UOL Notícias Internacional
 

30/05/2007

Rússia testa novo míssil balístico intercontinental

The New York Times
C.J. Chivers

Em Moscou
A Rússia realizou um teste de lançamento de um novo míssil balístico intercontinental na terça-feira (29/5), e alega que o foguete cruzou com sucesso quase todo o seu espaço aéreo no norte do país, alcançando o seu extremo leste.

O lançamento do míssil, que se deslocou por mais de 8.000 quilômetros, um acontecimento amplamente coberto pela televisão estatal, ocorreu no momento em que o presidente Vladimir Putin mais uma vez critica duramente o Ocidente devido aos planos liderados pelos Estados Unidos no sentido de instalar um escudo antimísseis na Europa.

"Acreditamos que é prejudicial e perigoso transformar a Europa em um paiol de explosivos e enchê-la de novos tipos de armamentos", afirmou Putin, segundo a agência oficial de notícias Itar-Tass.

As autoridades russas também fizeram questão de anunciar que o novo míssil, conhecido como RS-24, foi disparado a partir de um lançador móvel e pode levar até seis ogivas invulneráveis tanto aos atuais quanto aos futuros sistemas antimísseis.

Segundo as autoridades, todas as ogivas do RS-24 atingiram os seus alvos em um campo de testes em Kamchatka, perto do Oceano Pacífico. "Em termos de defesa e segurança, a Rússia pode olhar calmamente para o futuro do país", afirmou o vice-primeiro-ministro Sergei B. Ivanov, segundo a Itar-Tass.

A cobertura ampla do teste pareceu ser dirigida ao público interno, e os Estados Unidos reagiram calmamente ao lançamento do RS-24. Um diplomata norte-americano, falando sob a condição de que o seu nome não fosse divulgado devido aos protocolos diplomáticos, disse que a existência do míssil já era conhecida pelos governos ocidentais, e que o seu lançamento atendeu às regras estabelecidas pelos tratados de mísseis balísticos.

"Tudo isso está completamente de acordo com os parâmetros fixados pelo tratado Start II, e os russos atenderam às exigências ao nos avisarem sobre o teste com antecedência", disse o diplomata. "Isso não é motivo de preocupação".

O Kremlin, furioso com as críticas ocidentais à sua conduta e se preparando para eleições parlamentares no outono e para eleições presidenciais no ano que vem, tem utilizado há vários meses uma linguagem dura ao referir-se ao Ocidente.

A Rússia também discorda profundamente do Ocidente em relação à expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e ao projeto do escudo de defesa antimísseis proposto pelos Estados Unidos. UOL

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