UOL Notícias Internacional
 

29/08/2006

Autoridades revelam novos detalhes sobre plano para explodir aviões

The New York Times
Don Van Natta, Elaine Sciolino e Stephen Grey

em Londres
Em 9 de agosto último, em um pequeno apartamento do segundo andar de um edifício na zona leste de Londres, dois jovens muçulmanos gravaram um vídeo apresentando a justificativa para aquilo que segundo a polícia seria um complô suicida para explodir aviões que cruzariam o Atlântico, da Inglaterra para os Estados Unidos: vingança contra os Estados Unidos e os seus "cúmplices", o Reino Unido e os judeus.

"Se vocês bombardeiam, serão bombardeados; se vocês matam, serão mortos", disse um dos homens em um "videoteipe de martírio", cujo conteúdo foi descrito por uma graduada autoridade britânica. O jovem acrescentou: "Espero que Deus fique satisfeito conosco e aceite o nosso ato".

Mas a polícia estava monitorando o apartamento com equipamentos ocultos de áudio e vídeo. Naquele dia, pouco depois da gravação da fita, a Scotland Yard decidiu acabar com aquilo que suspeitava que fosse uma célula terrorista. A ação colocou em andamento uma cadeia de acontecimentos que elevou o nível de alerta antiterror no Reino Unido e nos Estados Unidos, impediu que passageiros embarcassem com líquidos nos aviões e gerou o caos no sistema de tráfego aéreo em todo o mundo.

A linguagem ameaçadora das sete fitas de martírio apreendidas é um dos novos detalhes que emergiu de entrevistas com autoridades de alto escalão britânicas, norte-americanas e de outros países europeus na semana passada, demonstrando que os suspeitos fizeram progresso considerável no seu plano para consumar um ataque terrorista. Esses detalhes incluem evidências de buscas na Internet por horários de vôos, recibos de transferências monetárias do exterior e um diário manuscrito que parecia delinear os elementos de um plano.

Porém, segundo cinco autoridades britânicas, os suspeitos não estavam preparados para atacar imediatamente. As reações do Reino Unido e dos Estados Unidos após as prisões de 21 indivíduos em dez de agosto foram motivadas mais pelo temor de que terroristas desconhecidos pudessem atacar, do que por informações sobre um ataque específico e iminente.

Os suspeitos vinham trabalhando há meses em um apartamento que os investigadores apelidaram de "a fábrica de bombas". A polícia observava tudo, enquanto os suspeitos faziam experiências com produtos químicos, segundo autoridades britânicas e de outros países que falaram sobre o fato, e que exigiram que os seus nomes não fossem divulgados, devido à natureza sensível do caso.

Em buscas realizadas durante as operações, a polícia descobriu aquilo que seriam os componentes necessários para a fabricação de um líquido explosivo altamente volátil conhecido como HMTD, "materiais jihadistas", recibos de transferências monetárias pela Western Union, sete vídeos de martírio feitos por seis suspeitos, e os últimos desejos e o testamento de um candidato a terrorista suicida, disseram as autoridades britânicas. Um dos suspeitos assegurou no seu vídeo de martírio que "a guerra contra os muçulmanos" no Iraque e no Afeganistão o motivou a agir.

Investigadores dizem acreditar que um dos líderes do grupo, um homem desempregado que tem entre 20 e 30 anos de idade, e que morava em um apartamento modesto pago com auxílio do governo, era o guardião da chave da suposta "fábrica de bombas", e ajudou outros a gravar os vídeos do martírio.

Horas após a prisão dos 21 suspeitos, a polícia e autoridades do governo dos dois países anunciaram que eles pretendiam realizar o ataque terrorista mais letal desde 11 de setembro.

Ao final daquele dia, Paul Stephenson, vice-chefe da Polícia Metropolitana de Londres, afirmou que o objetivo dos indivíduos suspeitos de tramar o ataque era "um assassinato em massa em uma escala inimaginável". No dia em que foi anunciado o plano, algumas autoridades calcularam que até dez aviões seriam explodidos, possivelmente sobre cidades norte-americanas.

