UOL Notícias Internacional
 

23/01/2007

Hyderabad, Índia: Uma nova onda para a cidade de muitos séculos

The New York Times
Ann M. Morrison
Hyderabad - um das maiores cidades da Índia e capital do estado de Andhra Pradesh - tem sido apreciada há muito tempo por seus minaretes islâmicos, templos hindus, pela arquitetura colonial britânica e pelos seculares mercados de pérolas. Mas agora, ajudada por um influxo de empresas financeiras e de softwares globais, como a Microsoft e a UBS, Hyderabad é uma cidade que definitivamente está em evidência, fervendo com cafés, restaurantes cheios de estilo, clubs com leões de chácara na porta e butiques sofisticadas.

Santosh Verma/The New York Times 
Perto do Charminar, o majestoso portal com arcos de 400 anos, boas opções para compras

Situada às margens do rio Musi na Índia central, Hyderabad vive um crescimento econômico que atrai não apenas viajantes a negócio, mas que também coloca em evidência no mapa cultural os esplêndidos monumentos, a cozinha cheia de temperos e os bazares movimentados.

Nos três últimos anos, o número de desembarques aéreos internacionais dobrou para mais de um milhão de passageiros por ano. Saindo de Nova York, o preço da passagem de ida e volta começa a partir de U$ 1.300, enquanto que na própria Índia empresas domésticas "low-cost" como a Air Deccan e a Jet Airways trazem turistas de Mumbai, Nova Delhi e de outras cidades mais distantes para súbitas compras de pérolas e algumas doses de tours panorâmicos. (Você pode fazer esses dois programas visitando as lojas perto do famoso Charminar, o majestoso portal com arcos de 400 anos.) O novo aeroporto da cidade tem inauguração programada para março de 2008.

A cadeia hoteleira Taj opera três hotéis luxuosos na cidade, mas essa liderança no mercado já é ameaçada por novos empreendedores. O grupo Leela, afiliado da cadeia Kempinski, já anunciou seus planos para a construção de um Leela Palace de 300 quartos, enquanto o empresário hoteleiro hindu-americano Vikram Chatwal já está acertando a implantação de sua linha "Dream" de hotéis-butique.

Apesar da prosperidade recente, Hyderabad conserva certa precariedade, como demonstram os barracos e os prédios de concreto caindo aos pedaços.

E seguindo nessa introdução ao lado moderno de Hyderabad, pegue um auto-riquixá enfrentando o tráfego assustador indo até Banjara Hills, uma área afluente ao oeste do distrito comercial, onde você encontrará alguns dos mais novos e cosmopolitas restaurantes da cidade.

O Fusion 9, no terceiro andar de um edifício moderno (6-3-249/A, First Avenue, Road No 1, 91-40-6557-7755/22), é um espaço contemporâneo e elegante com um bar bem amplo, uma cozinha aberta ao público, um menu eclético e, o que é pouco habitual nesta cidade, uma carta internacional de vinhos (considerando que os vinhos indianos, como o Sula sauvignon blanc, são surpreendentemente bem bebíveis). A freqüência do local é jovem e descontraída, e vale tanto pedir pizzas no forno a lenha (255 rúpias, ou aproximadamente U$ 5,60, com o dólar valendo 45,36 rúpias) quanto os biryanis (235 rúpias), o tradicional prato de carne com arroz da cidade.

Para uma noite mais romântica, reserve um espaço privado e ao ar livre nos jardins selvagens do Our Place (8-2-602/E Charan Pahadi, Road No. 10, 91-40-2335-3422). O tandoori e outros pratos da culinária norte-indiana (aproximadamente 150 rúpias) são esplêndidos. Entre as refeições, você pode conferir a qualidade de peças de linhos artesanais, molduras e artesanato, na elegante Bombaim Store, ao lado do restaurante.

Para conferir o que pode rolar depois do jantar, pegue uma cópia da revista mensal Wow! Mas, cuidado ocidentais - alguns dos melhores nightclubs, como o Touch em Banjara Hills (nas Torres Trendset, Road 2, 91-40-2354-2422) e o Bottles and Chimney (perto do aeroporto em Begumpet, 91-40-2776-6464) são conhecidos por rejeitarem homens ocidentais desacompanhados, temendo que eles se excedam.

Em uma recente noite de quarta-feira, uma multidão descontraída vestindo jeans, formada por nativos e indianos de passagem lotava a pista de dança no Ahala, um club subterrâneo no hotel Taj Krishna (Road 1, 91-40-6666-2323). O local pulsava, com seus almofadões, candelabros e house music bombando.

"Eu me sentia o cara mais velho naquele ambiente", disse um indiano de passagem, nascido no Kansas, Estados Unidos, aos 35 anos, abandonando o recinto pouco depois da meia-noite. Mesmo com toda essa nova hiper-atividade que envolve Hyderabad, depois de meia-noite nada acontece. Marcelo Godoy

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