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28/05/2007

Conservadores e socialistas dividem eleições locais na Espanha

The New York Times
Victoria Burnett

Em Madri, Espanha
O socialistas do governo espanhol e a oposição conservadora obtiveram virtualmente igual apoio nas eleições locais de domingo, preparando o caminho para uma disputa acirrada na eleição geral do ano que vem.

A eleição, que é vista por muitos políticos e analistas como uma primária para a eleição geral, foi o primeiro teste do sentimento dos eleitores desde que o governo de José Luis Rodríguez Zapatero foi abalado em janeiro pelo fracasso nas negociações de paz com o ETA, o violento grupo separatista basco.

Com 96% dos votos apurados na noite de domingo, o mapa político do país ficou praticamente inalterado, deixando a porta aberta para ambos os partidos alegarem vitória. Os socialistas obtiveram o maior número de cadeiras nas câmaras de vereadores, mas o Partido Popular de oposição conquistou um percentual ligeiramente maior no total de votos, 36,6% dos votos contra 36% dos socialistas.

"O que podemos ver com este resultado é que fracassaram as tentativas do Partido Popular de transformar isto em um plebiscito nacional sobre a política do governo para o ETA", disse Ernesto Ekaizer, um colunista do jornal pró-governo "El País".

Ainda assim, as urnas deram ao Partido Popular sua primeira oportunidade de cantar vitória em uma eleição nacional desde 2000, quando José María Aznar, na época o primeiro-ministro, conquistou o segundo mandato. O partido manteve o controle de seis das sete regiões que controlava antes da eleição e ampliou sua vantagem em votações chaves pela capital, Madri, onde controla a câmara dos vereadores e o governo regional.

"O Partido Popular é novamente o partido Nº 1 da Espanha", disse Mariano Rajoy, o líder do Partido Popular, aos seus simpatizantes em Madri.

Os espanhóis votaram no domingo pelos governos regionais de 13 das 17 regiões políticas do país, conhecidas como comunidades autônomas, e por mais de 8 mil prefeituras e mais de 65 mil cadeiras de vereadores.

Os socialistas ficaram com cerca de 500 vereadores a mais que nas últimas eleições locais, em 2003, e com a possibilidade de formarem uma coalizão de governo com os nacionalistas bascos em Navarra -um dos 13 governos regionais que estavam sendo disputados e um que era ocupado por um partido aliado do Partido Popular.

Apesar dos pedidos de Zapatero para comparecimento em massa dos eleitores, o percentual de eleitores que votaram foi menor do que em 2003 -um fato que alguns analistas e políticos atribuíram ao desencanto dos eleitores com a classe política, que consideram consumida por bate-bocas e manchada por escândalos de corrupção. Dados estimados publicados pelo Ministério do Interior apontaram um comparecimento de 50,6% dos eleitores, em comparação a 54,3% em 2003. Tradução: George El Khouri Andolfato

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