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08/12/2008

Livros sobre carros são boa opção para o Natal

The New York Times
Charles McEwen
Livros são presentes duradouros. Eis algumas sugestões com temas ligados aos transportes, desde minúsculos trailers a pioneiros da indústria automotiva. Em outras palavras, existem títulos para todos, quer o meio preferido de viajar seja sobre duas ou quatro rodas - ou nenhuma.

The New York Times 

'Morgan 100 Years: The Official History of the World's Greatest Sports Car' ["100 Anos do Morgan: A História Oficial do Maior Carro Esportivo do Mundo"]
Por Charles Morgan e Gregory Houston Bowden
120 fotos coloridas, 90 em branco e preto. 224 páginas, Michael O'Mara Books. US$ 45.

Ainda bem que os antepassados de H.F.S Morgan eram vigários, porque todo dono de uma das pequenas e peculiares máquinas da Morgan já invocou o nome do senhor, em louvor ou em xingamento.

Desde sua fundação em 1910, a Morgan Motor Co. passou por várias transformações durante quase um século. Ela começou construindo carros de três rodas e agora está inovando com um carro esportivo que funciona à base de hidrogênio.

Mas algumas das características da Morgan permanecem as mesmas. Ela ainda é uma empresa familiar na Inglaterra, fazendo pequenas produções de carros leves e duráveis que lembram bastante os originais. "É o único carro de época que você pode comprar novo em folha", diz um entusiasta.

O livro é muito bem ilustrado - por exemplo, Ruth Morgan, mulher do fundador, é mostrada num carro de 1921 que ganhou medalha de ouro nos testes contra o tempo da Auto Cycle Union - e funciona tanto para fãs quanto para leigos.

A maior parte do livro conta a história dos carros Morgan e das pessoas que os desenvolveram e dirigiram. O texto leva o leitor desde o carro de três rodas até o desenvolvimento dos modelos 4/4 com oito cilindros e do futurístico AeroMax.

A companhia produz cerca de 650 carros por ano, e Charles Morgan, terceira geração a liderar a empresa, espera continuar fazendo exatamente isso em Malvern Link, na rural Worcestershire.

Keith Felcyn

"Teardrops and Tiny Trailers" ["Trailers Pequenos e Lágrimas"]
Por Douglas Keister
200 fotos coloridas. 160 páginas. Gibbs Smith. US$ 19,99.

Trailers-lágrima [chamados assim por causa do seu formato] são a excelência em termos de transporte minimalista. Eles são vagões minúsculos, normalmente equipados com pouco mais do que uma cama, pequenos armários e o mais básico equipamento de cozinha. Os trailers são leves o suficiente para serem puxados por quase qualquer veículo.
A maioria nasceu da necessidade durante a Grande Depressão.

Em seu novo livro, "Teardrops and Tiny Trailers", Douglas Keister, fotógrafo e escritor especializado em veículos recreativos, traça a genealogia dos pequenos trailers e dos vários membros de sua árvore familiar. Eles incluem parentes distantes como os trailers de camping conhecidos como "presunto enlatado" e as "gemas prateadas" feitos só de alumínio.

Keister apresenta uma informativa variedade de catálogos de vendas, propagandas e artigos desde os primeiros dias dos trailers-lágrima.
Para expandir a narrativa à extensão de um livro, ele joga com o seu forte, que é a fotografia.

Praticamente todas as páginas são ilustradas em cores com os históricos trailers-lágrima e com os interessantes veículos que costumavam rebocá-los. O texto também tem o seu charme. Keister joga pequenos fatos interessantes em cada sessão. Ele diz, por exemplo, que os trailers de alumínio brilhante com estilo aerodinâmico têm sua origem no design de aeronaves.

Assim como esses trailers, o livro guarda muito conteúdo num pacote compacto. E assim como os trailers-lágrima, o livro é uma pequena gema preciosa.

Jerry Garrett

"Porsche: The Fine Art of the Sports Car" ["Porsche: A Arte Refinada dos Carros Esportivos"]
Texto original e fotos de Lucinda Lewis
Texto atualizado e capítulos revisados por William G. Scheller
250 fotos coloridas, 120 em branco e preto. 384 páginas, Universe Publishing. US$ 75.

Bons livros sobre os Porsches podem ser encontrados em muitas mesas de centro, mas existe um novo que merece um olhar atento, pelo menos pelas suas fotos. "Porsche: The Fine Art of the Sports Car" é um relançamento de uma edição de mesmo nome de 1990 que traz uma mistura elaborada de fotos em branco e preto dos arquivos da Porsche costuradas com fotos espetaculares de Lucinda Lewis. O novo volume foi atualizado com 70 páginas adicionais que cobrem os modelos recentes da Porsche, e seu preço tabelado é metade dos US$ 150 da edição original.

As fotos de Lewis são ricas e voluptuosas, mesmo quando ela captura detalhes de engenharia. Quer seja mostrando as curvas esculturais de um Porsche RSK ou a arte técnica do motor de um Carrera, suas imagens nesse livro são uma agradável surpresa.

Apesar de esta não ser a história completa da Porsche encontrada no livro "Porsche: Excellence Was Expected" de Karl Ludvigsen, Lewis transforma seu livro numa amostra representativa e válida da rica história dos carros de corrida e de passeio da Porsche, recheando-o com imagens de seus talentosos colegas, que incluem Ron Kimball e Leonard Turner.