Michael Chertoff, o secretário do Departamento de Segurança Interna, afirmou que o plano estaria "chegando bem próximo do estágio de execução".

Mas autoridades britânicas afirmaram que os suspeitos ainda tinham muito trabalho pela frente. Dois deles não tinham passaportes, mas solicitaram uma emissão rápida do documento. Uma autoridade disse que os indivíduos suspeitos de liderar o complô ainda estavam recrutando futuros terroristas suicidas e trabalhando no sentido de transformar esses recrutas em radicais.

Embora os investigadores tenham encontrado em um cartão de memória de um computador evidências que indicam que um dos homens pesquisou horários de vôos de Londres para cidades nos Estados Unidos, os suspeitos não fizeram reservas nem compraram passagens. Alguns dos supostos equipamentos para a fabricação de bombas foram encontrados cinco dias após as prisões em uma mala enterrada sob as folhas de um bosque, perto de Wycombe, uma cidade que fica 48 quilômetros a noroeste de Londres.

Uma outra autoridade britânica enfatizou que os vídeos do martírio costumam ser preparados bem antes da consumação de um ataque. Na verdade, duas semanas e meia após a investigação ter se tornado pública, os investigadores britânicos ainda não determinaram se havia uma data marcada para o ataque, e tampouco como vários aviões seriam explodidos. Eles afirmam que a estimativa de dez aviões foi especulativa e exagerada. Na sua primeira declaração pública após as prisões, Peter Clarke, chefe de contra-terrorismo da Polícia Metropolitana, reconheceu que a polícia ainda estava investigando os fatores básicos: "os números, o destino e o horário dos vôos que seriam alvos dos ataques".

Ao todo, 25 pessoas foram presas em conexão com o suposto complô, e 12 delas foram indiciadas. Oito pessoas foram acusadas de conspiração para cometer assassinatos e preparar atos terroristas. Três foram acusadas de ter deixado de revelar informações que poderiam ajudar a prevenir uma ação terrorista, e um jovem de 17 anos foi acusado de posse de artigos que poderiam ser usados para a preparação de uma ação terrorista. Oito pessoas ainda presas não foram indiciadas. Cinco foram soltas. Todos os suspeitos presos são cidadãos britânicos com idades entre 17 e 35 anos.

Apesar das acusações, as autoridades disseram que ainda não têm resposta para uma questão crítica: algum dos suspeitos era tecnicamente capaz de fabricar e detonar líquidos explosivos em pleno vôo?

Um químico envolvido nessa parte da investigação, e que falou com a condição de que o seu nome não fosse divulgado, já que se comprometeu perante a Justiça a manter sigilo, afirmou que o HMTD, que pode ser preparado com uma mistura de água oxigenada e outros produtos químicos, "é teoricamente perigoso", tendo, no entanto, frisado "que há dúvidas de que os suspeitos tivessem competência para provocar uma explosão".

Embora autoridades e especialistas familiarizados com o caso digam que a investigação aponte para um grupo de conspiradores sérios e determinados, elas acrescentam que questões quanto à precipitação e à dificuldade do suposto complô geram dúvidas quanto à veracidade de algumas declarações públicas que foram feitas à época das prisões.

"Olhando para o fato de forma retrospectiva, percebemos que pode ter havido muito exagero", afirma Michael A. Sheehan, ex-vice-comissário de contra-terrorismo do Departamento de Polícia de Nova York.

As suspeitas da Scotland Yard

Alguns dos suspeitos chamaram a atenção da Scotland Yard há mais de um ano, pouco depois que quatro terroristas suicidas atacaram três trens e um ônibus de dois andares em Londres, em 7 de julho de 2005, em uma ação coordenada que matou 56 pessoas e feriu mais de 700.

A investigação foi batizada de "Operação Visível".

