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31/01/2007

Crescem tensões dentro do Partido Republicano em torno do plano de tropas para o Iraque

The New York Times
Carl Hulse e Thom Shanker

em Washington
Os aliados do governo Bush no Senado iniciaram um grande esforço nesta terça-feira (30/1) para impedir uma rejeição potencialmente embaraçosa do plano do presidente para envio de mais 20 mil soldados ao Iraque.

Com a expectativa de votação no Senado de tais possíveis resoluções na próxima semana, os sinais da nova campanha vazaram após um almoço semanal a portas fechadas, no qual senadores republicanos realizaram o que participantes descreveram como uma debate acirrado sobre como lidar com o assunto.

O novo esforço dos aliados do presidente Bush visa bloquear duas resoluções simbólicas que criticam diretamente a Casa Branca, que parecem estar ganhando amplo apoio entre os democratas e até mesmo entre alguns republicanos.

Os republicanos céticos em relação ao aumento de tropas disseram que alguns de seus colegas começaram a sugerir que os oponentes do plano da Casa Branca correm o risco de minar o general David H. Petraeus, o novo comandante militar no Iraque, assim como Bush.

"Há muita pressão para que pessoas que poderiam estar conosco não estejam conosco", disse a senadora Susan Collins, republicana do Maine, a co-autora de uma resolução juntamente com os senadores John W. Warner, republicano da Virgínia, e Ben Nelson, democrata de Nebraska.

Como uma alternativa à medida e a outra amplamente apoiada pelos democratas, os senadores republicanos John McCain, do Arizona, e Lindsey Graham, da Carolina do Sul, juntamente com o senador Joseph Lieberman, o democrata independente de Connecticut, estão tentando obter apoio para uma resolução que estabeleceria metas para o governo iraquiano e descreveria o aumento de tropas como a chance final para os Estados Unidos restaurarem a segurança em Bagdá.

O esforço de Graham e McCain ganhou a adesão do líder republicano Mitch McConnell, do Kentucky, do senador John Cornyn, do Texas, e do senador David Vitter, da Louisiana.

O debate em torno do Iraque também repercutiu em outros pontos do Capitólio, com os senadores que participavam da audiência de confirmação do almirante William J. Fallon, indicado para comandar as forças americanas no Oriente Médio, ouvindo sua avaliação franca do caminho à frente. Ele disse que "o tempo está se esgotando" para uma ação positiva do governo de Nouri al Maliki demonstrar seu compromisso em conter a violência sectária e dialogar com os sunitas.

Em outra audiência do Senado, os líderes do Grupo de Estudo do Iraque, o comitê bipartidário que apresentou um relatório para Bush e para o Congresso no mês passado, contestaram a alegação da Casa Branca de que a maioria de suas recomendações foi incorporada ao plano de aumento de tropas de Bush.

"O esforço diplomático não foi suficiente", disse Lee H. Hamilton,
co-presidente do grupo de estudos juntamente com James A. Baker III. Em um depoimento perante o Comitê de Relações Exteriores do Senado, Hamilton descreveu a iniciativa do governo para o Oriente Médio como modesta e lenta, e acrescentou: "Nós não temos tempo para esperar". No Comitê Judiciário do Senado, os democratas começaram a estabelecer a base constitucional para um esforço para bloquear o plano do presidente para envio de mais soldados ao Iraque e impor novos limites à condução da guerra lá, talvez forçando uma retirada das forças americanas do Iraque.

Antecipando uma possível votação das resoluções no Senado, os senadores republicanos agora parecem altamente divididos sobre como proceder. Ao tentar impedir a resolução apoiada por Warner e Collins, aliados da Casa Branca parecem estar tentando reunir pelo menos os 41 votos necessários para impedia a votação de uma medida segundo as regras do Senado. McCain está patrocinando a resolução concorrente que estabeleceria as metas para o governo iraquiano. Ele disse que a proposta também pode ser modificada para dar mais poder de supervisão ao Congresso.

Os republicanos vêem o plano de McCain como uma forma de impedir que os republicanos se juntem às resoluções mais críticas a Bush, e muitos republicanos disseram que ela seria preferível a uma criticando diretamente o aumento de tropas. Os senadores também disseram que estão começando a perceber que a votação, apesar da medida ser simbólica, seria uma importante declaração sobre o sentimento do Congresso em relação a esta guerra. "Nós todos sabemos que o mundo está olhando", disse o senador Saxby Chambliss, republicano da Geórgia.

*Jeff Zeleny e David E. Sanger, em Washington, e John O'Neil em Nova York, contribuíram com reportagem para este artigo George El Khouri Andolfato

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