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17/08/2006

Pronto para passar seus velhos álbuns para CDs?

The New York Times
David Pogue
Você tem mais de 30 anos? Lamento saber. Isto torna você parte da Geração de Transição, aqueles que testemunharam a passagem mundial das gravações analógicas para digitais. Conseqüentemente, você provavelmente tem uma coleção de discos de vinil, fitas cassete e fitas de vídeo em alguma prateleira em algum lugar.

Talvez você ainda tenha um toca-discos e um tape deck, no qual você escuta suas músicas como faz há décadas. Se esta é sua situação, parabéns; você pode pular para o próximo artigo.

Mas é mais provável que você esteja olhando para aquelas pilhas de discos e fitas e se perguntando se há alguma forma fácil de transferi-los para novos CDs reluzentes. Você imagina como seria bom se você tivesse sua coleção de música em CDs convenientes, que você possa tocar no carro, em casa ou no CD player portátil -sem ter que recomprá-los.

A resposta é sim: agora há um único aparelho, o Teac GF-350, que pode transformar suas gravações em CDs. (A maioria das pessoas o encontra nos catálogos Hammacher Schlemmer ou SkyMall por US$ 400, apesar de ser possível encontrá-lo online por até US$ 330.)

Ele é um gabinete independente, pesado, revestido atraentemente em madeira preta; levantar sua tampa revela um toca-discos padrão, sem frescura. O painel traseiro tem entradas estéreo para um tape deck. E o painel prateado frontal limpo exibe um rádio AM-FM, alto-falantes estéreo -e uma bandeja deslizante para o CD player/gravador.

Agora, qualquer velho geek pode lhe dizer que nem todo mundo precisa de um aparelho de US$ 400 para transferir discos de vinil e fitas para CDs. Se você já possui um toca-discos, você pode montar um sistema de transferência mais barato -mas precisará de um pré-amplificador, cabos, software, um computador e algum conhecimento técnico. Você também pode enviar seus antigos discos e fitas para uma empresa de transferência de música (uma pesquisa no Google pode encontrá-las) -mas você poderá acabar pagando mais do que pelo Teac.

A beleza do Teac é que não é necessário um computador, toca-discos ou conhecimento técnico. Aqui está toda a rotina:

1. Coloque o disco. O Teac pode operar em todas as três velocidades padrão: 33, 45 e 78 rpm. (Na verdade, limpe o disco primeiro, usando um kit de limpeza. Lembre que seu CD reproduzirá fielmente cada risco e estalo.)

2. Insira um CD virgem. Mas não qualquer CD; infelizmente, o Teac não grava em CDs baratos de computador comuns, como os que você usa para backup em um Mac ou PC. Em vez disso, ele exige uma subespécie de CD gravável, exibindo as palavras minúsculas Digital Audio sob o logotipo CD-R ou CD-RW. Segundo a Teac, estes discos são individualmente marcados (invisivelmente) para impedir duplicação em massa, e todos os gravadores de CD de áudio populares são obrigados a usá-los. Infelizmente, estes discos são mais difíceis de encontrar do que os CD virgens comuns e são mais caros, graças aos royalties destinados às gravadoras por cada disco vendido.

(E por falar de histeria antipirataria: para pacificar ainda mais as
gravadoras, a Teac inseriu uma espécie de cópia protegida nos discos que queima. Você pode fazer uma cópia do CD produzido pelo Teac e não mais. Talvez esta forma de proteção, que possui o nome orwelliano de Sistema de Gestão de Cópias em Série, exija estes discos especiais.

Mas donos de computador devem notar que é possível copiar facilmente o CD resultante em um programa como o iTunes, assim como você faria com qualquer CD comum. Esta é uma característica maravilhosa, pois significa que é possível dar nome às faixas, rearranjá-las, corrigi-las ou retocá-las em outros programas se necessário e finalmente transferi-las para um iPod ou outro player de música. De que vale a cópia protegida?)

