UOL Notícias Internacional
 

28/09/2006

Chefe da Nasa em visita à China diz que vôo espacial conjunto é improvável

The New York Times
Warren E. Leary

em Washington
Qualquer vôo espacial tripulado conjunto envolvendo China e Estados Unidos só ocorrerá no futuro, quando houver maior confiança e abertura entre os países, disse o administrador da Nasa, Michael D. Griffin, na quarta-feira.

Falando em Xangai, China, ao fim da primeira visita à China de diretores da Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos, Griffin disse que "não há planos para trabalhar com a China em ônibus espaciais e em programas da estação espacial".

Griffin, que caracterizou a visita de cinco dias como agradável e informativa, disse que é cedo demais para falar sobre quaisquer programas de cooperação entre os países, mas que os primeiros passos provavelmente ocorrerão no compartilhamento de dados e algum tipo de esforço conjunto em espaçonaves robóticas.

"Nós discutimos uma cooperação mais estreita nos programas científicos de nossos países", disse Griffin durante uma coletiva de imprensa. "Nós todos estamos muito animados com estas discussões iniciais."

Griffin disse anteriormente que o programa da Estação Espacial Internacional, envolvendo os Estados Unidos e 15 outros países, conta com parcerias bem estabelecidas após quase 13 anos e que ele não proporá mudanças. E como o programa do ônibus espacial será encerrado em 2010, com a aposentadoria das três naves remanescentes, há pouca perspectiva de envolvimento chinês, ele disse.

A China, apenas o terceiro país -atrás da Rússia e dos Estados Unidos- com capacidade para enviar seres humanos ao espaço, tem buscado uma maior cooperação internacional em projetos espaciais, mas Washington tem relutado devido a questões de transferência de tecnologia, comércio de tecnologia de armas e direitos humanos.

A maior dificuldade, disse Griffin, é a de uma agência civil como a Nasa trabalhar com um programa espacial chinês controlado pelas forças armadas daquele país. Além das preocupações com assuntos de segurança nacional, como proliferação de tecnologia de mísseis, a cooperação espacial humana "exige uma grande dose de confiança e abertura".

Parceiros em vôos espaciais humanos precisam entender completamente equipamentos, sistemas e procedimentos do outro, como Estados Unidos e Rússia aprenderam a fazer, ele disse.

"Nós temos que ter um alto grau de confiança. Caso contrário, há um risco real na mistura", disse Griffin. "Se vamos voar juntos, nós temos que depender um do outro."

Griffin disse que o grupo da Nasa optou por não visitar o Centro Jiuquan de Lançamento de Satélites, um amplo complexo de lançamento de foguetes no Deserto de Gobi, de onde os chineses preparam e comandam suas espaçonaves tripuladas e uma enorme quantidade de foguetes.

Os membros da Nasa receberam permissão para visitar a base, que é operada pelo Exército de Libertação Popular. Mas foram informados que a visita se restringiria às plataformas de lançamento e que não teriam acesso aos prédios onde espaçonaves são testadas e preparadas para lançamento. Griffin disse que se tivesse sido autorizado a visitar as instalações de engenharia e a conversar com outros engenheiros, ele teria ido.

"Não sou um turista; esta é minha profissão", disse Griffin na coletiva de imprensa. "Eu já vi muitas plataformas de lançamento na minha vida e não preciso ir tão longe para ver outra."

Griffin disse que a visita de "familiarização", durante a qual se encontrou com diretores espaciais chineses e percorreu uma série de centros de ciência, em geral foi "muito agradável" e informativa.

"Nossos anfitriões dificilmente poderiam ter sido mais atenciosos", ele disse, "Esta é nossa primeira visita. Não é nossa última." George El Khouri Andolfato

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