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28/11/2007

Jogadores que nascem no Brasil vestem camisa de outras seleções

The New York Times
Jack Bell
O afluxo de jogadores de futebol nascidos no Brasil nos campeonatos nacionais ao redor do mundo poderia colocar em risco a integridade geográfica de futuros torneios regionais, disse Joseph S. Blatter, o presidente da Fifa. Mais de 1.000 jogadores que deixaram o Brasil estão jogando neste ano em clubes de lugares distantes como Moldova, Rússia e Japão.

Um número cada vez maior destes jogadores, que podem não ser bons o bastante para jogarem pela seleção brasileira, estão se naturalizando nesses países e ingressando em suas seleções adotivas.

"Se não tomarmos cuidado com os invasores do Brasil, não apenas na Europa, mas também na Ásia e na África, então nas próximas Copas do Mundo, em 2014 e 2018, das 32 seleções -nós ainda teremos seleções nacionais- haverá 16 cheias de jogadores brasileiros", disse Blatter no domingo na África do Sul, antes do sorteio das eliminatórias para a Copa do Mundo. "É um risco, um risco real."

O Brasil conta com mais de 60 milhões de jogadores registrados. As díspares leis nacionais que regem a naturalização são freqüentemente dobradas para permitir que os brasileiros que jogam no exterior joguem por seus países adotivos por meio de casamento ou um processo de naturalização que leva cerca de dois anos.

Por exemplo, Deco nasceu no Brasil mas se naturalizou cidadão português e é um jogador chave de sua seleção nacional; Antônio Naelson (Zinha), pouco conhecido em casa, obteve cidadania mexicana e estava entre os convocados da seleção na Copa do Mundo de 2006; Alessandro Santos joga internacionalmente pelo Japão; José Clayton joga pela Tunísia; e Eduardo da Silva, que se mudou para a Croácia quando tinha 15 anos, se tornou cidadão croata em 2002.

Eliminatórias da Concacaf
Se os Estados Unidos derrotarem Barbados ou Dominica na primeiro fase das eliminatórias da Copa do Mundo em junho do próximo ano, eles avançarão para a semifinal que provavelmente incluirá Cuba. Os americanos tem um retrospecto de 5 vitórias, 1 empate e 1 derrota contra Cuba, mas nunca jogaram lá e deverão fazer a viagem independente do embargo econômico do governo americano que proíbe a maioria das viagens ao país comunista.

"Nós nunca jogamos em Cuba", disse Sunil Gulati, o presidente da federação americana, no domingo. "Isto representaria novos desafios. Mas são desafios do futebol e lidaremos com eles e todas as outras questões no momento oportuno." George El Khouri Andolfato

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