3. Usando o controle remoto, especifique como você deseja que o aparelho divida a música nas faixas individuais do CD. Você pode marcar os intervalos de faixas manualmente enquanto o disco ou fita toca, se preferir, ou pode pedir ao aparelho para fazer o trabalho automaticamente inserindo um intervalo de faixa toda vez que ouvir pelo menos dois segundos de silêncio. (Mais sobre esta função daqui a pouco.)

4. Aperte Record (gravar). A esta altura, você está modo Record Pause (pausa na gravação). Esta é sua chance de ajustar o volume da gravação; você toca um pouco do álbum e regula o botão de Rec Level (nível de gravação) até o indicador gráfico se mover o máximo possível à direita sem entrar na zona marcada como "Over" (que significa distorção no CD final).

5. Comece a tocar o disco (ou, se você tiver conectado um tape deck, a fita cassete). Você precisa levantar o braço e colocá-lo no LP manualmente, apesar dele levantar e voltar à sua posição inicial automaticamente no final do disco.

6. Aperte Play; a gravação tem início.

E qual é o resultado? Este, é claro, é o detalhe que mais importa e a
primeira coisa que a maioria das pessoas deseja saber quando toma
conhecimento do aparelho.

A resposta depende de suas expectativas. O Teac claramente não é um aparelho para audiófilo. Quando você toca seu CD recém-gravado em um aparelho de som, você terá uma qualidade de som que lembra o rádio do carro. A música é escutável, as letras estão bem claras e você consegue ouvir todos os instrumentos -mas praticamente não há grave. Se você possuir um subwoofer, bem, ele não terá muito trabalho tocando estes discos.

Outra dica de que o Teac não é voltado para os ouvidos de ouro:
incrivelmente, ele não tem saída de áudio na traseira. Em outras palavras, você não pode conectá-lo ao seu aparelho de som. Por que diabos a Teac, um nome antes respeitado em componentes de áudio, omite um conector tão óbvio? (Tá, ta, nós sabemos. Para impedir pirataria, blá, blá, blá.)

O problema da qualidade pode derivar do fato do toca-discos da Teac usar uma cápsula cerâmica (agulha) em vez de magnética. Seja como for, a questão é que este não é um gravador para o pessoal dos alto-falantes de US$ 5 mil -nem mesmo para os de alto-falantes de US$ 500.

Há uma exceção. As gravações feitas a partir do tape deck (ou do aparelho que você plugar na traseira do Teac) não sofre deste problema de qualidade. Na verdade, elas soam excelentes -quase indistinguíveis das originais. Do ponto de vista da qualidade, em outras palavras, o Teac se sai melhor com fitas cassete do que com discos de vinil.

Uma decepção ainda maior é a função de divisão de faixas automática; ela não funciona muito bem. Às vezes o toca-disco passa por quatro segundos de silêncio sem notar que uma faixa acabou; em outras, ela divide uma mesma música em sete "faixas" diferentes.

Em outras palavras, se for importante para você que o CD resultante tenha as faixas divididas precisamente -para que, por exemplo, você possa usar os botões avançar/recuar faixa em seu CD player ou iPod- você terá que acompanhar atentamente o processo de transferência, marcando manualmente o início de cada faixa apertando o botão Track Increment após cada faixa.

Também vale a pena notar que não é possível gravar o áudio do rádio do Teac em CD, apesar de ser possível gravar um rádio plugado na traseira.
Finalmente, a expectativa de durabilidade da agulha é de apenas 50 horas antes de ser necessária sua substituição (disponível nos revendedores da Teac e na seção de peças do site Teac.com).

Todavia, o Teac GF-350 é um aparelho singular, voltado para o grande público não-audiófilo, não perito: pessoas que querem uma forma muito simples, única, fácil de usar para se libertar dos velhos discos de vinil e lhes conferir as conveniências da era digital. Dentro de suas limitações, o Teac funciona extremamente bem. E se faz algum tempo desde que você escutou seus antigos discos e fitas, cuidar manualmente do processo de transferência poderá não ser um fardo, mas sim representar alguns sábados de puro prazer.

Agora tudo o que o mundo precisa é de aparelhos semelhantes para resgatar todas as nossas fitas de VHS, rolos de filme e disquetes de 5,25 polegadas. George El Khouri Andolfato

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