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18/10/2009

De acordo com alguns indicadores confiáveis, a recessão global acabou

The New York Times
Floyd Norris
A recessão global parece haver terminado, e as pesquisas revelam que a atividade produtiva está em ascensão em quase toda parte.

"São os mercados emergentes que estão nos guiando, seguidos pelos Estados Unidos e pela Europa mais atrás", afirma Chris Williamson, economista da Markit, uma companhia que pesquisa a atividade manufatureira em diversos países.

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As pesquisas, realizadas nos Estados Unidos pelo Instituto de Gerenciamento de Demanda e em outros países pela Markit, não mede o nível de produção industrial, mas sim a forma como ela está mudando.
Esses estudos são conhecidos por mostrarem viradas na economia, muitas vezes bem antes dos outros indicadores.

Os números de setembro relativos à produção industrial parecem indicar que aquilo que parecia ser uma recuperação rápida estava perdendo velocidade nos Estados Unidos e na Europa.

Mas pesquisas similares feitas nas companhias de serviços parecem mostrar que o crescimento está se acelerando na maioria dos países, embora não naquelas três economias europeias que Williamson acredita que ainda estejam em recessão: Espanha, Irlanda e Itália.

Os profissionais responsáveis pelas pesquisas perguntam às companhias se os seus negócios estão melhores ou piores do que no mês anterior, sendo que as três perguntas mais importantes referem-se a novas encomendas, produção e emprego. O índice é estabelecido de uma forma tal que o valor 50 indica que uma determinada companhia não experimentou nenhuma mudança em relação ao mês anterior. