UOL Notícias Internacional
 

16/01/2007

Uma comemoração do dia de Martin Luther King sem sua viúva

The New York Times
Brenda Goodman

em Atlanta
Políticos, líderes religiosos e parentes do dr. Martin Luther King Jr. se reuniram nesta segunda-feira (15/1) na minúscula capela que foi seu lar espiritual para celebrar seu aniversário, mas pela primeira vez o fizeram sem a presença de sua viúva, Coretta Scott King, que morreu no ano passado aos 78 anos.

Erik S. Lesser/The New York Times 
A irmã mais velha de MLK conduziu a cerimônia no lugar da viúva, morta no ano passado

A irmã mais velha de King, Christine King Farris, conduziu a cerimônia no lugar de sua cunhada e agradeceu a todos por estarem presentes "nesta ocasião especial, uma sem a sra. King".

Os tributos a ela foram quase tão abundantes quanto os feito ao reverendo King; e a música de coral, um amor especial de Coretta Scott King como cantora treinada, teve um grande papel na cerimônia deste ano.

"A 39ª cerimônia comemorativa anual é a primeira vez que nos reunimos no aniversário do meu tio sem a presença de nossa rocha, nossa guia espiritual, nossa querida fundadora, Coretta Scott King", disse Isaac Newton Farris Jr., o sobrinho de King.

Muitos dos milhares que margearam as ruas ao redor da Igreja Batista Ebenezer para assistir a um desfile e marcha pela paz que se seguiram à cerimônia na igreja, disseram que se sentiram inspirados a participar neste ano devido tanto ao legado de Coretta Scott King quanto o de seu marido.

"Eu quis descobrir se teria o mesmo espírito que nos anos anteriores", disse Geneva Vanderhorst, 52 anos, de Marietta, Geórgia. "E tem. Esta cidade inteira assumiu o manto dela."

Centenas de visitantes se espremiam nos bancos de madeira na minúscula igreja na Avenida Auburn, onde King, seu pai e avô pregaram, com outras centenas escutando de um novo santuário construído do outro lado da rua.

Milhares também assistiram à cerimônia ao vivo, transmitida pela TV local. Tendo como fundo a escalada da guerra no Iraque e o aumento da desigualdade econômica nos Estados Unidos, muitos dos que falaram durante a cerimônia usaram o púlpito de King para pedir pelo retorno dos princípios de justiça social e não-violência que definiram a vida do líder dos direitos civis.

"Milhões não conseguem encontrar empregos, não têm assistência médica e lutam para pagar as contas trabalhando em empregos que pagam salário mínimo", disse a prefeita de Atlanta, Shirley Franklin. "O que está acontecendo?" ela perguntou, invocando o título de uma canção de Marvin Gaye ("What's Going On?").

O reverendo T. DeWitt Smith, presidente da Convenção Nacional Batista Progressista, disse: "Quando travamos uma guerra por petróleo e não por democracia, nós estamos em apuros", acrescentando, "não há desculpa para guerra".

Do lado de fora da igreja, Robert Snead, 6 anos, de Atlanta, estava na Avenida Auburn com seu irmão, Tyriq, 2 anos, e acenava um cartaz azul e branco com uma pomba que dizia, "Soldados, Voltem para Casa".

A mãe de Robert, Felecia Snead, disse que ela trouxe seus filhos à celebração do Dia de Martin Luther King Jr. neste ano porque seu irmão, um oficial da Marinha, esta prestes a ser enviado para o Iraque pela segunda vez.

"Eu queria que eles soubessem sobre não-violência", disse Snead. "Eu queria que soubessem que há uma alternativa." George El Khouri Andolfato

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