UOL Notícias Internacional
 

21/12/2006

Bush reconhece que guerra no Iraque é difícil mas que ainda é possível vencê-la

The New York Times
John Holusha
O presidente Bush reconheceu na quarta-feira que a guerra no Iraque está mais difícil do que ele previa, mas insistiu que ainda pode ser vencida. Ele disse que "extremistas e radicais" por trás dos atentados a bomba e ataques em Bagdá e outras partes do Iraque "não podem nos expulsar do Oriente Médio".

Falando em uma coletiva de imprensa na Casa Branca, Bush disse que aguardará os resultados de uma revisão da política do governo para o Iraque antes de anunciar uma nova estratégia para a "guerra contra o terrorismo".

Mas ele disse que apoiaria uma medida para envio de novas tropas ao país, desde que haja "uma missão específica" para as forças adicionais. Ele também disse que é essencial "ajustar as táticas" no Iraque e fazer com que os iraquianos "façam mais em breve".

O presidente também disse que pediu ao seu novo secretário de Defesa, Robert M. Gates, para que explore o aumento do "tamanho permanente" do Exército dos Estados Unidos e do Corpo de Marines.

"Nós temos a obrigação de assegurar que nossas forças armadas tenham a capacidade de sustentar esta guerra a longo prazo", disse o presidente.

Ele reconheceu que sua mão pode ser forçada pelo Congresso controlado pelos democratas quando este se reunir em janeiro. "As pessoas no Congresso estão interessadas neste assunto", ele disse.

Apesar do tom contido, Bush expressou confiança no resultado final no Iraque. Ao responder uma pergunta sobre um comentário que fez em uma entrevista para o "The Washington Post", de que os Estados Unidos não estão vencendo, ele disse: "Eu acredito que vamos vencer. Eu acredito nisto - e, a propósito, se não achasse isto eu não enviaria nossas tropas para lá. É isto o que você precisa saber. Nós vamos ter sucesso."

Na frente doméstica, Bush disse que apoiaria um aumento de US$ 2,10 no salário mínimo, uma questão importante para os democratas, ao longo de dois anos, desde que seja acompanhado de alívio tributário e regulatório para pequenas empresas.

Quanto ao Iraque, Bush disse que não fará previsões sobre 2007 além de dizer que a guerra "exigirá escolhas difíceis e sacrifícios adicionais porque o inimigo é impiedoso e violento".

O presidente disse estar disposto a conversar com o Irã e a Síria, como defendido recentemente pelo bipartidário Grupo de Estudo do Iraque, mas apenas com condições. Ele disse que o Irã precisaria suspender seu programa de enriquecimento de urânio, que lhe permitiria desenvolver armas nucleares, antes que discussões pudessem começar.

A Síria, ele disse, teria que suspender o envio de recursos para os rebeldes no Iraque e parar de interferir no vizinho Líbano.

Bush disse estar disposto a estudar o que saiu errado no Iraque como parte do esforço para ajustar as táticas para o país. A "violência sectária é brutal" entre as seitas islâmicas do país, ele disse.

O presidente deve anunciar os detalhes específicos do novo plano do governo para o Iraque no início do próximo ano.

Enquanto o presidente falava, seu novo secretário de Defesa estava em Bagdá, onde planeja se encontrar com líderes militares e autoridades iraquianas para avaliar a situação enquanto o governo considera novas estratégias.

Gates alertou que um fracasso americano no Iraque poderia levar a um conflito regional mais amplo no Oriente Médio. George El Khouri Andolfato

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    -0,71
    3,127
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h21

    -0,37
    64.938,02
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host