UOL Notícias Internacional
 

04/01/2009

São Francisco estuda taxa para melhorar o tráfego

The New York Times
Por Malia Wollan
Seguindo o exemplo de outras cidades congestionadas como Londres e Cingapura, autoridades de São Francisco estão considerando um plano para melhorar o tráfego cobrando uma taxa dos motoristas que entrarem nas áreas notoriamente obstruídas da cidade.

Usando fundos federais no valor de US$ 1 milhão, o Departamento de Transportes do Condado de São Francisco está estudando várias opções de "cobrança sobre o congestionamento". Se aprovada, a proposta poderá transformar São Francisco na primeira cidade norte-americana a cobrar uma taxa para que os carros entrem em determinados bairros em determinados horários.

"Quero que São Francisco que seja bem menos congestionada e bem mais fácil de trafegar", disse um supervisor da cidade, Jake McGoldrick, que encaminhou as propostas de cobrança sobre o congestionamento e está atualmente deixando a administração por conta do fim do mandato.

Normalmente, a intenção da cobrança sobre o congestionamento é persuadir os motoristas a deixarem seus veículos e usarem ônibus, metrô e bicicletas, aumentando o custo de dirigir em certas áreas de uma cidade durante os horários de pico. As taxas ajudam a arrecadar dinheiro para melhorar o transporte público.

Em 2003, Londres começou a cobrar os motoristas para entrar na parte central da cidade; Cingapura e Estocolmo (Suécia) também têm esse tipo de taxa. No ano passado, o prefeito Michael R. Bloomberg, de Nova York, defendeu uma proposta para cobrar US$ 8 dos motoristas que entrassem numa área de muito tráfego em Manhattan, mas o plano foi rejeitado pela Assembléia do Estado.

McGoldrick disse que ficou convencido sobre o plano desde uma reunião em 2005 com o homem que ele chama de "Senhor Administrador de Congestionamento" —o ex-prefeito de Londres Ken Livingstone.

Os norte-americanos têm uma "atitude mental muito provinciana" em relação a dirigir, disse McGoldrick, que é casado com uma inglesa.

"É difícil para as pessoas imaginarem qualquer outra coisa", continuou, "porque é uma cultura muito voltada para os carros".

Mas um plano como esse não seria implantado logo, mesmo em São Francisco, que têm um dos programas de reciclagem mais agressivos do país e baniu o uso de sacolas plásticas nos supermercados.

Em dezembro, o departamento de transporte público do condado realizou duas reuniões públicas sobre o assunto, mas os resultados do estudo final não devem sair até o final deste ano.

"Não dá para fazer nada em São Francisco sem consultar a opinião do público desde o início e com freqüência", diz o diretor executivo do departamento, Jose Luis Moscovich, que acrescentou que ele não previa uma decisão sobre a taxa de congestionamento durante alguns anos.

O plano enfrenta oponentes na comunidade empresarial da cidade. Em 22 de dezembro, o presidente da Câmara de Comércio de São Francisco, Steve Falk, argumentou numa coluna de opinião no jornal The San Francisco Chronicle que essas cobranças são um "imposto camuflado". O título artigo era "São Francisco não é Londres".

A crise econômica também inspira precaução. Durante seu segundo discurso inaugural há um ano, o prefeito da cidade, Gavin Newsom, disse que a cobrança sobre o congestionamento era "a melhor coisa que podemos fazer para proteger nosso meio ambiente e melhorar nossa qualidade de vida".

Na semana passada, todavia, o gabinete do prefeito ofereceu uma aprovação menos entusiasmada. "O diabo está nos detalhes", disse Nathan Ballard, porta-voz da prefeitura. Apesar de Newsom apoiar o gerenciamento do congestionamento, Ballard disse, "levando em conta o momento econômico difícil, detestaríamos impor um fardo muito pesado aos motoristas".

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    0,45
    3,141
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h21

    -0,39
    64.684,18
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host