UOL Notícias Internacional
 

15/07/2009

Obama repele críticas à maneira como conduz a economia

The New York Times
Jim Rutemberg
em Warren, Michigan (EUA)
O presidente Barack Obama visitou nesta terça-feira (14/07) a problemática cidade de Warren, em Michigan, que depende da indústria automobilística, a fim de pedir paciência para as suas políticas econômicas, responder aos seus críticos recém-fortalecidos em Washington e lançar um plano educacional para ajudar trabalhadores demitidos a conseguir empregos.

Após passar a semana passada no exterior, Obama deixou claro que está voltando a se concentrar na agenda doméstica, tendo feito um discurso em estilo de campanha eleitoral que procurou neutralizar as tentativas republicanas de tirar vantagem do descontentamento popular com a economia.

"Adoro esses caras que contribuíram para nos colocar nesta confusão e que agora, subitamente, dizem, 'Bom, esta é a economia de Obama'", disse o presidente diante de uma multidão que o apoiava maciçamente na Faculdade Comunitária Macomb. "Tudo bem - passem para mim. O meu trabalho é resolver problemas, e não ficar à margem dos acontecimentos reclamando e resmungando".
A resposta aos republicanos não estava incluída no discurso que fora preparado, e que se concentrava no anúncio de que o governo está propondo investir US$ 12 bilhões para estimular a rede de faculdades comunitárias do país.

As faculdades comunitárias são bastante frequentadas por trabalhadores adultos. Alguns deles buscam novas qualificações, e outros uma instrução parcial na rota para um curso superior de quatro anos.

Assim, a proposta do governo deverá ter um impacto especial em locais como Warren, um subúrbio de Detroit que foi atingido por uma intensa onda de desempregos vinculada à desaceleração da indústria automobilística e à reestruturação, financiada pelo governo, da General Motors e da Chrysler. Esses fatores contribuíram para que Michigan apresentasse o maior índice de desemprego do país. Mais de 14% dos trabalhadores do Estado encontram-se desempregado.
Muitos trabalhadores demitidos estão procurando obter novas qualificações e outras carreiras, acreditando naquilo que Obama disse na terça-feira: "A dura realidade é que alguns desses empregos que foram perdidos na indústria automobilística e em outras não voltarão a aparecer".

"Nos próximos anos", afirmou Obama, "o número de empregos que exigem pelo menos um diploma de faculdade deverá aumentar duas vezes mais rapidamente do que o daqueles que não exigem curso superior. Nós não seremos capazes de preencher essas vagas, nem de as manter em nosso território, sem o treinamento oferecido pelas faculdades comunitárias".

Porém, aqui, o principal assunto é a reforma da indústria automobilística, e as observações de Obama foram intercaladas por defesas da iniciativa de reformular a Chrysler e a General Motors.

"Após um doloroso período de introspecção e sacrifício, ambas as companhias emergiram da concordata - bem mais rapidamente do que alguns acreditavam ser possível - com uma estrutura mais enxuta, um novo gerenciamento e uma filosofia viável de como competir e vencer no século 21".

Tradução: UOL

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h09

    -0,57
    3,264
    Outras moedas
  • Bovespa

    16h16

    1,13
    63.941,75
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host