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18/08/2007

EUA poderão acrescentar Eritréia à lista de patrocinadores do terrorismo

The New York Times
Mark Mazzetti
Em Washington
O governo Bush está cogitando designar a Eritréia como um Estado patrocinador do terrorismo, acusando o país africano de remeter armas a insurgentes islâmicos na Somália, afirmou na sexta-feira (17/08) um funcionário graduado do Departamento de Estado.

Autoridades norte-americanas dizem que a Eritréia, no Mar Vermelho, vem tentando desestabilizar o frágil governo na capital da Somália, Mogadício. Aquele governo assumiu o poder depois que tropas etíopes, apoiadas pelos Estados Unidos, invadiram a Somália e derrubaram uma administração controlada por milícias muçulmanas radicais.

A censura à Eritréia implicaria em severas sanções econômicas ao país e o acrescentaria a uma lista que contém apenas cinco outras nações: Irã, Síria, Coréia do Norte, Sudão e Cuba.

Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado no mês passado diz que a Eritréia estaria enviando secretamente grandes quantidades de armamentos a combatentes islamitas na Somália, possivelmente incluindo cintos explosivos usados por homens-bomba e mísseis terra-ar. Segundo o relatório, a Somália "está literalmente inundada por armas".

Jendayi E. Frazer, a secretária-assistente de Estado para Questões Africanas, disse na sexta-feira aos jornalistas que os Estados Unidos vêm coletando dados de inteligência que provam que a Eritréia enviou repetidamente armamentos à Somália a fim de ajudar os insurgentes naquele país.

Frazer afirmou que o governo da Eritréia ainda tem uma chance de modificar o seu comportamento e evitar a designação de patrocinador de terrorismo.

"Não desejamos seguir essa rota", disse ela. "Mas se eles continuarem com este comportamento e nós montarmos o arquivo que é necessário, creio que o caso será bastante convincente".

Os países designados como Estados patrocinadores de terrorismo são proibidos de comprar qualquer armamento dos Estados Unidos, e ficam sujeitos a rígidas sanções econômicas. Os Estados Unidos também se opõem a quaisquer empréstimos por parte do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional aos países que fazem parte da lista.

O relatório da ONU também criticou as ações das tropas etíopes na Somália, acusando-as de utilizar bombas de fósforo que, em abril último, mataram tanto insurgentes quanto civis em Mogadício.

A Eritréia e a Etiópia negaram as alegações feitas pela ONU, mas oficiais de inteligência norte-americanos acreditam que a luta na Somália se transformou, de certa forma, em uma "guerra por procuração" entre os dois grandes inimigos que travaram uma guerra de fronteira na década de 1990.

Em dezembro do ano passado, a Etiópia se mobilizou para derrubar do poder as milícias islamitas que conquistaram o controle sobre Mogadício dos chefes tribais somalis apoiados pela CIA. As tropas etíopes expulsaram rapidamente as forças islamitas de Mogadício, mas desde então uma insurgência de retaguarda tem ganhado força. UOL

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