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10/08/2007

Passageiros com destino aos EUA terão nomes investigados antes da partida

The New York Times
Eric Lipton
Em Washington
Até o início do ano que vem, os passageiros de vôos com destino aos Estados Unidos terão seus nomes cotejados com listas de terroristas, ou suspeitos de terrorismo, antes da partida, em vez de após a decolagem, como ocorre atualmente, anunciou na quinta-feira (09/08) o secretário de Segurança Interna, Michael Chertoff.

A mudança faz parte de uma reformulação em andamento cujo objetivo é fazer com que o Departamento de Segurança Interna (Department of Homeland Security) dos Estados Unidos assuma o controle sobre as investigações com base nas listas de suspeitos, no que se refere a todos os vôos comerciais internacionais e domésticos.

Só no ano passado, 87 milhões de passageiros voaram para os Estados Unidos e do território estadunidense para o exterior. As empresas aéreas não precisam apresentar listas finais de embarques referentes aos vôos internacionais antes que os aviões decolem. E esse é um dos motivos pelos quais os vôos são algumas vezes desviados antes de chegarem aos Estados Unidos, após funcionários do Departamento de Segurança Interna descobrirem que um suspeito de terrorismo está a bordo.

As novas regras exigirão que as listas finais sejam entregues até 30 minutos antes da partida, ou que as informações, que são coletadas nos passaportes, sejam enviadas às autoridades uma por vez tão logo os passageiros façam o check in, até que as portas do avião sejam fechadas.

"Conforme ficou evidenciado no complô de Londres, precisamos fazer tudo o que pudermos para identificar as potenciais ameaças antes que o avião decole", afirmou Chertoff na quinta-feira, referindo-se à tentativa de indivíduos no ano passado embarcarem com líquidos explosivos em aviões com destino aos Estados Unidos e ao Reino Unido.

Além disso, Chertoff anunciou que o departamento em breve assumirá formalmente o controle sobre as listas de suspeitos para todos os vôos domésticos.

Essa medida há muito adiada provavelmente não será concluída até 2009 ou 2010, mas o governo deu início à transição ao anunciar propostas de regras para o novo programa, que se chamará Vôo Seguro.

Atualmente, as linhas aéreas usam listas de suspeitos fornecidas pelo governo para determinar se impedirão o embarque de certos passageiros ou, com maior freqüência, se submeterão esses passageiros a uma revista mais rigorosa em postos especiais de segurança.

Para os vôos domésticos, o programa exigirá que as empresas aéreas forneçam dados sobre os passageiros com base em reservas antecipadas, começando 72 horas antes da partida. Para reduzir a possibilidade de falsas identificações, as linhas aéreas indagarão aos passageiros as suas datas de nascimento e gênero, embora não esteja previsto que o fornecimento de tais informações seja obrigatório.

Tão logo o governo assuma esta tarefa, as checagens deverão se basear em listas mais atualizadas e em programas de computação mais sofisticados.

As mudanças poderão também reduzir significativamente o número de pessoas interrogadas por equívoco devido a identificações errôneas, e darão ao governo mais tempo para reagir a possíveis planos terroristas, afirma Kip Hawley, secretário-assistente da Administração de Segurança de Transporte, que operará o programa Vôo Seguro.

"Isso nos dará condições muito melhores para identificar que pessoas são realmente motivo de preocupação", afirmou Hawley na quinta-feira. UOL

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