UOL Notícias Internacional
 

24/03/2007

Equipes de reconstrução do Iraque receberão apoio necessário

The New York Times
Thom Shanker, em Washington

e James Glanz, em Nova York
Dez diplomatas veteranos e quatro representantes da Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) partirão para o Iraque nos próximos dias como o núcleo civil de 10 novas equipes de reconstrução provincial, o primeiro passo no que o governo Bush prometeu que será um aumento significativo nos esforços para acelerar o desenvolvimento político e econômico local.

"Eu acredito que aprendemos uma lição importante durante nossa estadia no Iraque, que é a de que não queremos apenas tentar construir, não apenas ajudar os iraquianos a construírem uma sociedade democrática estável de cima para baixo, mas também de baixo para cima", disse a secretária de Estado, Condoleeza Rice, durante um encontro com os membros das novas equipes de reconstrução na sexta-feira.

"E isto significa que eles precisam ter uma boa liderança local e provincial, que eles precisam ter uma boa governança e desenvolvimento econômico local e provincial", ela acrescentou. "Eles precisam ser capazes de responder às necessidades de seus habitantes. Este não é um país que tinha um conceito de governança local e liderança local, mas um em que muito estava centrado em Bagdá, e agora estamos tentando ajudá-los a desenvolver isto."

Funcionários do Departamento de Estado e do Pentágono disseram que estes membros adicionais das equipes estão partindo no prazo previsto.

Ainda assim, o ritmo do desenvolvimento político e econômico está atrasado em relação ao previsto pelas forças armadas, com alguns comandantes militares perguntando por que não receberam tanta ajuda da nova estratégia do presidente para o Iraque quanto o restante das agências civis do governo americano.

Atualmente há cerca de 10 equipes de reconstrução trabalhando no Iraque, mas elas estão sobrecarregadas com uma série de problemas.

As autoridades americanas que tiveram experiência direta com o programa de reconstrução disseram que ele é atrapalhado pelo excesso de participação de militares reformados ou do serviço ativo que carecem da experiência em agricultura, energia e economia, por exemplo, que funcionários civis do governo têm, assim como por não disporem de pessoal.

"Não há mais pessoas nestas equipes em lugar nenhum", disse um funcionário do Departamento de Estado que observou diretamente a formação de uma atual equipe de reconstrução fora de Bagdá. O funcionário não está autorizado a falar com a imprensa.

Outro problema é a capacidade das equipes de se deslocar dentro do Iraque. O atual líder do programa de reconstrução provincial no Iraque, o general Rick Olson, reformado, reconheceu em uma recente coletiva de imprensa em Bagdá que as altas restrições de segurança impediram consistentemente as equipes civis de promoverem, como uma parte básica de seu trabalho, reuniões com as autoridades locais iraquianas. "É literalmente impossível para nossos agentes das equipes de reconstrução provincial saírem e irem onde quiserem", disse Olson.

Na sexta-feira, David Satterfield, o conselheiro especial sobre Iraque do Departamento de Estado, disse que agora estas questões de segurança foram resolvidas para as novas equipes de reconstrução provincial.

"Nós temos um memorando de um acordo com o Departamento de Defesa sobre todas estas questões que envolvem o funcionamento destas equipes, suporte de vida e segurança", disse Satterfield. "Sim, tudo foi plenamente acertado."

Um dos membros da nova equipe de reconstrução que está se preparando para partir para o Iraque, Stephen Fakan, que serviu ao Departamento de Estado na América Central, África e Oriente Médio, destacou a importância de deixar os limites das bases de operação militares, que serão o lar dos membros da equipe pelo próximo ano, e trabalhar diretamente com os iraquianos. "É preciso sair e mostrar às pessoas que realizaremos o trabalho com elas e não por elas", disse Fakan.

Seis das novas equipes estarão em Bagdá, três na rebelde província de Anbar, a oeste, e outra na província de Babil, ao sul. George El Khouri Andolfato

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