrô estão todos a minutos de distância a pé. Ele é limpo e tranqüilo e cada quarto tem TV e um ventilador.

    Quartos duplos custam 85 euros por noite, mesmo na alta temporada. Ou evite os hotéis alugando um apartamento. Você economizará centenas de dólares. O site da Bed & Breakfast Association of Rome, www.b-b.rm.it, é amistoso ao usuário e apresenta mais de 100 apartamentos e cama e café da manhã, todos por preços razoáveis.

  • Melhor oferta por evento cultural

    Muitas das igrejas mais impressionantes de Roma e palácios são locais regulares de apresentações de música clássica gratuitas ou a baixo preço. Entre os melhores destes concertos está o da Sacristia Barromini da Igreja de Santa Agnese, em Agone, na Piazza Navona.

    Lá, a cada domingo às 20 horas, você pode desfrutar da música de Haydn, Chopin, Schumann ou Mozart. Os ingressos custam 12 euros; 40 euros lhe darão acesso a cinco concertos. A temporada atual irá até 25 de junho.

  • As melhores coisas gratuitas

    Talvez a melhores coisas sobre Roma é que muitas de suas grandes atrações são gratuitas e relativamente próximas umas das outras. Inicie seu dia vendo as pessoas na Fonte de Trevi, então caminhe 10 minutos na direção oeste até o Panteão e observe o interior do prédio, a maravilha arquitetônica melhor preservada da Roma antiga.

    O túmulo do pintor Rafael também se encontra lá. A oeste do Panteão se encontra a Piazza Navona, lar da Fonte dos Quatro Rios de Bernini. Se ainda lhe restar energia, conclua o passeio na Basílica de São Pedro, a cerca de 25 minutos de caminhada. As filas de entrada geralmente são longas, mas a recompensa assim que você está no interior é imensa.

    Os Museus do Vaticano, que incluem a Capela Sistina, ficam fechados aos domingos, exceto no último domingo do mês, quando ficam abertos gratuitamente das 8h45 da manhã até à 1h45 da tarde (mas você deve entrar antes do 12h20).

  • Melhor dica para economizar dinheiro

    Para comer, explore os mercados no Campo dei Fiori e Piazza Testaccio, assim como o Nuovo Mercato Esquilino, e o bloco leste da Piazza Vittorio Emanuele II. Todos têm produtos frescos, carne, queijo e peixe, e ficam abertos das 7 horas da manhã até as 2 horas da tarde, todo dia exceto domingo. (O mercado Esquilino fica aberto até mais tarde.) Praga, Barcelona, Paris e Roma: extraindo o máximo de cada euro George El Khouri Andolfato
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