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22/05/2007

Uma dieta saudável pode evitar doenças pulmonares crônicas, diz estudo

The New York Times
Nicholas Bakalar
Um novo estudo sugere que uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, peixe, carne de frango e grãos integrais pode conferir proteção contra doenças pulmonares crônicas, além de proporcionar outros benefícios à saúde.

Pesquisadores acompanharam mais de 42 profissionais da área de saúde do sexo masculino participantes de um estudo de longo prazo que teve início em 1986. Todos eles preencheram questionários especificando com que freqüência consumiam diversos tipos de alimentos, e os cientistas os classificaram de acordo com o rigor que seguiam aquela que os especialistas chamam de uma dieta "prudente", ou até que ponto adotaram uma dieta "ocidental" na qual predominam alimentos como grãos refinados, carnes processadas ou vermelhas, doces e batatas fritas. O resultado do estudo foi divulgado online no periódico de medicina respiratória "Thorax".

Após fazer ajustes estatísticos para idade, tabagismo e outros fatores, os cientistas descobriram que quanto mais rigorosamente um indivíduo seguiu a dieta prudente, menor foi o risco de contrair uma doença pulmonar obstrutiva crônica, o termo genérico para bronquite crônica e enfisema. Comparados aos 20% dos indivíduos que mais consumiram alimentos da dieta prudente, os 20% que menos consumiram esses alimentos apresentaram o dobro da probabilidade de sofrer de doenças pulmonares obstrutivas crônicas recém-diagnosticadas.

Ao mesmo tempo, os 20% dos homens que mais adotaram a dieta ocidental apresentaram uma probabilidade 4,5 vezes maior de sofrer de doença pulmonar crônica do que os 20% que consumiram menos alimentos desse cardápio.

Raphaelle Varraso, o principal responsável pela pesquisa, afirma que as frutas, as verduras, os legumes e os ácidos graxos ômega 3 provavelmente são os responsáveis pelo efeito protetor, e que as carnes vermelhas, as carnes processadas e as batatas fritas aumentam significativamente o risco. Varraso trabalhava na Escola de Saúde Pública da Universidade Harvard quando o estudo foi realizado, e atualmente é pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Médica e de Saúde na França.

Círculo vicioso de doença periodontal, perda óssea e câncer

A perda óssea causada pela doença periodontal está associada a um maior risco de câncer de língua, e quanto maior for a perda óssea, maior o risco, anunciaram os pesquisadores.

Os cientistas avaliaram a perda óssea em torno dos dentes em 51 homens nos quais o câncer de língua tinha sido diagnosticado recentemente e em 54 homens que não apresentaram a doença. Foram tiradas radiografias dos maxilares dos indivíduos, e um radiologista que não sabia que algumas dessas pessoas tinham câncer mediu a quantidade de perda óssea. O estudo foi feito de 1999 a 2005.

Após fazerem ajustes estatísticos para variáveis como tabagismo, gênero, raça e etnia, número de cáries, coroas, obturações e dentes perdidos, os pesquisadores calcularam que, para cada milímetro de perda óssea, o risco do aumento do câncer de língua mais do que quintuplicava.

Segundo o artigo publicado pelos autores na edição de maio do periódico "The Archives of Otolaryngology: Head & Neck Surgery", a infecção crônica pode desempenhar um papel no surgimento do câncer, tanto diretamente, devido ao efeito de produtos tóxicos de microorganismos, como indiretamente, já que a inflamação estimula a formação de tumores.

"Fiquei surpreso com a magnitude do efeito", afirma Frank A. Scannapieco, principal autor da pesquisa e professor de biologia oral da Escola de Medicina Dental da Universidade do Estado de Nova York em Buffalo. Mas ele acrescentou: "São necessários mais estudos baseados na população para apoiar essas conclusões".

Embora a doença periodontal crônica tenha sido a única variável oral significativamente associada ao câncer oral, os autores admitiram que o número de pessoas avaliadas no estudo foi muito pequeno e que o diagnóstico de doença periodontal foi feito a partir de radiografias e não por mensuração direta.

