UOL Notícias Internacional
 

09/01/2007

Fechado oleoduto de Belarus para a Europa

The New York Times
Steven Lee Myers

em Moscou
O fornecimento de óleo cru russo aos mercados europeus foi suspenso repentinamente, disseram autoridades nesta segunda-feira (8/1), na mais recente manifestação da rápida deterioração das relações entre a Rússia e Belarus.

O chefe do monopólio de oleoduto da Rússia acusou Belarus de desviar petróleo ilegalmente no sábado, em meio à crescente disputa em torno de preços e tarifas. O Ministério das Relações Exteriores de Belarus reconheceu a suspensão, mas negou responsabilidade, sugerindo que os russos causaram a interrupção do fornecimento em sua fronteira comum.

Independente da causa, a interrupção ao longo do oleoduto Druzhba, ou Amizade, afetou o fornecimento de óleo cru destinado à Polônia, Alemanha e Ucrânia. A curto prazo, pelo menos, a interrupção deve ter um efeito mínimo, porque as refinarias dos países mantêm reservas. A longo prazo a interrupção também não é tão ameaçadora quanto a interrupção do fornecimento de gás natural, porque há mais fontes alternativas de petróleo disponíveis.

Ainda assim, uma interrupção prolongada poderia ser preocupante. Os preços do petróleo subiram com a notícia, e a disputa reacendeu os temores na Europa com a dependência do fornecimento de energia pela Rússia.

"Isto nos mostra novamente que as disputas entre os vários países da antiga União Soviética, entre fornecedores e países por onda passa o fornecimento, significam que este não é confiável do nosso ponto de vista", disse o vice-ministro da Economia da Polônia, Piotr Naimski, em comentários transmitidos pela televisão, segundo a agência de notícias "The Associated Press".

O fechamento de Druzhba, um dos oleodutos de mais alta capacidade do mundo, ocorreu uma semana após a Rússia e Belarus negociarem um acordo de última hora elevando acentuadamente o preço que Belarus pagaria pelo gás natural. O acordo ocorreu após o malabarismo político de ambos os lados ter aumentado o fantasma de interrupção no fornecimento de gás natural por toda a Europa, como a que ocorreu após uma disputa entre Ucrânia e Rússia em 2006.

Belarus, liderada por um presidente autocrático, Aleksandr G. Lukashenko, reagiu furiosamente aos termos daquele acordo e com as táticas da Rússia nas negociações que o antecederam. Na semana passada, Belarus chamou a conduta russa de desavergonhada.

A Rússia respondeu dizendo que está apenas aumentando os preços de petróleo e gás de acordo com os preços de mercado. Belarus e outras ex-repúblicas soviéticas há muito compram petróleo e gás com desconto, em comparação aos consumidores europeus.

"Belarus jogou a prudência ao vento", disse Andrei V. Sharonov, vice-ministro do desenvolvimento econômico, em comentários na rádio "Ekho Moskvy" de Moscou, se referindo ao que ele, também, chamou de desvio ilegal de petróleo. "Isto parece uma guerra comercial."

Ele disse posteriormente que a Rússia suspenderá todo o fornecimento de petróleo por Belarus, culpando as interrupções iniciais. Seus comentários sugerem que a interrupção pode durar indefinidamente. George El Khouri Andolfato

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