UOL Notícias Internacional
 

26/07/2009

Plano de Obama para supervisão do Medicare não economizará muito, diz comissão orçamentária

The New York Times
Por Robert Pear e Jeff Zeleny
Em Washington
O Escritório de Orçamento do Congresso norte-americano disse no sábado que a nova agência proposta pelo presidente Barack Obama como forma de reduzir os custos com a saúde pública poderá economizar apenas US$ 2 bilhões em seus primeiros quatro anos, e que havia uma grande chance de que "nenhuma economia fosse feita".

O relatório veio à tona enquanto Obama tentava conseguir o apoio para seu plano de saúde pública usando seu discurso semanal no rádio e na internet, argumentando que os donos de pequenas empresas iriam se beneficiar porque poderiam adquirir cobertura médica através da troca de seguro e receber créditos em impostos para ajudar a pagar os benefícios de saúde dos funcionários.

Republicanos e democratas disseram que as propostas de Obama para cobrir os americanos sem seguro aumentariam os gastos com saúde.

Num projeto de lei enviado ao Congresso em 17 de julho, Obama propôs a criação de um "conselho independente do Medicare" [programa de auxílio médico a pessoas carentes com mais de 65 anos], que poderia estabelecer políticas de pagamento para o Medicare, sujeito à aprovação do presidente. O governo poderia colocar as políticas em ação a menos que fosse bloqueado por um ato do Congresso dentro de 30 dias .

O Escritório de Orçamento do Congresso disse que a proposta não tinha força suficiente para garantir uma economia de gastos substancial.

O projeto de lei "não direciona o conselho explicitamente pera reduzir" os gastos do Medicare, "nem estabelece nenhum alvo para essas reduções", disse Doublas W. Elmendorf, diretor do Escritório de Orçamento.

De acordo com a proposta do presidente, os cinco membros do conselho seriam médicos ou especialistas em medicina ou política de saúde.

Como resultado, disse Elmendorf, "o conselho poderia favorecer os fornecedores de serviços de saúde que podem não estar inclinados a recomendar cortes nos pagamentos aos fornecedores ou mudanças significativas no sistema de fornecimento."

O conselho poderia economizar mais se tivesse uma autoridade clara para recomendar mudanças mais amplas na cobertura e nos benefícios do Medicare, disse Elmendorf. Da mesma forma, o Congresso poderia garantir mais economia ao exigir uma redução geral dos pagamentos do Medicare se as metas de cortes de custos não fossem atingidas.

Entretanto, os fornecedores de serviços de saúde, que já estão fazendo lobby contra a proposta de Obama, objetariam ainda mais vigorosamente a propostas como esta.

De acordo com o projeto de lei do presidente, disse Elmendorf, as primeiras economias substanciais aconteceriam em 2016, e poderiam totalizar US$ 2 bilhões de 2016 a 2019. Isso é uma fatia relativamente pequena dos gastos do Medicare nesses anos, que o escritório de orçamento diz que totalizarão US$ 2,8 trilhões.

Tradução: Eloise De Vylder

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