A polícia foi aparentemente alertada por informantes. Uma ex-autoridade britânica da área de contra-terrorismo, que à época trabalhava para o governo, disse que várias pessoas que moravam em Walthamstow, um bairro operário da zona leste de Londres, alertaram a polícia em julho de 2005 a respeito de um pequeno grupo de jovens muçulmanos furiosos.

Walthamstow é mais bem conhecida pela sua decadente pista de corrida de galgos, e pela localidade de Waltham Forest, onde vivem mais de 17 mil paquistaneses, no maior enclave paquistanês de Londres.

Após receber denúncias, o MI-5, o serviço britânico de segurança interna, deu início a uma operação de vigilância ininterrupta sobre doze jovens que residiam em Walthamstow - instalando aparelhos de escuta ambiente nos seus apartamentos, grampeando os seus telefones, monitorando as suas transações bancárias, interceptando as suas mensagens de e-mail, analisando as suas pesquisas na Internet e observando para onde eles viajavam, e onde faziam compras e lavavam as suas roupas.

O foco inicial da investigação não dizia respeito a possíveis ataques terroristas a bordo de aviões, mas consistia em uma tentativa de determinar se havia qualquer vínculo entre os homens-bomba que atacaram o metrô no 7 de julho e outras células terroristas no Paquistão.

As autoridades descobriram rapidamente a identidade do homem que se acreditava ser o líder da célula, um desempregado de aproximadamente 25 anos de idade que viajou pelo menos duas vezes no ano passado ao Paquistão, onde as suas atividades ainda estão sendo investigadas.

Em junho passado, um morador de Walthamstow, de 22 anos, que está entre os suspeitos presos em 10 de agosto, pagou US$ 260 mil em dinheiro por um apartamento no segundo andar de um sobrado em Forest Road, segundo registros oficiais sobre transações imobiliárias. As autoridades perceberam que seis homens estavam visitando regularmente o apartamento, que ficou conhecido como "a fábrica de bombas".

Dois outros homens, que eram provavelmente os fabricantes das bombas, realizavam uma série de experiências com produtos químicos.

Agentes do MI-5 instalaram secretamente equipamentos de gravação de áudio e vídeo no interior da residência. Em uma operação secreta de busca realizada antes das prisões de 10 de agosto, os agentes descobriram que os suspeitos tinham raspado o material contido no interior de pilhas, e que eles pareciam estar fazendo experiências com uma bebida para desportistas chamada Lucozade e com seringas. Os investigadores disseram acreditar que os suspeitos pretendiam levar os produtos químicos explosivos dentro das garrafas de bebidas energéticas para desportistas.

No apartamento, um dos líderes e um homem de quase 30 anos se encontraram em pelo menos duas ocasiões para discutir o plano, enquanto os agentes do MI-5 ouviam e viam tudo secretamente. Em 9 de agosto, faltando apenas algumas horas para as operações policiais realizadas em 50 locais entre a zona leste de Londres e Birmingham, os dois homens se reuniram novamente para discutir o complô e gravar um vídeo de martírio.

Quando lia um texto colocado em frente à câmera de vídeo, um dos homens recitou uma passagem do Alcorão e expôs os seus motivos para a ação que praticaria. O homem explicou que queria vingança contra a política dos Estados Unidos, e "dos seus cúmplices, o Reino Unido e os judeus". O homem disse que queria mostrar que os inimigos do islã jamais venceriam esta "guerra".

Conclamando outros muçulmanos a se juntarem à jihad, ele justificou a matança de civis inocentes nos Estados Unidos e em outros países ocidentais, alegando que essas pessoas apóiam a guerra contra os muçulmanos com os dólares dos seus impostos. O homem disse ainda que esses civis estão muito ocupados aproveitando o estilo de vida ocidental para protestarem contra as políticas dos seus países.

Uma profusão de evidências

Embora as autoridades britânicas geralmente forneçam poucas informações sobre investigações em andamento, na segunda-feira passada, quando os suspeitos foram indiciados, a Scotland Yard tomou a medida inusual de revelar alguns dados detalhados sobre a investigação.

"Foram realizadas 69 buscas", disse Clarke, chefe departamento de contra-terrorismo da Scotland Yard. "Essas buscas foram feitas em casas, flats, estabelecimentos comerciais, veículos e áreas abertas".

Os investigadores também apreenderam mais de 400 computadores, 200 telefones celulares e 8.000 objetos, como cartões de memória, CDs e DVDs. "A magnitude da operação é imensa", informou Clarke. "Os interrogatórios serão conduzidos em todo o mundo".

Clarke afirmou que essas buscas resultaram em uma profusão de evidências, e na semana passada, as autoridades forneceram detalhes adicionais.

Quando os policiais arrombaram a porta do apartamento no segundo andar em Forest Road, eles encontraram um compartimento plástico cheio com líquidos, pilhas, quase doze garrafas de bebida vazias, luvas de borracha, balanças digitais e uma câmera descartável da qual vazava um líquido. A câmera pode ter sido um protótipo de uma maneira de entrar com os produtos químicos no avião.

No bolso de um dos suspeitos a polícia encontrou um cartão de memória de computador que continha horários de vôos de Londres para os Estados Unidos. O homem também trazia consigo um diário no qual havia uma lista que a polícia interpretou como sendo um plano passo a passo para um ataque. Entre os itens da lista havia baterias e garrafas de Lucozade. Ela também continha um lembrete para que se escolhesse uma data.

Nas casas de vários suspeitos a polícia encontrou literatura referente à jihad, além de DVDs sobre o "genocídio" praticado no Iraque e na Palestina. Em uma das casas vasculhadas pela polícia em Walthamstow, as autoridades encontraram uma cópia de um livro chamado "Defense of the Muslim Lands" ("A Defesa das Terras Muçulmanas").

Os "últimos desejos e o testamento" de um dos acusados teriam sido encontrados na casa do seu irmão. Com a data de 24 de setembro de 2005, o texto é concluído da seguinte forma: "Com o que eu deveria me preocupar quando morro como um muçulmano, da maneira que vou morrer? Caminho para a minha morte em nome do meu criador. Deus, se quiser, pode abençoar os membros arrancados!!!".

Procurando conexões globais

As autoridades britânicas estão vasculhando as evidências em busca de pistas de uma possível dimensão global do plano, particularmente no que diz respeito à extensão geográfica envolvida na sua elaboração. Além disso, elas querem saber se o plano foi financiado ou apoiado no Paquistão, e se há uma conexão com remanescentes da Al Qaeda. Eles ainda estão procurando identificar quem forneceu o dinheiro para a compra do apartamento, do equipamento de informática e dos telefones.

Vários dos suspeitos viajaram ao Paquistão algumas semanas antes das prisões, segundo autoridades norte-americanas da área de contra-terrorismo.

Segundo os investigadores, pelo menos um dos suspeitos se inspirou na Al Qaeda. O vídeo de martírio desse suspeito se baseou em uma fatwa (decreto islâmico) anunciada por Osama Bin Laden em novembro de 2002.

As autoridades britânicas afirmam que muitas das questões sobre o suposto complô continuam sem respostas porque elas foram obrigadas a efetuar as prisões antes que a Scotland Yard estivesse pronta.

O que desencadeou a ação foi a prisão, no Paquistão, de Rashid Rauf, 25, um rapaz que tem cidadanias britânica e paquistanesa, e que os investigadores paquistaneses identificaram como sendo uma "figura-chave" no plano.

Em 2000, o pai de Rauf, Abdul, fundou a Crescent Relief London, uma entidade filantrópica que enviou dinheiro às vítimas do terremoto que atingiu o Paquistão em outubro do ano passado. Vários dos suspeitos se conheceram no seio dessa instituição. Na semana passada, o Reino Unido congelou a conta bancária da entidade e abriu uma investigação para verificar se houve "abuso terrorista com as verbas da instituição filantrópica". Os líderes da entidade repeliram essas alegações.

