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28/05/2008

O endosso doloroso de Castro

The New York Times
Jim Rutenberg
The New York Times
Fidel Castro deixou o cargo de presidente de Cuba em fevereiro e não tem sido muito visto desde que passou por uma cirurgia em julho de 2006, mas ainda é uma forte presença na ilha-Estado que entregou ao seu irmão, Raúl.

Ele também é cheio de opiniões, e na segunda-feira deu uma espécie de endosso ao senador Barack Obama, democrata de Illinois, o chamando de "o candidato mais progressista à presidência dos Estados Unidos", apesar de também censurá-lo por seu plano de manter o embargo comercial contra Cuba. "Se eu o defendesse, eu faria um enorme favor aos seus adversários", disse Castro. "Portanto, não tenho reservas em criticá-lo."

Castro, 81 anos, estava reagindo à promessa de Obama na semana passada, para a Fundação Nacional Cubana-Americana, em Miami, de que manteria as sanções comerciais contra Cuba como instrumento para pressionar por mudanças democráticas lá. Mas Obama também prometeu que aliviaria as restrições a viagens para a ilha e para envio de dinheiro para os parentes que vivem lá.

"O discurso do candidato presidencial Obama pode ser formulado da seguinte forma: fome para o país, remessa de dinheiro como caridade e visitas a Cuba como propaganda do consumismo e do modo de vida insustentável por trás dele", escreveu Castro em uma coluna para os jornais cubanos, que foi traduzida para o inglês para um site de jornal, o "Granma Internacional".

"Eu não estou questionando a grande inteligência de Obama, sua capacidade de debate ou sua ética de trabalho", escreveu Castro.

Mas, ele acrescentou, "eu sou obrigado a levantar várias questões delicadas".

A campanha de Obama se recusou a comentar.

Mesma piada, mais lamentação
Nota para analistas e políticos: piadas de assassinato não caem bem.

Uma semana após o ex-governador de Arkansas, Mike Huckabee, ter pedido desculpas por brincar em um encontro da Associação Nacional do Rifle de que o baque ouvido nos bastidores era o senador Barack Obama mergulhando no chão para evitar disparos, a analista do "Fox News Channel" se viu em território semelhante neste fim de semana.

Discutindo a referência feita pela senadora Hillary Rodham Clinton na semana passada, sobre o assassinato de Robert F. Kennedy durante as primárias de 1968, a analista da "Fox", Liz Trotta, disse no domingo que "agora temos o que alguns estão entendendo como uma sugestão de que alguém apague Osama, hã, Obama - bem, ambos, se pudermos".

Aparentemente surpreso, Eric Shawn, o âncora da "Fox News", disse: "E por falar de como você realmente se sente", enquanto Trotta ria.

Na segunda-feira, Trotta voltou ao "Fox News Channel" para pedir desculpas. "Eu lamento sobre o que aconteceu ontem, naquela tentativa ruim de humor", ela disse. "Eu sinceramente me arrependo e peço desculpas às pessoas que ofendi. É uma temporada política muito colorida e muitos de nós estão cometendo erros e dizendo coisas que gostaríamos de não ter dito."

"Esclarecimento anotado", disse seu entrevistador, Bill Hemmer, âncora da "Fox News". George El Khouri Andolfato

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