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01/07/2008

Uma vista com algum espaço

The New York Times
Susan Stellin
Uma nova classe está surgindo nas cabines de avião. Fica entre a econômica e a executiva, tanto nas amenidades quanto no preço. Oferece uma poltrona melhor, mais espaço para as pernas, embarque prioritário e serviço de alimentação mais aprimorado do que na econômica.

O único problema é que não há nada similar em nenhuma companhia aérea americana. Para apesar da "econômica prêmio" estar disponível em algumas empresas estrangeiras há mais de uma década, meia dúzia elevaram a aposta recentemente criando um espaço separado na cabine para os executivos com dinheiro curto ou os turistas dispostos a pagar um pouco mais por um vôo confortável. A demanda pela classe econômica prêmio pode inclusive aumentar com o desaquecimento econômico, na medida em que as empresas cortam seus gastos e restringem as viagens de classe executiva.

A Virgin Atlantic reformou seu serviço de econômica prêmio no ano passado; a nova empresa da British Airways, OpenSkies inaugurou sua cabine "prem-plus" em meados de junho, e a Qantas Airways e Japan Airlines planejam introduzir serviços de econômica prêmio nas rotas para os EUA até o final do ano.

"É uma medida empresarial inteligente, porque houve um 'avanço das classes' no avião", disse Henry Harteveldt, analista de viagem da Forrester Research. "O que hoje é chamado de classe executiva é quase o que costumava ser a primeira classe. Então, a econômica prêmio é mais como a classe executiva era nos anos 80, similar de muitas formas à primeira classe dentro dos EUA, em termos de espaço para as pernas."

De fato, a cabine econômica caiu tanto na estima dos viajantes que a OpenSkies está chamando sua cabine intermediária de "prem-plus", evitando o termo "econômica".

"Não é econômica prêmio", disse Dale Moss, diretor da OpenSkies, logo após o vôo inaugural da empresa pousar no aeroporto John F. Kennedy em Nova York, há duas semanas.

Descrevendo a cabine prem-plus, que tem 28 assentos com 132 cm de espaço entre as fileiras (a distância entre o encosto e a poltrona da frente), Moss enfatizou: "É uma poltrona de classe executiva, diferente da cama de classe executiva".

As poltronas de couro têm 51 cm de largura e reclinam para um ângulo de 140 °, com descanso para as pernas ajustável e apoio lombar.

A OpenSkies atualmente usa um Boeing 757 entre o aeroporto de Orly em Paris e Kennedy e planeja acrescentar 5 aviões nas rotas de Nova York para a Europa até o final de 2009. A tarifa prem-plus começa em US$ 1.650, incluindo as taxas, até 4 de julho, quando subirá para US$ 2.256.

Apesar do 757 tipicamente transportar 200 ou mais passageiros, a OpenSkies tem 82 poltronas, com 24 na executiva e 30 na econômica. Entretanto, essa divisão pode mudar, dependendo da resposta dos clientes a cada cabine, disse Moss.

Diante da resposta ao conceito de econômica prêmio em outras empresas, essa nova classe intermediária pode ter encontrado seu lugar. A Virgin Atlantic, que introduziu a classe econômica prêmio original em 1992, quando as empresas estavam diminuindo de tamanho depois da Guerra do Golfo, reformulou e expandiu essa parte da cabine no ano passado.

Chris Rossi, vice-presidente da Virgin para os EUA, disse que a companhia estava vendo menos "rebaixamento" nas corporações atualmente, mas que ainda assim as reservas na econômica prêmio aumentaram 20% nos últimos dez meses.

A classe econômica prêmio da Virgin Atlantic tem poltronas com 53 cm de largura com 96 cm entre as fileiras e inclui check-in, embarque e retirada de bagagens prioritários, um drinque antes do vôo e um kit de amenidades refeição melhorada.

A British Airways também oferece uma cabine econômica prêmio separada, chamada World Traveller Plus, que foi introduzida em 2000 e recentemente recebeu novos tecidos e encostos para a cabeça, além de melhorias como fones de ouvido com menos ruído. Suas poltronas têm 47 cm de largura de 96 cm entre as fileiras. Tanto na British Airways quanto na Virgin, as tarifas da econômica prêmio de Nova York para Londres começam em US$ 1.891, incluindo as taxas.

No Pacífico, a Japan Airlines e a Qantas Airways introduzirão a cabine econômica prêmio no outono e planejam estendê-la para os vôos para os EUA até o final do ano.

O serviço de econômica prêmio da Japan Airlines será inaugurado em sua rota de Tóquio para Nova York no dia 1º de agosto, com uma "poltrona de concha" que reclina dentro de uma concha rígida estacionária, para evitar invadir o espaço do passageiro sentado atrás.

Em novembro, a Qantas Airways introduzirá seu serviço de econômica prêmio para vôos entre Austrália e Los Angeles. A nova cabine custará quase o dobro da tarifa econômica e metade da tarifa de executiva, disse Lesley Grant, gerente-geral do grupo.

Frank Schnur, vice-presidente de consultoria da American Express Business Travel, disse que a empresa viu mais interesse na econômica prêmio entre seus clientes corporativos, particularmente desde o início do ano.

Entretanto, as companhias aéreas americanas não parecem estar adotando conceito. A "econômica plus" da United Airlines oferece alguns centímetros a mais de espaço para as pernas do que a classe econômica, mas a poltrona é a mesma.

Apesar de admitir os desafios financeiros que enfrentam as empresas americanas, Harteveldt atribuiu sua ausência nessa arena à falta de interesse em passageiros fora das cabines caras.

"As pessoas pagam um preço acima da média para algo que é claramente melhor, então parabéns para as empresas que reconhecem isso", disse ele. "As que não reconhecem vão se perguntar 'onde foram nossos clientes lucrativos?'" Deborah Weinberg

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