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28/02/2007

Atentado a bomba durante visita de Cheney envia uma mensagem aos EUA

The New York Times
David E. Sanger

em Washington
A audácia de um ataque a bomba suicida nesta terça-feira (27), nos portões da principal base americana no Afeganistão durante uma visita do vice-presidente Dick Cheney, ressalta por que o presidente Bush o enviou para lá - um aprofundamento da preocupação americana de um ressurgimento do Taleban e da Al Qaeda.

As autoridades americanas insistiram que a importância do ataque, por um único homem-bomba suicida que explodiu a si mesmo a 1,5 quilômetro de onde o vice-presidente estava, foi basicamente simbólica. Ele foi mais bem-sucedido em conquistar manchetes e ocupar as telas de televisão com uma cena de carnificina do que se aproximar de Cheney.

Mas ainda assim o ataque demonstrou que a Al Qaeda e o Taleban parecem mais fortes e mais encorajados do que em qualquer outro momento desde a invasão americana ao país há cinco anos, alimentando diretamente o debate sobre de quem é a culpa.

Os líderes com os quais Cheney se encontrou em sua missão ao Paquistão e Afeganistão parecem cada vez mais incapazes de controlar o caos, responsabilizando diretamente um ao outro.

A explosão que Cheney disse ter ouvido de seus aposentos, no interior da Base Aérea Bagram, teve um saldo terrível. Até 23 pessoas foram mortas, incluindo um soldado americano, um empreiteiro americano e um soldado sul-coreano. Vinte afegãos morreram, incluindo um menino de 12 anos. Aproximadamente outras duas dúzias de pessoas ficaram feridas.

Na noite de terça-feira, muito depois de Cheney ter concluído sua visita e partido para os Estados Unidos, ainda não estava claro se o homem-bomba sabia que Cheney estava na base no momento do ataque. Um oficial militar no Comando Central dos Estados Unidos, que supervisiona as operações no Afeganistão, disse acreditar fortemente que o homem-bomba não estava ciente da presença de Cheney.

Em Washington, funcionários americanos disseram que sua inteligência não detectou nenhuma ameaça específica contra Cheney, cuja entrada no Afeganistão foi mantida em segredo após uma visita igualmente clandestina ao Paquistão na segunda-feira.

Mas a notícia de sua presença no Afeganistão vazou na segunda-feira, após uma nevasca ter atrasado sua reunião com o presidente Hamid Karzai e Cheney ter decidido passar a noite na Base Aérea Bagram. O fato foi amplamente noticiado por sites na Internet e por programas de rádio com audiência significativa no Afeganistão. É igualmente possível que o ataque do lado de fora do portão de Bagram tenha sido preparado às pressas, ou redirecionado de outro alvo contra a base aérea. George El Khouri Andolfato

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