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30/12/2008

Republicanos querem mais detalhes sobre plano democrata para recuperação econômica

The New York Times
Carl Hulse
Em Washington (EUA)
Na segunda-feira (29/12), líderes parlamentares republicanos procuraram pressionar os democratas para que estes sejam mais transparentes quanto à elaboração de um grande plano de recuperação econômica que o Partido Democrata pretende aprovar nos primeiros dias do governo Obama.

Em um esforço coordenado, o senador Mitch McConnell, do Estado de Kentucky, e o deputado federal John A. Boehner, do Estado de Ohio, os líderes republicanos das duas casas parlamentares, pediram aos democratas que façam audiências sobre o projeto de lei que está para ser apresentado e só o submetam a votação após ele ter passado por pelo menos uma semana de escrutínio público.

"Um projeto de gasto de um trilhão de dólares será o maior da história do nosso país, em um momento no qual a nossa dívida nacional já é a maior da história", disse McConnell em uma declaração. "Como resultado, ele exigirá um intenso escrutínio e supervisão. Isto é o mínimo que merece o contribuinte, que já encontra-se sacrificado até o limite".

Tanto ele quanto Boehner tiveram cuidado em não afirmar que opõem-se a uma medida que alguns economistas disseram ser necessária para evitar uma recessão ainda mais profunda. Mas os parlamentares republicanos advertiram os democratas para que estes não encham o projeto de medidas acessórias que eles classificam como perdulárias.

"Precisamos agir de forma responsável para ajudar a nossa a economia a voltar a crescer, não com mais projetos eleitoreiros que só fazem com que o dinheiro do contribuinte seja canalizado para interesses especiais e indivíduos que contribuíram para campanhas eleitorais", disse Boehner em uma declaração.

Os parlamentares democratas, que têm procurado criar a estrutura de um plano de recuperação econômica em conjunto com representantes do futuro governo do presidente eleito Barack Obama, dizem estar dispostos a trabalhar com os republicanos e afirmam que tentarão chegar a um acordo quanto a um processo para a avaliação e a implementação da medida.

"Neste momento em que famílias em todos os Estados Unidos continuam sofrendo com a crise, é essencial que aprovemos uma legislação para ajudar a criar empregos e fazer com que a nossa economia volte aos trilhos", diz Jim Manley, assessor de comunicação do senador Harry Reid, democrata pelo Estado de Nevada e líder da maioria no Senado. "O senador Reid entende que a única maneira de fazermos tal coisa é com a cooperação dos senadores republicanos, e ele pretende trabalhar de maneira bipartidária pela aprovação de um pacote de recuperação econômica".

A demanda republicana por transparência foi o prelúdio daquilo que pode ser a primeira grande batalha legislativa em torno do plano econômico que os parlamentares estão preparando para ser votado quando o 111º Congresso reunir-se na próxima terça-feira. Tais manobras públicas podem ser uma das melhores opções disponíveis para o partido minoritário, tendo em vista os quadros republicanos minguados tanto na Câmara quanto no Senado.

Embora os senadores republicanos contem com votos suficientes para barrar qualquer projeto de lei usando táticas procedurais caso permaneçam unidos, os democratas só precisam de um punhado de parlamentares rebeldes do partido adversário para inviabilizar qualquer obstrução, e alguns republicanos podem relutar em atrapalhar a primeira medida significativa do novo governo.

Estimativas sobre o preço do plano econômico variam bastante, mas David Axelrod, um dos principais assessores de Obama, disse no último domingo que foi discutida uma cifra entre US$ 675 bilhões e US$ 775 bilhões.

Os democratas limitaram-se a falar de forma genérica a respeito da forma como o dinheiro seria gasto em obras públicas e projetos de energia. UOL

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