UOL Notícias Internacional
 

03/05/2007

Investigadores americanos atribuem a uma falha no sistema de segurança a colisão do boeing da Gol com o jato Legacy

The New York Times
Matthew L. Wald

Em Washington
Investigadores de segurança aérea americanos atribuíram nesta quarta-feira (2/4) a colisão desastrosa entre dois aviões sobre a Amazônia, no ano passado, parcialmente a falhas nos sistemas do cockpit. Estes deveriam ter alertado a equipe do jato empresarial que o equipamento anticolisão estava com defeito.

O acidente, que ocorreu no dia 29 de setembro, matou todas as 154 pessoas a bordo de um Boeing 737 operado por uma empresa brasileira, a Gol Linhas Aéreas Inteligentes. O avião menor fez um pouso de emergência e os dois pilotos e cinco passageiros saíram ilesos.

A descoberta na falha do sistema foi divulgada pelo Conselho Nacional de Segurança em Transportes que, apesar de não chegar uma conclusão formal sobre o acidente, recomendou que a Administração de Aviação Federal exigisse que esses sistemas "dessem maior advertência auditiva e visual, exigindo reação do piloto", se não estivessem operando adequadamente.

O conselho também recomendou que todos os pilotos americanos de jatos civis e de muitos aviões de hélice sejam informados sobre as circunstâncias do acidente e da atual "falta de advertência conspícua" em caso de falha do sistema.

O conselho de segurança está envolvido na investigação porque o avião de carreira era fabricado por uma empresa americana e o jato empresarial, fabricado pela brasileira Embraer, era de propriedade americana e estava sendo levado aos EUA para entrega.

Nas investigações em que é responsável, as recomendações do conselho em geral prenunciam suas conclusões. Entretanto, segundo o tratado internacional, o conselho não chegará a conclusões formais no caso. Essa tarefa pertence aos investigadores no Brasil, onde vários inquéritos militares e judiciais estão em curso.

O sistema de segurança em questão envolve aparelhos chamados "transponders", sistemas de rádio automáticos que enviam sinais com a altitude e a identidade do avião. Os transponders fazem isso como resposta a pedidos contínuos do solo ou de outros aviões. Mas o transponder do Embraer estava funcionando apenas intermitentemente, inibindo sua capacidade de receber e enviar sinais, segundo o conselho.

Os pilotos do Embraer, de Long Island, ficaram detidos no Brasil por mais de dois meses, após a colisão, acusados em vários momentos de voar em altitude incorreta e de desligar o transponder. Pouco antes de obterem permissão para partir, eles foram formalmente acusados pela polícia de ter contribuído para o desastre. Os pilotos, Joseph Lepore, de Bay Shore, e Jan Paladino, de Westhampton, disseram que voltarão se forem requisitados.

Joel R. Weiss, advogado que os representa, disse em declaração na quarta-feira que é possível que o sistema não tenha dado a eles nenhuma indicação de que estava defeituoso. A declaração emitida em conjunto com a proprietária do jato corporativo, a ExcelAire, uma empresa de charter com base em Ronkonkoma, N.Y., também disse que os controladores de tráfego aéreo deveriam ter reconhecido a falha no equipamento e que tinham enviado os dois aviões em rotas convergentes. Deborah Weinberg

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