UOL Notícias Internacional
 

21/04/2007

Líder do Taleban no Paquistão diz que ajudaria Bin Laden

The New York Times
Carlotta Gall

Em Cabul, Afeganistão
Um líder do Taleban no Paquistão que estava travando uma campanha patrocinada pelo governo para expulsar militantes da Ásia Central das regiões tribais do Paquistão disse na sexta-feira (20/4) que daria proteção a Osama Bin Laden em sua área, se este a requisitasse.

"Bin Laden nunca veio para esta área, mas se vier e pedir nossa proteção, então, de acordo com as leis e costumes tribais, nós vamos protegê-lo", disse aos jornalistas o comandante Taleban, Mullah Muhammad Nazir, 32, em uma rara conferência com a imprensa na cidade de Wana, na região tribal do Warizistão do Sul. "Nossas tradições e costumes exigem que apoiemos os oprimidos", acrescentou Nazir, cercado de atiradores armados.

Muitos acreditam que os principais líderes da Al Qaeda, Bin Laden e seu vice Ayman Al Zawahri, estão se escondendo em alguma parte das sete áreas tribais do Paquistão que correm ao longo da fronteira afegã. Grande parte da região montanhosa e sem lei é usada por militantes pró-Taleban para montar campos de treinamento e organizar operações de insurgência do outro lado da fronteira com o Afeganistão.

O comandante Nazir é aliado próximo de um líder afegão do Taleban, Maulavi Jalaluddin Haqqani, provavelmente o mais forte defensor da Al Qaeda nas áreas tribais. O governo do Paquistão patrocinou Nazir e apoiou-o em sua campanha contra aos militantes da Ásia Central em sua região tribal do Waziristão do Sul. A luta, deflagrada pelo assassinato de um ancião tribal, foi chamada de amplo sucesso.

Apesar disso, Nazir sempre defendeu a guerra santa contra as forças estrangeiras no Afeganistão. Ele disse que uniu as tribos contra os militantes da Ásia Central, predominantemente uzbeques, porque eles se recusaram a lutar no Afeganistão.

Na conferência com a imprensa, ele alegou que as forças do Taleban que atacam os soldados americanos e da Otan no Afeganistão ficam no Afeganistão e não estão cruzando a fronteira do Paquistão. A Otan e as autoridades afegãs, contudo, dizem que a infiltração dos militantes do Paquistão aumentou nos últimos meses.

No Afeganistão, um soldado holandês e outro soldado da Otan foram mortos nesta sexta-feira, em operações de combate distintas no Sul do Afeganistão, segundo um informe da Otan à imprensa. O holandês foi morto enquanto estava de patrulha na província de Helmand. Ele foi o primeiro soldado holandês a morrer em combate no Afeganistão. Membros das forças da Otan mataram uma menina afegã e feriram outra na quinta-feira, quando abriram fogo contra um mini-ônibus, depois de estabelecerem um posto de vistoria temporária ao Norte de Cabul, segundo uma declaração da Otan. Deborah Weinberg

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