O texto é bom, apesar de algumas sessões serem uma colcha de retalhos de vários estilos de escrita. Mas a visão de que o Porsche é o carro esportivo exemplar é transmitida com clareza. "Porsche: The Fine Art of the Sports Car" é uma boa leitura e uma viagem visual ainda melhor.

Fred Heiler

"The Harley-Davidson Motor Company Archive Collection" [Arquivo de Coleções da da Harley-Davidson Motor Company"]
Por Randy Leffingwell e Darwin Holmstrom
600 ilustrações coloridas, 50 em branco e preto. 408 páginas.
Motorbooks. US$ 60.

A coleção de arquivo nesse livro fartamente ilustrado em formato de catálogo tem mais de 460 motocicletas, propagandas, números da companhia e efemérides dos 105 anos de história da Harley-Davidson. Os leitores terão um vislumbre dos pontos altos, incluindo o primeiro motor Knucklehead de 1936 e de algumas das mais curiosas empreitadas da companhia, como a entrada no mercado de snowmobile em 1972.

Talvez nenhum outro fabricante tenha sido tão preocupado com seu legado quando a Harley-Davidson, que começou a montar sua coleção de arquivo em 1915, apenas uma dúzia de anos depois de sua fundação. Esse livro deixa claro que os produtos atuais da companhia refletem a sua história de design.

O estilo "customizado de fábrica" de vários modelos atuais começou em 1971, quando Willie G. Davidson combinou o motor e o quadro de motocicletas pesadas da companhia com a frente leve de sua linha Sportster, produzindo a FX Super Glide. Esse modelo deveu muito aos customizadores que modificavam Harleys com freqüência do final dos anos 40 até o fim dos 50.

Uma das falhas do livro é o desencontro ocasional entre seu texto esparso e as imagens abundantes: um parágrafo, por exemplo, diz que os modelos de 1954 tinham um medalhão comemorativo no paralama da frente, mas não apresenta foto disso.

Por fim, o livro fornece uma revisão detalhada - ainda que reverente - da evolução da Harley-Davidson. Os fãs provavelmente irão gostar, mas não ficarão satisfeitos, o que pode explicar porque o livro se preocupa em mencionar o endereço do museu recém-inaugurado da Harley-Davidson em Milwaukee.

Daniel McDermon

"Walter L. Marr: Buick's Amazing Engineer" ["Walter L. Marr: O Fantástico Engenheiro do Buick"]
Por Beverly Rae Kimes e James H. Cox
107 fotos branco e preto e ilustrações, quatro coloridas. 214 páginas.
Racemaker Press. US$ 36.

"Billy Durant: Creator of General Motors" ["Billy Durant: Criador da General Motors"
Por Lawrence R. Gustin
88 fotografias branco e preto e quarto desenhos. 304 páginas.
University of Michigan Press. US$ 18,95.

Para qualquer um que se interesse por apenas um desses homens, o outro livro não deve ser descartado, porque servirá apenas para melhorar a história. As vidas desses dois homens correram em paralelo por cerca de 20 anos, com Durant usando a Buick como uma catapulta para a criação da General Motors, e Marr transformando a Buick numa líder da indústria com inovações como motores de válvula de cabeça e carburadores confiáveis.

O livro de Gustin, publicado em 1973 e reeditado este ano para comemorar o centenário da GM, apresenta Durant como um homem que combinava dois traços que podem levar uma pessoa a desastres
financeiros: a paixão por montar negócios multimilionários e a lealdade para com seus sócios investidores, que o levaram a defender os interesses deles antes dos seus próprios.

Não é à toa que ele perdeu o controle da GM para banqueiros conservadores (lembram-se desses?) e o recuperou com a criação da Chevrolet, apenas para perdê-lo novamente. Entre as intrigantes semelhanças entre a GM daquela época e a de hoje está a maneira como um carro de uma marca da GM tornou-se a plataforma para outras marcas.
No caso de Durant, ele fez isso ao literalmente desmontar um Buick e transformá-lo num Oldsmobile mais largo e comprido.

E assim como a tendência de Durant para o mau gerenciamento fez com que ele morresse quebrado, da mesma forma... bem, vamos ver como a GM se sai.

A biografia de Marr é significativa porque foi o último livro escrito por Kimes, que morreu em maio de 68. Ela e Cox, seu marido, apresentam um retrato de leitura fácil de Marr e seu temperamento perfeccionista, que o levou a vários conflitos e mudanças de emprego no começo de sua carreira antes de voltar para a Buick.

O livro freqüentemente escorrega em descrições longas e cheias de jargões da engenharia dos Buicks de Marr. E o livro também poderia ter passado por uma prova de leitura um pouco mais cuidadosa. Uma referência ao Hotel Pontchartrain em Detroit o chama de Fontchartrain, e num capítulo, parte de uma carta de Marr explicando suas reservas em relação à confiabilidade de um carburador aparece uma segunda vez - palavra por palavra - poucas páginas depois.

Os esforços de Marr para reunir o que chamaríamos hoje de uma equipe de corrida de fábrica incluíram um vagão que viajava junto com a equipe para servir como um centro tecnológico ambulante, assim como fazem os caminhões transportadores Nascar.

É apenas mais um motivo pelo qual Walter L. Marr foi um visionário - o tipo de gente que a GM (e a Ford, e a Chrysler) podia usar mais hoje em dia. Eloise De Vylder

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