UOL Notícias Internacional
 

29/02/2008

Obama reduz vantagem de Hillary Clinton em superdelegados

The New York Times
Michael Cooper e Sarah Wheaton
Do New York Times
O senador Barack Obama conseguiu avanços significativos ao longo do último mês entre as autoridades eleitas democratas e líderes do partido, conhecidos como superdelegados, que serão responsáveis por um quinto dos votos na convenção do partido, reduzindo a vantagem há muito mantida da senadora Hillary Rodham Clinton neste grupo.

O que começou para Obama como um pequeno gotejamento de apoio de superdelegados se transformou em uma corrente após suas vitórias consecutivas contra Hillary nas 11 últimas disputas pela indicação. Essas vitórias provocaram algumas deserções proeminentes -o deputado John Lewis, da Geórgia, trocou formalmente de lado nesta semana- e levaram outros superdelegados indecisos a descerem do muro e apoiar Obama. Pelo menos nove superdelegados declararam seu apoio a Obama nos últimos dias.

O efeito é uma redução da vantagem de Hillary dentro de um grupo que sua campanha contava como sendo um trunfo contra o impulso da campanha de Obama.

David Maxwell/EFE - 26.fev.2008 
Barack Obama cumprimenta seus simpatizantes antes de debate com Hillary Clinton

A campanha de Hillary disse na quinta-feira que ela conta com o apoio de 258 dos 795 superdelegados (sem contar aqueles da Flórida e Michigan, cujas delegações são foco de disputa), enquanto a campanha de Obama disse contar com o apoio de mais de 200. A campanha disse ter conquistado o apoio de 39 desde 5 de fevereiro, incluindo quatro que antes apoiavam Hillary.

Uma pesquisa entre os superdelegados realizada pelo "The New York Times" e "CBS News", que apontou uma contagem menor de superdelegados para ambos os candidatos, revelou que a vantagem de Hillary entre os superdelegados foi reduzida em mais da metade em fevereiro. Sua vantagem em 2 de fevereiro de 105 superdelegados sobre Obama, foi reduzida de lá para cá para 42, apontou a pesquisa.

Os superdelegados são particularmente importantes neste ano porque ambas as campanhas acreditam que eles poderão ser decisivos em uma eleição na qual provavelmente nenhum candidato conquistará os 2.025 delegados necessários para assegurar a indicação até a convenção, em agosto.

O impulso de Obama nas recentes primárias e convenções parece ter influenciado alguns superdelegados.

Marianne T. Stevens, vice-presidente do Partido Democrata do Maine, anunciou nesta semana que dará seu voto como superdelegada para Obama. Stevens disse que decidiu apoiá-lo em parte porque suas recentes vitórias a levaram a acreditar que ele será o candidato do partido.

"Ele venceu o quê, 11 eleições primárias consecutivas?", ela disse em uma entrevista por telefone. "Impulso não atrapalha. Então acho que ele unificará as próximas primárias e acho que ele vai vencê-las."

Mas como a mudança de Lewis mostrou, esses superdelegados podem mudar de idéia. E a campanha de Hillary está contando com um forte desempenho na próxima semana em Ohio e no Texas, assim como nos demais Estados que ainda faltam votar, para manter sua vantagem juntos aos membros regulares do partido que compõem grande parte dos superdelegados.

Por ora, entretanto, quase todos os que estão mudando de idéia estão pendendo para Obama.

Christine Samuels, membro do Comitê Nacional Democrata e ativa na Associação Nacional para o Avanço de Pessoas de Cor de Nova Jersey, disse ter trocado seu apoio a Hillary por Obama em parte por ter ficado irritada com alguns comentários dos Clinton, feitos na época da primária da Carolina do Sul.

Mas Samuels também citou os recentes sucessos de Obama nas disputas pela indicação.

"Eu não teria mudado se não acreditasse na possibilidade da vitória dele", ela disse.

O deputado John Barrow, democrata da Geórgia, que enfrentou uma disputa acirrada pela reeleição em 2006, anunciou na quinta-feira que apoiará Obama. "No meu distrito, 70% das pessoas votaram no senador Obama", disse Barrow, "e acho que votaram nele por alguns dos mesmos motivos pelos quais votaram em mim".

Com a campanha de Obama defendendo a idéia de que os superdelegados devem seguir o voto popular, a campanha de Hillary rebateu que os superdelegados têm a responsabilidade de fazer o que consideram melhor para o Partido Democrata e para a nação. Ela conta até mesmo com um site -www.delegatehub.com- que nota que nenhum dos superdelegados está "obrigado a votar com base em qualquer outra coisa a não ser seu melhor juízo sobre quem está mais qualificado para ser presidente".

A campanha de Hillary nota que também conta com desertores. Na quinta-feira, ela anunciou que Veronica Escobar, uma comissária do Condado de El Paso, Texas, trocou seu apoio a Obama para Hillary.

Infelizmente para a campanha de Hillary, Escobar não é uma superdelegada. George El Khouri Andolfato

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