O álcool é vinculado à redução do risco de um novo tipo de câncer de rim

Os cientistas descobriram mais um motivo pelo qual o álcool pode fazer bem a você. Utilizando dados colhidos em 12 estudos e mais de 750 mil indivíduos, os pesquisadores descobriram que o consumo moderado de álcool - cerca de um drinque por dia - está associado à redução do carcinoma de células renais, um tipo de câncer de rim.

O trabalho, que será publicado na edição de 16 de junho do periódico "The Journal of the National Cancer Institute", cobriu somente estudos prospectivos que envolveram pelo menos 25 casos de câncer de células renais, que avaliaram o consumo de longo prazo de diversos alimentos e bebidas e que incluíram informações sobre fatores não dietéticos.

Durante o acompanhamento de sete a 20 anos, os pesquisadores encontraram 1,430 casos de câncer de células renais.

Os especialistas descobriram que as pessoas que beberam de 0,2 onças a 0,5 onças (5,9 ml a 14,8 ml) de álcool por dia - cerveja, vinho ou outra bebida alcoólica - reduziram em 18% o risco de câncer de células renais, e aqueles que beberam pelo menos 0,5 onças (14,8 ml) reduziram esse risco em 28%. Há pelo menos 0,5 onças (14,8 ml) de álcool em 1,5 onças (44,4 ml) de bebidas com alto teor alcoólico, em 12 onças (354 ml) de cerveja e em uma taça de cinco onças (147,8 ml) de vinho.

O estudo tem limitações, já que careceu de uma medida do uso do álcool no decorrer do tempo, dependeu de informações prestadas pelos próprios indivíduos estudados e não contou com informações a respeito de histórico familiar de câncer de células renais.

Jung Eun Lee, a principal autora do estudo e pesquisadora do Brigham and Women's Hospital, em Boston, não encorajaria ninguém a começar a beber. Em vez disso, diz ela, a manutenção de um peso saudável e não fumar são providências essenciais como "principais meios de redução do câncer das células renais".

O tratamento da depressão pode aumentar a longevidade

O tratamento da depressão em adultos idosos pode ser uma medida capaz de salvar a vida dessas pessoas, segundo sugere um novo estudo.

Sabe-se há algum tempo que pessoas deprimidas têm maior probabilidade de morrer, mas nunca se soube ao certo se o tratamento da depressão ajudaria a aumentar a duração de suas vidas.

Os pesquisadores estudaram 1.226 pacientes com mais de 60 anos que estavam sob os cuidados de clínicos gerais. Desses, 599 atenderam aos critérios para serem diagnosticados como padecentes de depressão grave ou de depressão significativamente leve. Os pesquisadores escolheram aleatoriamente metade dos pacientes para participarem de um programa de tratamento de depressão que incluiu psicoterapia e medicamentos. O estudo foi publicado na edição de 15 de maio do periódico "The Annals of Internal Medicine".

Os cientistas não encontraram diferenças relativas ao índice de sobrevivência das pessoas que sofriam de depressão leve no grupo que recebeu e no que não recebeu tratamento. Mas após ter sido feito o controle de variáveis como idade, gênero, tabagismo, nível educacional e presença de enfermidades, as pessoas que padeciam de depressão grave e que receberam tratamento apresentaram cerca de metade da probabilidade de morrer durante um período de acompanhamento de cinco anos quando comparadas àquelas que não receberam tratamento algum. Por razões que ainda não ficaram claras, a redução do número de mortes parece ter ocorrido quase que inteiramente no grupo de pacientes que sofria de câncer.

Os autores da pesquisa reconhecem que não podem descartar a possibilidade de que a redução do número de mortes tenha sido provocada por algum outro fator além do tratamento da depressão, e também admitem que erros de diagnóstico podem ter afetado os resultados.

Mesmo assim, o médico Joseph J. Gallo, o principal autor da pesquisa e professor de medicina geral da Universidade da Pensilvânia, afirma: "Isso demonstra que, para aquelas pessoas que atendem aos critérios de um quadro de depressão aguda, é importante fazer um tratamento, seja por meio de psicoterapia ou de medicamentos, e um ponto inicial para dar início a isso pode ser uma consulta com o próprio clínico geral do paciente". UOL

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