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17/01/2007

Obama dá primeiro passo para candidatura em 2008

The New York Times
Jeff Zeleny

em Washington
O senador Barack Obama deu seu primeiro passo na corrida presidencial democrata na terça-feira, ao abrir um comitê exploratório para arrecadar fundos e começar a elaborar uma campanha voltada a "mudar nossa política". Ele disse que fará uma declaração formal em 10 de fevereiro, em Illinois.

David Scull/The New York Times 
Barack Obama se tornou o quinto democrata a entrar na disputa pela Presidência americana

"Concorrer à presidência é uma decisão profunda - uma decisão que ninguém deve fazer apenas com base em badalação da mídia ou ambição pessoal", disse Obama em um pronunciamento em vídeo enviado por e-mail para seus simpatizantes. "Assim, antes de me comprometer, e à minha família, nesta disputa, eu quero me certificar de que é a coisa certa para nós e, mais importante, a coisa certa para o país."

Obama revelou sua decisão em seu site na Internet e não planejava fazer outras declarações na terça-feira. Em vez disso, ele deu vários telefonemas para líderes democratas chaves em Iowa, New Hampshire e outros Estados que realizam as primeiras primárias do calendário de indicação do partido em 2008.

Barack Obama, 45 anos, foi eleito ao Senado há dois anos. Ele se tornou o quinto democrata a entrar na disputa, se juntando aos senadores Joseph R. Biden, de Delaware, e Christopher J. Dodd, de Connecticut, assim como ao ex-senador John Edwards, da Carolina do Norte, e Tom Vilsack, que deixou neste mês o cargo de governador de Iowa.

A senadora Hillary Rodham Clinton, de Nova York, deverá se juntar a eles em breve, e o governador do Novo México, Bill Richardson, disse que anunciará sua decisão no final deste mês. O senador John Kerry, de Massachusetts, também está considerando concorrer novamente.

A esta altura, a rápida trajetória de Obama é uma história conhecida, passando de professor de Direito a senador estadual e então a senador federal em menos de uma década. Ele é o único afro-americano no Senado federal e poderá ser o único candidato presidencial negro neste ano.

Mas a próxima fase de seu desenvolvimento político apresenta uma narrativa ainda mais intrigante -assim como convida a um exame mais atento- à medida que ele descobre se é uma bênção ou uma maldição embarcar em uma disputa presidencial carregando as expectativas de um país à procura de algo novo e diferente.

Em sua declaração em vídeo na terça-feira, Obama se apresentou como um rosto novo -e uma voz- para os democratas. A mensagem foi elaborada em tom de otimismo, mas não entrou em detalhes específicos dos desafios diante de todos os candidatos na campanha presidencial de 2008.

"Nas próximas várias semanas", disse Obama no vídeo, "eu vou conversar com pessoas de todo o país, escutarei e aprenderei mais sobre os desafios que enfrentamos como uma nação, as oportunidades que estão diante de nós e o papel que a campanha presidencial poderá ter em unir nosso país".

Mesmo antes de Obama abrir um comitê exploratório, seus flertes com uma campanha presidencial mudaram os contornos da campanha de 2008. Os senadores Evan Bayh, de Indiana, e Russell Feingold, de Wisconsin, estiveram entre aqueles que recolheram suas cartas, temerosos do que parecia que seria uma disputa ampla e aberta pela indicação repentinamente deixar de ser.

Mas apesar de sua sagração como um farol de esperança para os democratas, ainda não se sabe se ele poderá transformar esta badalação em um movimento. Particularmente, mesmo antigos amigos se perguntam se ele conseguirá atender expectativas tão altas, que o elevaram além do reino político normal, graças à sua celebridade, ambição e biografia.

Obama pretende abrir seu quartel-general de campanha em Chicago, que também forneceria uma base chave para arrecadação de fundos. Enquanto toma sua decisão, ele convocou uma série de reuniões privadas com antigos conselheiros e amigos, para assegurar que conta com o apoio deles antes de entrar na disputa política mais difícil de sua vida.

Após um dos encontros, foi pedido a Abner Mikva, o advogado-chefe da Casa Branca no governo Clinton e antigo amigo de Obama, para que avaliasse o maior desafio do senador em uma disputa presidencial. Ele não hesitou.

"Primeiro, há Hillary Rodham Clinton. E isto não é algo fácil de lidar", disse Mikva em uma entrevista no mês passado. "Ele disse que não vai concorrer contra ela, sem problema, mas se eles são os dois candidatos na dianteira, será muito difícil não concorrer. Ele precisa trabalhar para administrar a vantagem de Hillary sem antagonizar seus simpatizantes e estabelecer a noção de que isto é mais que apenas badalação."

No campo dos candidatos potenciais democratas, Obama se diferencia de Hillary Clinton e alguns outros candidatos por sua oposição firme à guerra no Iraque. Mas ele tem se recusado a dizer se apóia a atual posição liberal de bloquear os recursos para o envio de mais soldados ao Iraque.

E em sua declaração na terça-feira, ele não se prolongou sobre o Iraque, dizendo apenas: "Nós ainda estamos atolados em uma guerra trágica e cara que nunca deveria ter sido travada". George El Khouri Andolfato

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