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15/05/2008

Comitê de regras do partido tem papel crucial nas esperanças de Hillary Clinton

The New York Times
Katharine Q. Seelye
Do The New York Times
As esperanças da pré-candidatura presidencial da senadora Hillary Rodham Clinton estão em grande parte depositadas em um obscuro painel do Comitê Nacional Democrata, um grupo com vários aliados, mas insuficiente a esta altura para garantir sua meta de contar os votos ou delegados da Flórida e Michigan.

O painel, o Comitê de Regras e Estatutos, se reunirá em 31 de maio em Washington e poderá determinar o processo de indicação, ou pelo menos influenciá-lo fortemente. O que o comitê fará é o grande ponto de interrogação antes das últimas primárias, em 3 de junho.

Entre os 30 membros do painel, 13 declararam apoio a Hillary e oito declararam apoio ao senador Barack Obama. Sete outros estão neutros ou não declararam, apesar de alguns companheiros perceberem que pelo menos quatro se inclinam para Obama. Os co-presidentes não declararam apoio a ninguém.

Entre os membros está Harold Ickes Jr., um alto conselheiro e importante contador de delegados de Hillary. Ickes provavelmente liderará o argumento em prol de Hillary, que é o de que o comitê deve aceitar a participação plena dos delegados da Flórida e de Michigan na convenção. O comitê votou por destituir ambos os Estados de seus delegados porque violaram as regras partidárias ao anteciparem suas primárias.

A campanha de Hillary quer que os delegados sejam distribuídos entre ela e Obama com base no voto popular. Isso daria a ela um aumento líquido de 47 delegados.

Isto não é suficiente para passar à frente na contagem de delegados, mas a validação desses Estados poderia reforçar o argumento de Hillary de que ela está à frente na contagem geral do voto popular. O campo de Hillary espera poder persuadir os superdelegados de que o voto popular é uma medição válida para julgar sua força, e que isto ajudará a atraí-los para o seu lado.

A campanha disse que a primária de terça-feira na Virgínia Ocidental deu a Hillary, segundo alguns cálculos, uma vantagem geral no voto popular, caso Michigan e a Flórida sejam incluídos e alguns Estados que realizam convenções sejam excluídos.

"Este é um dos muitos fatores que os superdelegados analisarão", disse um porta-voz da campanha, Howard Wolfson, aos repórteres. Mas "obviamente não é decretório".

Obama diz que se dispuser de delegados suficientes para assegurar sua indicação, ele gostaria de ver as delegações plenas de Michigan e da Flórida participarem da convenção. Mas ele não disse como o painel de regras deve distribuir as delegações dos dois Estados caso não disponha do número necessário de delegados até a reunião de 31 de maio.

Sua campanha espera que a questão se torne sem importância e planos estão em andamento para que Obama reivindique a indicação em 20 de maio, quando a primária de Oregon deverá lhe assegurar a maioria de delegados.

Um crescente senso na campanha de Obama é de que a reunião do painel será irrelevante e que a campanha de Hillary a está promovendo como ferramenta psicológica para mantê-la na disputa. Assessores disseram que duvidam que os superdelegados serão persuadidos pelo argumento de Hillary de que está à frente na contagem geral do voto popular.

Os superdelegados continuam fluindo para Obama.

"Os superdelegados restantes que ainda não se comprometeram não estão aguardando por um argumento melhor", disse um aliado de Obama. "Eles estão aguardando que o processo se resolva sozinho."

Na agenda do comitê estão duas contestações à destituição da Flórida e Michigan de seus delegados. As contestações basicamente pedem ou que todos os delegados sejam aceitos na convenção com meio voto ou que apenas metade dos delegados dos Estados seja aceita.

Uma terceira contestação pode vir de Michigan, pedindo que sejam aceitos na convenção aproximadamente 75% dos delegados.

Os co-presidentes do painel, James Roosevelt Jr. e Alexis Herman, concordaram em não apoiar ninguém até que todas as disputas sejam resolvidas, disse Roosevelt, acrescentando que em caso de um empate em uma moção, eles votariam.

Outro membro, Donald Fowler, um ex-presidente do comitê nacional e partidário de Hillary, disse: "A intensidade da disputa dependerá de quanto o pessoal de Hillary achar que ainda temos uma chance. A bola está na quadra de Obama. Se ele quiser ser magnânimo, ele pode, sem ameaçar sua posição, e isto poderia levar a uma solução razoavelmente amigável."

"Mas se ele se sentir ameaçado, ele não o fará, e não o culpo. Mas a menos que algo inesperado aconteça daqui até lá, ele estará em uma boa posição." George El Khouri Andolfato

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