UOL Notícias Internacional
 

21/04/2007

Mudando de posição sobre a imigração, candidato Giuliani fala duro

The New York Times
Marc Santora e Sam Roberts

Em Des Moines, Iowa
Rudolph W. Giuliani está longe de Ellis Island. Há uma década, como prefeito de Nova York, Giuliani usou aquele cenário histórico para defender a causa dos imigrantes, chamando os ataques às pessoas que chegavam aqui legalmente de um golpe ao "coração e alma da América". E na prefeitura ele freqüentemente defendia os imigrantes ilegais, lutando por medidas para facilitar o caminho deles rumo à cidadania.

Erik S. Lesser/The New York Times 


Mas agora ele está concorrendo à presidência e as políticas de imigração no mundo pós-11 de setembro estão muito diferentes, com a questão dividindo o Partido Republicano e os eleitores enchendo Giuliani de perguntas durante a campanha sobre seu pensamento a respeito. Talvez mais do que qualquer outro candidato, Giuliani apresenta um retrospecto em imigração com potencial de complicar sua pré-candidatura.

Diferente de seus anos como prefeito, quando lutou contra os esforços federais para restringir os serviços educacionais e hospitalares para os imigrantes ilegais, ele agora fala em penas para pessoas que estejam aqui ilegalmente e da exigência para que esperem no final da fila. E enquanto antes defendia políticas como fornecimento de ensino para os filhos de imigrantes ilegais dizendo, "a realidade é que eles estão aqui e vão permanecer aqui", agora ele enfatiza a negação da anistia.

Nos anos 90, Giuliani via o grande número de imigrantes da cidade como parte integral da força de trabalho e uma chave politicamente potente para o ressurgimento de uma Nova York em dificuldades. Agora, seus assessores dizem que seu pensamento básico não mudou, mas que sua ênfase mudou para refletir os tempos.

"A reforma da imigração precisa começar com a segurança da fronteira porque somos uma nação em guerra", disse Anthony V. Carbonetti, um alto assessor político que trabalhou com Giuliani por 15 anos. "Ele ainda se orgulha muito das pessoas quererem vir para este país."

Por ora, Giuliani está se apoiando em sua reputação como um prefeito da lei e da ordem para convencer os eleitores que reprimirá a imigração ilegal.

Como indicou no passado, ele disse que será receptivo a imigrantes dispostos a aprender a língua, respeitar a cultura e cumprir a lei.

Durante sua campanha por todo país nas últimas semanas, Giuliani, cujos avôs vieram da Itália, nunca tratou do assunto da imigração de forma espontânea, mas os eleitores persistiam em trazer o assunto à tona. George El Khouri Andolfato

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    -0,54
    3,235
    Outras moedas
  • Bovespa

    18h20

    -0,10
    74.518,79
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host