UOL Notícias Internacional
 

04/01/2007

Reuniões de Hillary Clinton sugerem candidatura à Casa Branca

The New York Times
Patrick Healy e Adam Nagourney
O assunto foi a vitória democrata em New Hampshire em novembro, um tema do qual não se cansa a senadora Hillary Clinton.

Em um jantar recente em Washington com três aliados de New Hampshire, onde é realizada a primeira eleição primária presidencial do país, Hillary por vezes sondava e por vezes escutava - ela estava claramente bem-informada - disse um participante.

Cary Conover/The New York Times 
Hillary Clinton tem deixado claro, em reuniões, que planeja concorrer à Casa Branca

Ela queria saber como os democratas conseguiram tomar as cadeiras dos dois membros republicanos no Congresso. Quais foram os temas chaves? Quem são os rostos novos que surgiram nos últimos 10 anos, desde que visitou pela última vez o Estado e desde quando seu marido, Bill Clinton, usou um forte segundo lugar nas primárias de New Hampshire para alavancar sua indicação democrata e chegar à Casa Branca há 15 anos?

"Ela sempre foi uma estudante de governo e de como se chega lá", disse Patricia McMahon, convidada do jantar, uma ex-assessora da Casa Branca de Clinton e que atualmente é uma deputada estadual.

O encontro fez parte de uma série quase ininterrupta de consultas políticas realizadas pela senadora Clinton - em jantares, gabinetes privados e em sua casa em Washington - desde o dia da eleição, no que seus conselheiros dizem ser preparativos para o provável anúncio de que ela dará os primeiros passos para a campanha presidencial de 2008.

Hillary Clinton, democrata de Nova York, foi descrita por participantes como tendo deixado pouca dúvida de que planeja concorrer, sem dizê-lo diretamente. Dependendo de sua platéia, ela parece estar buscando informação para uso em estratégia de campanha; pressionando simpatizantes potenciais a aguardarem pelo seu anúncio; ou avaliando como certos temas, em particular seu voto inicial a favor da guerra no Iraque, poderão pesar.

As sessões são assunto de muita discussão nos círculos democratas e parecem voltadas, em parte, a afastar qualquer impressão de que Hillary está cercada de um círculo fechado de antigos conselheiros e amigos que não têm contato com a base democrata, que cresceu em influência desde a última vez que Bill Clinton concorreu à presidência. Segundo participantes, Hillary Clinton tem pressionado para saber de tudo, desde se Al Gore concorrerá novamente (ele está inclinado a não concorrer, as pessoas lhe dizem) a quanto apoio ainda conta o senador John Kerry de Massachusetts, o candidato do partido em 2004, entre os líderes democratas (pouco, ela ouviu).

Hillary disse aos democratas que considera seus dois oponentes potenciais mais fortes entre os democratas como sendo o senador Barack Obama, de Illinois, e o ex-senador John Edwards, da Carolina do Norte. Eles disseram que ela considera Obama como sendo seu maior obstáculo à indicação, mas que acredita que a ameaça de sua candidatura diminuiria se os eleitores souberem quão inexperiente ele é em governo e relações exteriores.

Sem mencionar Obama nominalmente, Hillary Clinton e seu campo já afirmam que experiência será um atributo chave para qualquer candidato bem-sucedido em momentos difíceis, um argumento que a equipe dela provavelmente apresentará de forma mais forte contra Obama caso ambos entrem na disputa.

Hillary Clinton está realizando suas conversações em um momento de tremenda fluidez na política presidencial. A ascensão de Obama, a tomada democrata do Congresso, a contínua deterioração no Iraque e a decisão do senador Evan Bayh, de Indiana, e do ex-governador da Virgínia, Mark Warner, em não concorrerem à presidência tornaram suas consultas ainda mais importantes e a situação que ela enfrenta mais complexa.

Segundo os participantes, está claro que Hillary está adiantada no planejamento da campanha, e ela está lapidando a estratégia ao mesmo tempo em que está fazendo aberturas para pessoas em Estados com forte influência no processo de indicação presidencial. New Hampshire deverá realizar a primeira eleição primária em janeiro de 2008, após reuniões de líderes do partido em Iowa e Nevada.

Ainda assim, vários democratas se mostraram dispostos a compartilhar o que descreveram como longas discussões sobre políticas e política com a ex-primeira-dama que deseja ser presidente.

Hillary disse a um democrata de New Hampshire que se todas as coisas fossem iguais, ela preferiria adiar o início formal de sua campanha até o final deste ano, e se concentrar em acumular realizações como membro proeminente da nova maioria democrata no Senado.

Em vários encontros, Hillary Clinton perguntou, com óbvia irritação, por que seu marido conseguiu adiar seu anúncio de candidatura presidencial até outubro, enquanto ela está sob crescente pressão para fazer a dela mais cedo no ciclo eleitoral, disseram participantes.

"Eu recomendei que ela não precisa entrar cedo, que gostaria de ver algum progresso no Senado, e ela disse sentir o mesmo", disse William Shaheen, um alto assessor em New Hampshire de Gore, em 2000, e de Kerry, em 2004.

Alguns dos assessores dela disseram que apesar da probabilidade dela anunciar nas próximas semanas a criação de um comitê presidencial exploratório, um passo que lhe permitiria começar a arrecadar dinheiro, um anúncio formal poderá levar mais tempo. E alguns dos conselhos que ela ouviu têm sido para esperar.

"A senadora Clinton foi clara que gostaria de se concentrar no Senado", disse Shaheen, "mas às vezes eventos se intrometem, outras pessoas começam a acelerar o ritmo de campanha e você pode perder pessoas chaves se esperar". George El Khouri Andolfato

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    17h00

    -0,22
    3,175
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h23

    1,12
    65.403,25
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host