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17/04/2007

Notícias e notas de saúde e fitness

The New York Times
Erik Nagourney
(Em Risco)
Disponibilidade de armas aumenta índices de suicídio, revela estudo


Pessoas que vivem em comunidades com muitas armas apresentam mais probabilidade de se matarem, disse um novo estudo.

Os resultados, disseram os pesquisadores, dá mais peso ao argumento de que quando as pessoas têm menos acesso a armas, elas apresentam menor chance de cometer suicídio. Uma pesquisa anterior levantou a questão sobre se as pessoas com intenção de se suicidarem simplesmente adotariam outro método igualmente letal caso não conseguissem encontrar uma arma.

No novo estudo, publicado na atual edição do "The Journal of Trauma", os pesquisadores da Escola de Saúde Pública de Harvard disseram que encontraram evidência de que "a pronta disponibilidade de armas de fogo provavelmente tem o maior efeito nos índices de suicídio em grupos caracterizados por comportamento mais impulsivo".

Os pesquisadores, liderados por Matthew Miller, compararam as estatísticas sobre propriedade de armas com as estatísticas de suicídio por Estado. Eles também levaram em conta fatores como pobreza, doença mental e abuso de drogas.

Quando olharam para os 15 Estados com maior propriedade de armas de fogo, os pesquisadores descobriram que o dobro de pessoas cometeu suicídio em comparação aos seis Estados com menor propriedade de armas de fogo. A população em cada grupo dos Estados era praticamente a mesma, disseram os pesquisadores.

Em 2002, mais de 30 mil americanos se mataram, com pouco mais da metade usando uma arma.

Armas de fogo são usadas em apenas 5% das tentativas, disse o estudo, apesar de, com uma taxa de fatalidade de 90%, causarem mais da metade das mortes. Assim, mesmo um pequeno declínio no número de tentativas envolvendo armas poderia significar muito menos mortes, disseram os pesquisadores.

(Exercício)
Um pouco de tai chi pode ajudar em muito contra cobreiro


Pessoas mais velhas que praticam tai chi podem estar melhor equipadas para repelir o vírus que causa o cobreiro ou, se pegarem a doença, podem ter um quadro mais brando, disseram pesquisadores.

O cobreiro, um mal doloroso que atinge os nervos, é causado pelo vírus que causa a catapora. O vírus, varicella-zoster, pode permanecer no corpo por muitos anos depois de um caso de catapora e então despontar como cobreiro. A doença geralmente afeta pessoas com mais de 50 anos, à medida que seu nível de anticorpos para o vírus diminui.

O tai chi, uma prática de muitos séculos na China, é considerado uma arte marcial, mas ele inclui atividade aeróbica, relaxamento e meditação. Foi concluído no passado que ele fortalece o sistema imunológico das pessoas.

Em um estudo pago pelos Institutos Nacionais de Saúde, os pesquisadores conseguiram 112 voluntários com idades entre 59 e 86 anos e os dividiram em dois grupos. Um recebeu 40 minutos de aulas de tai chi três vezes por semana, por 16 semanas. O outro grupo recebeu aulas de orientação de saúde.

Os pesquisadores, liderados pelo dr. Michael R. Irwin, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, concluíram que as pessoas que fizeram tai chi melhoraram sua imunidade ao varicella-zoster. Eles também descobriram que quando os voluntários foram vacinados posteriormente contra o vírus, os praticantes de tai chi apresentaram uma melhor resposta à vacina. O estudo aparece na atual edição do "The Journal of the American Geriatrics Society".

A conclusão de que o exercício aumentou significativamente a imunidade dos voluntários ao vírus do cobreiro sugere que também pode oferecer ajuda no combate a outros vírus, disse o estudo.

(Tratamentos)
Estudo vê pouco benefício da condroitina para artrite


Pessoas à procura de alívio para a dor da artrite costumam se voltar para o suplemento alimentar condroitina, tanto que segundo algumas estimativas, o mercado para o suplemento é de US$ 1 bilhão por ano nos Estados Unidos.

Apesar de sua popularidade, um estudo divulgado nesta segunda-feira (16) sugere que a condroitina pode não oferecer qualquer benefício real.

Escrevendo nos "The Annals of Internal Medicine", pesquisadores disseram que uma revisão de 20 estudos anteriores revelou que o benefício do suplemento era "mínimo ou inexistente".

"Para pacientes com osteoartrite avançada, um benefício clinicamente relevante é improvável e o uso de condroitina deve ser desencorajado", disse o estudo. O principal autor é Stephen Reichenbach, da Universidade de Berna, na Suíça.

A artrite afeta principalmente as juntas como joelhos e quadris por meio da perda de cartilagem. Tratamentos médicos nem sempre são eficazes e consistem principalmente de medicamentos para ajudar com a dor e a rigidez.

A condroitina é um componente da cartilagem e a sugestão era de que poderia de fato melhorar a cartilagem das pessoas que a tomavam.

Alguns estudos chegaram a informar um benefício. Mas os autores do recente relatório se concentraram em três recentes estudos grandes que não apontaram nenhum.

Respondendo ao estudo, a Associação de Produtos Naturais, uma entidade setorial, disse: "Claramente, pesquisa demonstrou que a condroitina, especialmente quando tomada com glucosamina, apresentou um benefício para aqueles que sofrem de osteoartrite. Desencorajar seu uso como opção de tratamento é um equívoco, particularmente quando as alternativas são limitadas ou inexistentes."

Um editorial que acompanha o estudo notou que os pesquisadores investigaram apenas a condroitina. Nos Estados Unidos, ela geralmente é vendida combinada com o suplemento glucosamina.

O autor do editorial, David T. Felson, da Universidade de Boston, é cético quanto à utilidade dos suplementos. Mas não concorda que as pessoas devam ser orientadas a não tomá-los.

"Se os pacientes dizem que se beneficiam com a condroitina", ele escreveu, "eu não vejo mal em encorajá-los a tomá-la enquanto perceberem um benefício".

(Perigos)
Uso de niacina para passar em exame de drogas pode causar mal


Ouviu aquela que diz que tomar muita vitamina B3 pode ajudar a pessoa a passar em um exame de drogas, mesmo se estiver usando maconha ou cocaína?

Não ajuda. Mas pode enviar a pessoa para o pronto-socorro.

A edição online da "The Annals of Emergency Medicine" informa sobre vários casos nos quais os pacientes chegaram ao hospital sofrendo os efeitos nocivos da vitamina, também conhecida como niacina. O principal autor é Manoj K. Mittal, do Children's Hospital da Pensilvânia.

A dose diária recomendada de niacina é de 14 a 16 miligramas, apesar de médicos a prescreverem para alguns quadros médicos em dosagens de até 5 gramas por dia. Nesses níveis, ela geralmente causa efeitos colaterais, incluindo problemas de fígado e pele.

O estudo detalha a visita de dois pacientes que sofreram problemas que poderiam ser fatais.

Um garoto de 14 anos foi parar no pronto-socorro após sofrer vômitos, dores abdominais e tontura. Ele disse aos médicos que fumou maconha e que tomou 11 tabletes de 500 miligramas de niacina em um período de 36 horas.

Outra paciente, uma garota de 17 anos, também sofreu vômitos e tontura e ficou sem reação por vários minutos antes que socorro fosse chamado. Ela disse que tomou cinco tabletes de 500 miligramas em dois dias.

Os autores disseram que médicos de prontos-socorros precisam estar cientes da prática. George El Khouri Andolfato

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