UOL Notícias Internacional
 

14/09/2007

Bomba mata xeque sunita que trabalhava com os EUA no Iraque

The New York Times
Alissa J. Rubin e Graham Bowley
Em Bagdá
Um líder de tribos sunitas no Iraque, que se unira às forças iraquianas e americanas no combate a militantes sunitas extremistas, foi morto por uma bomba na quinta-feira (13/9), disseram policiais iraquianos. Sua morte pode minar o que vinha se tornando um novo impulso da política americana no país.
Jim Watson/AFP - 3.set.2007
Bush (esq.) e o xeque Abdul Sattar Buzaigh al-Rishawi durante encontro no Iraque


O líder sunita, Abdul Sattar Buzaigh al-Rishawi, liderava o Conselho de Salvação Anbar, uma aliança de clãs que apoiava o governo iraquiano e as forças americanas. Relatos iniciais sugeriram que foi morto por uma bomba em seu carro ou por uma bomba na estrada perto de sua casa, na província de Anbar, região ampla a oeste de Bagdá.

O xeque Abdul Sattar, como era conhecido pelos iraquianos e comandantes americanos, tinha se tornado a face pública das tribos sunitas árabes na província sem lei de Anbar, que se voltou contra jihadistas sunitas da Al Qaeda na Mesopotâmia e começou a combater ao lado dos militares americanos e do governo iraquiano, liderado pelos xiitas.

Na viagem de Bush ao Iraque na semana passada, o presidente americano visitou Anbar, em vez de Bagdá, forçosamente chamando a atenção para os ganhos de segurança que a aliança crescente entre os EUA e as forças tribais trouxera. Sattar foi um dos líderes tribais que se reuniram com ele no dia 3 de setembro na Base Aérea Al-Asad, em Anbar, segundo a Associated Press. Ele era o mais importante e mais recente xeque a liderar os esforços contra jihadistas.

O Conselho de Salvação Anbar havia começado recentemente a procurar outras tribos para que cooperassem com o governo iraquiano e com os americanos e tinha se reunido há pouco tempo com tribos xiitas na parte sul do país.

A morte de Sattar pode significar um retrocesso significativo para os esforços americanos em trabalhar ao lado das tribos locais contra a Al Qaeda.

As autoridades impuseram estado de emergência na província de Anbar após seu assassinato, disse a polícia.

Ao menos uma outra pessoa que o escoltava também foi morta na explosão.

"Essa ação criou uma fenda e gera confusão para todos que queriam estar alinhados com ele", disse o porta-voz do maior bloco sunita no parlamento iraquiano, Salim Al Jubori. "Acredito que outros líderes assumirão isso, mas não é fácil".

O progresso em Anbar vinha sendo um dos raros pontos brilhantes para os militares americanos. Deborah Weinberg

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