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27/04/2009

Guia básico para estabelecer a fronteira entre o trabalho e a diversão na internet

The New York Times
Por Matt Villano
Um número cada vez maior de colegas de trabalho pede para você adicioná-los nos sites de rede social. Você tem dúvidas em relação a permitir que esses contatos profissionais tenham acesso à sua vida pessoal. O que fazer nesse caso?

Aja com cautela. Apesar de parecer inofensivo estabelecer relações virtuais com seus colegas, isso pode colocá-lo numa posição desconfortável no ambiente de trabalho, diz Juliette Powell, que administra uma firma de consultoria profissional e escreveu um livro sobre redes sociais chamado "33 Million People in The Room" [33 milhões de pessoas na sala, em tradução livre].

É necessário "estabelecer limites" nas redes sociais, diz ela. "Se você tem alguma coisa online que não compartilharia abertamente com as pessoas do trabalho, deveria pensar duas vezes antes de convidá-las para sua rede".

Algumas ferramentas de redes sociais são mais orientadas para o lado profissional do que outras?

Entre todos os sites mais populares nos Estados Unidos - LinkedIn, Facebook, MySpace e Twitter -, apenas o LinkedIn limita os usuários a publicarem apenas informações profissionais, como a experiência de trabalho e recomendações.

Quais são os benefícios profissionais de se conectar a colegas de trabalho nos sites de redes sociais?

Os profissionais corporativos podem usá-los para complementar suas redes - como uma extensão virtual do tradicional Rolodex. Os artistas podem usar o MySpace e o Twitter para divulgar seus trabalhos. Quem procura emprego pode usar o LinkedIn para trocar dicas de entrevistas.

Daniel Simon, associado de uma clínica oftalmológica em Charlotte, N.C., diz que normalmente acompanha um grupo no Facebook para compartilhar experiências e discutir técnicas com seus colegas cirurgiões de olhos. "É uma ótima maneira de ver o que outros especialistas estão fazendo em todo o país", diz ele. "Podemos trocar vídeos, discutir assuntos ou publicar links para artigos que você não teria chance de encontrar de outra maneira".

Algumas pequenas empresas fazem até mesmo operações cotidianas nos sites de redes sociais. A Serena Software, companhia de desenvolvimento de aplicativos em Redwood City, Califórnia, usa o Facebook como uma intranet não oficial da companhia, encorajando os empregados a compartilharem documentos, publicarem apresentações em PowerPoint e trocarem mensagens de e-mail no site.

A empresa dá até mesmo uma hora todas as sextas-feiras para que seus funcionários explorem o site e atualizem seus perfis. "Estamos tentando conseguir a colaboração máxima", diz Rene Bonvanie, vice-presidente de marketing. "Se as pessoas usam o site por motivos pessoais de qualquer forma, por que não encorajá-las a usá-lo aqui também?"

Quais são as possíveis armadilhas de estar em rede?

O constrangimento público. Os comentários em muitos sites de redes sociais, assim como os blogs, ficam online para sempre, o que significa que uma pessoa pode acessá-los a qualquer momento, lê-los e julgá-los.

As fotografias também podem ser um problema. Principalmente num site como o Facebook, onde os contatos de um usuário podem "identificá-lo" numa foto, existe uma chance de que os colegas de trabalho possam ver imagens suas fazendo barbaridades numa festa da faculdade, ou cantando bêbado num karaokê no final de semana passado, ou pior.

"Toda vez que uma câmera entra em ação hoje em dia, existe a chance que as fotos vão parar na Internet em poucas horas", diz Nathan T. Wright, fundador da Lava Row, uma empresa de estratégia de mídia em Des Moines. "Se você adicionar pessoas do trabalho nesses sites, precisa compreender essa ameaça".

É possível até ser demitido se você publicar algo pouco elogioso sobre seu empregador numa mensagem em seu status ou outra ferramenta que pode ser vista por todos na sua rede.

É possível controlar as informações que seus contatos veem?

Cada site de rede social na internet funciona de forma diferente. No LinkedIn, onde todas as informações são relacionadas ao trabalho, os usuários podem escolher quais informações incluir em seus perfis públicos. No Twitter, a maioria dos posts, ou "tweets", são públicos.

Nick O'Neill, que escreve o blog independente All Facebook, publicou recentemente um guia para entender as novas ferramentas de privacidade do site. O post explicava como os usuários podem organizar seus amigos em listas, e determinar quem pode ver o quê.
Ele também explicava como os usuários podem evitar que seus perfis apareçam numa busca padrão do Google.

"A maioria dos usuários do Facebook nem mesmo sabe que essas características são opcionais", diz O'Neill, que também é dono de uma empresa de mídia digital em Washington. "Não sei dizer quantas pessoas se inscrevem no serviço e nunca mais pensam sobre sua privacidade".

Se você quer recusar o convite de algum contato, qual é a opção mais educada?

Seja honesto e coerente. Rachel Weingarten, presidente do Octagon Strategy Group, uma firma de consultoria em Nova York, diz que as pessoas que não quiserem ter colegas de trabalho em certos sites de redes sociais deveriam responder a todos os pedidos de amizade explicando que preferem deixar todos os contatos de trabalho em um determinado site de rede social, ou que preferem usar todos os sites de rede social para contatos feitos fora do trabalho.

Tradução: Eloise De Vylder

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