UOL Notícias Internacional
 

27/11/2007

Autoridades impedem Pequim de reduzir o consumo de energia para evitar alta dos custos - parte 1

The New York Times
Howard W. French

Em Qingtongxia, China
Quando o governo central em Pequim anunciou uma ambiciosa campanha nacional para reduzir o consumo de energia há dois anos, as autoridades nesta capital regional do oeste começaram imediatamente a trabalhar: não para cumprir as metas, mas para conceber esquemas criativos para burlar as exigências.

A campanha de energia exigia que as autoridades locais aumentassem os preços da eletricidade como forma de desencorajar o crescimento de indústrias de alto consumo de energia e forçar os usuários menos eficientes a fecharem as portas. Em vez disso, temendo o impacto sobre a economia local, o governo regional intermediou um acordo especial para o Qingtongxia Aluminum Group, que é responsável por 20% do consumo industrial desta região e por cerca de 10% de seu produto interno bruto.

Chang W. Lee/The New York Times 
Homem trabalha na área de mineração na cidade de Shizuishan,na China

As autoridades locais conseguiram que a empresa fosse removida da rede elétrica nacional e abastecida diretamente por uma empresa local, a isentando das tarifas mais caras, segundo um representante da companhia elétrica que pediu para que seu nome não fosse citado, um representante da empresa de alumínio e do site oficial da cidade vizinha, Shizuishan. Como resultado, Qingtongxia continuou recebendo sua energia elétrica ao preço mais baixo disponível.

Foi um jogo de gato e rato tristemente familiar para as autoridades chinesas, que têm longa tradição de promover campanhas nacionais ambiciosas que freqüentemente são minadas pelas autoridades locais, em parte porque as prioridades locais entram em conflito com as nacionais.

Preocupadas com consumo excessivo de energia pelo motor econômico a todo vapor da China, as autoridades nacionais visavam reduzir o consumo de energia em 20% por dólar de produção em cinco anos. O consumo de energia pela China mais que quadruplicou desde 1980, um ritmo voraz que continuará este século adentro.
ENERGIA CHINESA
Chang W. Lee/The New York Times
Produtos prontos para serem distribuidos em pátio de fábrica
PARTE 2
PARTE 3


O custo ambiental é desconcertante. O país já é o maior usuário mundial de carvão, o tipo mais sujo de energia. Só o consumo de carvão pela China deverá dobrar nos próximos 20 anos, segundo a Agência Internacional de Energia. Pequim está tão decidida pela meta de 20% que ela se tornou a peça central de sua estratégia geral para reduzir a poluição além do consumo, assim como sua principal posição nas negociações diplomáticas para coibir a produção de gases responsáveis pelo aquecimento global.

A meta obteve apoio de ambientalistas na China e no exterior. Eles a consideram ambiciosa dada a explosão de indústria pesada na China, que consome vastas quantidades de eletricidade e, à medida que expande, torna a economia como um todo menos eficiente em energia. George El Khouri Andolfato

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