UOL Notícias Internacional
 

22/07/2009

Pelo menos 15 pessoas morrem em ataques em Bagdá

The New York Times
Timothy Williams
Em Bagdá (Iraque)
Em uma série de atentados a bomba sacudiu Bagdá nesta terça-feira(21), matando pelo menos 15 pessoas e ferindo mais de 100, assim como ocorreram dois ataques separados contra comboios militares americanos em Bagdá, nos quais pelo menos três pessoas foram mortas.

A violência foi a pior a atingir a capital iraquiana desde que as tropas de combate americanas se retiraram em 30 de junho, fornecendo outro teste para a capacidade do Iraque de defender a si mesmo enquanto o primeiro-ministro Nouri Kamal al-Maliki partia para conversar com o presidente Barack Obama, em Washington.
  • Pelo menos 15 pessoas e 100 ficaram feridas nos atentados que ocorreram em Bagdá

Militares e policiais iraquianos disseram que esperavam um aumento da violência, à medida que grupos alinhados com partidos políticos buscassem ganhar influência antes das eleições parlamentares marcadas para janeiro.

Fora isso, não se sabe quem esteve por trás dos ataques, que atingiram alvos díspares sunitas, xiitas e americanos e ocorreram por toda a cidade e por todo o dia.

Bombas destruíram um movimentado mercado de carneiros, uma multidão de pobres à procura de emprego e um funeral, disseram as autoridades de segurança. Três bombas explodiram em Sadr City, um bairro predominantemente xiita, e outra em Dora, que é predominantemente sunita.

No mercado de carneiros, os mortos incluíam uma menina de 8 anos e sua irmã de um ano, a qual a irmã mais velha carregava no braços, disseram as autoridades.

As primeiras explosões ocorreram às 5h30 da manhã em Sadr City, uma das áreas mais pobres da cidade. Duas bombas caseiras explodiram em um espaço de segundos perto de uma calçada onde trabalhadores diaristas estavam reunidos à espera de trabalho em construção, disse a polícia.

As bombas mataram quatro pessoas e feriram 31, a maioria homens, mas também várias mulheres que estavam vendendo sanduíches de ovo, tigelas de creme e chá para o café da manhã dos homens.

"Nós não nos importamos com políticos ou assuntos políticos", disse posteriormente Muhammad Ali, um sobrevivente de 32 anos, no hospital onde estava sendo tratado pelos ferimentos de estilhaço em seu ombro e costas. "Por que nos atacaram? As vítimas dessa explosão são pessoas pobres que foram abandonadas para comer pedras. Nossos corpos já estão cheios de buracos."

Poucas horas depois, uma terceira bomba explodiu em Sadr City, desta vez em um mercado de carneiros movimentado. Três pessoas morreram -as duas irmãs e o pai delas- assim como pelo menos 20 carneiros.

No bairro de Dora, no sul de Bagdá, um carro-bomba explodiu perto de um mercado, matando duas pessoas e ferindo seis. No bairro de Baab al-Muadham, no norte de Bagdá, uma bomba do lado de fora de uma mesquita matou uma pessoa que participava de um funeral e feriu 13 outras.

E no bairro de Karada, 12 pessoas foram feridas em uma bomba de estrada que aparentemente visava Abdul Latif Rasheed, o ministro dos Recursos Hídricos, disseram as autoridades. Ele não se feriu.

Na noite de terça-feira, duas bombas explodiram em um mercado popular no bairro de Husseiniya, matando cinco pessoas e ferindo 24, disse a polícia. E na área de Rahmania, um explosivo caseiro feriu cinco pessoas, segundo a polícia.

Os ataques contra militares americanos ocorreram três semanas após a retirada das tropas de combate de Bagdá e outras cidades, mas os militares ainda são autorizados a se deslocar dentro das cidades com permissão das forças de segurança iraquianas.

Em um ataque, no bairro de Shaab por volta das 8h, a polícia disse que uma bomba caseira explodiu enquanto uma patrulha militar americana passava.

Os militares americanos, entretanto, disseram que um carro cheio de explosivos avançou na direção do comboio, mas errou, em vez disso atingindo os pedestres. Dois civis ficaram feridos, disseram os militares. Testemunhas disseram que pelo menos um dos veículos militares americanos foi engolfado em chamas.

No outro ataque, dois homens que tentaram arremessar granadas contra um comboio no distrito de Abu Ghraib foram mortos a tiros pelos soldados, disseram os militares americanos. Depois, um tiroteio teve início entre os soldados e pessoas que disparavam contra eles de um beco, disseram os militares. Um civil morreu e quatro outros ficaram feridos na breve batalha.

A oeste de Bagdá, na província de Anbar, um carro-bomba foi detonado perto de um restaurante no norte de Ramadi, a capital da província. Vinte pessoas ficaram feridas, segundo a polícia.

A polícia local em Anbar disse suspeitar que os detidos soltos nesta semana das prisões americanas em Fallujah e Garma possam ter realizado o atentado ao restaurante. Em uma declaração emitida na segunda-feira, quando as forças armadas americanas soltaram os 39 prisioneiros, os militares disseram que "seguiram um processo detalhado de soltura para garantir a segurança da população de Anbar e a segurança dos detidos".

Na nervosa cidade de Mosul, no norte, homens armados mataram a tiros um policial na terça-feira, um dia após cinco policiais terem sido mortos a bala na cidade, disse a polícia iraquiana.

Abeer Mohammed, Anwar J. Ali, Riyadh Mohammed e Amir A. al-Obeidi, em Bagdá, e funcionários iraquianos do "The New York Times" em Bagdá, Ramadi e Mosul, contribuíram com reportagem.

Tradução: George El Khouri Andolfato

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