Várias autoridades britânicas graduadas afirmaram que os paquistaneses prenderam Rashid Rauf sem primeiro as informarem. A prisão surpreendeu e frustrou os investigadores, que desejavam monitorar os suspeitos por mais tempo, especialmente para coletar mais provas e ter certeza de que haviam identificado todos os envolvidos no plano.

Algumas horas após a prisão de Rauf, em 9 de agosto, no Paquistão, as autoridades britânicas souberam por meio de fontes de inteligência que uma pessoal ligada a ele tentara fazer contato com alguns dos suspeitos na zona leste de Londres. A mensagem foi interpretada pelos investigadores como um possível sinal para a execução do plano.

"Os conspiradores receberam uma mensagem muito curta: 'Vão agora'", contou Franco Frattini, o comissário de Segurança da União Européia, que foi notificado sobre o caso pelo secretário do Interior britânico, John Reid, em Londres. "Fui convencido pelas autoridades britânicas de que essa mensagem existiu".

Mas uma autoridade britânica graduada disse que a mensagem do paquistanês não foi tão explícita assim. Mas, não obstante, os investigadores precisaram modificar rapidamente a sua estratégia.

"O objetivo era manter essa operação em andamento por um tempo bem maior", explicou uma autoridade de segurança britânica, que não quis se identificar devido às normas de confidencialidade. "A operação terminou bem mais cedo do que desejávamos".

A partir de então, o governo britânico passou a se pautar pelos piores cenários possíveis, com base em uma estratégia de risco mínimo.

Os investigadores britânicos temiam que a notícia da prisão de Rauf pudesse fazer com que os suspeitos destruíssem as provas e se dispersassem, gerando a possibilidade de que não fosse possível prender a todos. Mas os investigadores não puderam descartar a hipótese de que houvesse uma segunda célula desconhecida que tentaria executar um plano similar.

Clarke, como principal autoridade policial de contra-terrorismo em Londres, e que tem autoridade sobre as decisões policiais, ordenou as prisões. Mas foi deixado a cargo de Reid, que é secretário do Interior desde maio último, e que já foi secretário da Defesa, decidir o que mais precisava ser feito, durante as reuniões de emergência dos líderes das áreas policias, de segurança nacional e de transporte. Tanto Reid quanto Clarke se recusaram repetidamente a conceder entrevistas.

Durante esse período, o primeiro-ministro Tony Blair, que estava de férias em Barbados, teria monitorado os acontecimentos em Londres.

Enquanto as prisões eram feitas, o Departamento do Interior elevou o nível de alerta antiterrorista do Reino Unido para "crítico", e a polícia continuava fazendo batidas nas residências e nos veículos dos suspeitos.

Todos os líquidos foram banidos das bagagens de mão, e algumas autoridades públicas no Reino Unido e nos Estados Unidos disseram que um ataque parecia iminente. Além da observação de Stephenson de que o ataque teria sido "um assassinato em massa em uma escala inimaginável", Reid afirmou que tais ações seriam "altamente prováveis" e previu que a perda de vidas seria de "uma magnitude sem precedentes".

Duas semanas depois, autoridades daqui classificaram esses comentários de infelizes. À medida que mais informações eram analisadas e o governo britânico decidia que o ataque não era iminente, Reid procurou acalmar o país, ao voltar atrás quanto às suas previsões terríveis, embora tenha defendido a decisão de elevar o grau de alerta para o maior patamar possível como medida de precaução.

Ao reduzir o nível de alerta de crítico para severo em 14 de agosto, Reid admitiu: "As avaliações do grau de ameaça são determinadas pela inteligência. Não se trata de um processo no qual a precisão científica seja possível. Isso é algo que exige ponderação".

*Contribuíram para este artigo Mark Mazzetti e David Johnston, em Washington; William J. Broad, em Nova York; e Carlotta Gall, no Paquistão Danilo Fonseca

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