UOL Notícias Internacional
 

28/06/2007

Estudo vê impacto da mudança climática no Alasca

The New York Times
William Yardley
Muitas das estradas, pistas de vôo, ferrovias e sistemas de água e esgoto do Alasca sofrerão um desgaste mais rápido e será mais caro repará-los ou substituí-los devido à mudança climática, segundo um estudo divulgado na quarta-feira.

O aquecimento das temperaturas, o derretimento do gelo permanente, uma redução do gelo polar e maiores enchentes deverão aumentar o custo de reparo e substituição de milhares de projetos de infra-estrutura em até US$ 6,1 bilhões, para um total de quase US$ 40 bilhões - um aumento de cerca de 20% - de hoje a 2030, segundo o estudo, feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Social da Universidade do Alasca, em Anchorage.

Os custos foram projetados com base nas necessidades de quase 16 mil obras públicas de infra-estrutura, variando de aeroportos a pequenos trechos de estrada. O estudo apontou que os aumentos de custo deverão desacelerar a longo prazo, crescendo cerca de 10 a 12% em 2080, caso as agências do governo adaptem técnicas de construção e projetos ao novo clima mais quente.

As temperaturas têm subido em média 1 a 3 graus centígrados em diferentes partes do Estado nas últimas décadas, e as mudanças já foram associadas a problemas que variam de erosão costeira em aldeias remotas do Alasca a incêndios florestais. Os pesquisadores que escreveram o relatório disseram que suas estimativas para o aumento dos custos foram baseadas em previsões "moderadas" para o aquecimento, em um local onde os projetos foram desenvolvidos para suportar o frio.

"Nós presumimos que o aquecimento das temperaturas fará com que a infra-estrutura tenha que ser substituída com mais freqüência", disse o relatório. "Também é possível que a mudança climática possa de fato aumentar a vida em algumas estruturas, mas não identificamos até o momento alguma destas exceções."

O estudo é o primeiro de seu tipo no Alasca e seus autores enfatizam que ele não projeta os custos para coisas como transferência de aldeias, proteção do Oleoduto Trans-Alasca, combate a incêndios florestais ou proteção à propriedade privada que pode ser afetada.

"Há um milhão de outras questões relacionadas à mudança climática", disse Peter Larsen, um economista de recursos naturais do Instituto de Pesquisa Econômica e Social e principal pesquisador do relatório. "Este é apenas um componente, mas é uma peça chave porque é por onde passam todos os bens e serviços da economia do Estado, pela infra-estrutura."

Ele disse que os locais mais vulneráveis no Estado provavelmente são aqueles construídos sobre o gelo permanente, o subsolo permanentemente congelado, pois a previsão é que a temperatura média suba acima do ponto de congelamento no futuro, potencialmente tornando o solo instável. "Tais estruturas precisam ser mais bem investigadas", disse. "O que acontece aos custos quando você ultrapassa o ponto de congelamento?"

Sem um modelo simples sobre como medir o aumento dos custos de infra-estrutura devido à mudança climática, Larsen disse que ele e outros pesquisadores buscaram estudar como as temperaturas mais quentes e mudanças nas precipitações afetariam a durabilidade dos materiais. Eles então combinaram tais dados com as previsões de temperaturas mais quentes e mudança climática no Alasca.

"Há outros locais que realizaram estudos, mas o Alasca está aquecendo mais rapidamente do que qualquer outro lugar no planeta no momento", disse Larsen. "Não há nada desta extensão." Ele disse que começou a pesquisa "da estaca zero", procurando várias agências estaduais. "Eu dizia algo como: 'Você pode me dizer quanto a mudança climática nos últimos 50 anos mudou este pedaço da infra-estrutura?'" disse. "Em uma ocasião as pessoas riram de mim ao telefone..." George El Khouri Andolfato

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