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03/11/2008

Combinação de psicoterapia e medicamento alivia ansiedade em crianças

The New York Times
Benedict Carey
Crianças e adolescentes com ansiedade incapacitadora muito provavelmente se recuperarão quando tratados com uma combinação de psicoterapia e um medicamento antidepressivo, segundo o maior estudo realizado até o momento sobre desordens de ansiedade nesta faixa etária.

O estudo financiado pelo governo, que monitorou quase 500 pacientes, apontou que oito entre 10 crianças que receberam a terapia combinada melhoraram significativamente, em comparação com menos de seis em 10 que foram tratadas ou com medicamento, ou com psicoterapia (conhecida como terapia cognitivo-comportamental) sozinha.

O estudo, publicado online na quinta-feira pelo "The New England Journal of Medicine", esclarece o tratamento para estes jovens pacientes e deve aumentar o interesse na terapia combinada, disseram especialistas. Quase metade das crianças e adolescentes que lutam contra ansiedade crônica não parece melhorar muito em tratamento, estimam os psiquiatras.

Os pesquisadores informaram que não houve nenhum aumento de efeitos colaterais sérios do Zoloft, o antidepressivo usado no estudo; a droga pertence a uma classe de medicamentos que tem sido associada a um pequeno risco de pensamento e comportamento suicida em pacientes jovens.

"É surpreendente terem encontrado uma diferença dramática entre o tratamento combinado e os outros", disse o dr. Sanjiv Kumra, diretor do programa de psiquiatria para crianças e adolescentes da Universidade de Minnesota, que não esteve envolvido na pesquisa. "Eu acho que isso deve tranqüilizar os pais à procura de bom tratamento para uma criança, e deve enviar uma mensagem para os terceiros pagadores."

No novo estudo, que partiu de um estudo em andamento financiado pelo Instituto Nacional para Doença Mental, os pesquisadores recrutaram crianças com idades de 7 a 17 anos cuja ansiedade com a separação dos pais, situações sociais ou outras coisas estava causando problemas.

Os médicos dividiram os jovens em quatro grupos: um recebendo Zoloft, outro envolvido em terapia cognitiva; um terceiro recebendo ambos; e um grupo recebendo pílulas falsas (placebo) e monitoramento pelo psiquiatra. No tratamento falado, os terapeutas ensinavam as crianças a identificar os pensamentos que ampliavam suas preocupações, e então os desarmavam ou moderavam; os pais ajudavam a reforçar as lições.

Após 12 semanas, 80% das crianças recebendo a terapia combinada tinham superado sua ansiedade ou melhorado bastante. Melhorias semelhantes foram encontradas em cerca de 60% daqueles que receberam apenas terapia cognitiva; 55% daqueles que receberam apenas o Zoloft; e menos de um quarto daqueles que receberam o placebo.

"Todas as opções de tratamento empregadas podem ser recomendadas, levando em consideração as preferências de tratamento da família", assim como o custo e a disponibilidade, concluíram os autores do estudo, liderado pelo dr. John T. Walkup, da Universidade Johns Hopkins, e pelo dr. Philip C. Kendall, da Universidade Temple. George El Khouri Andolfato

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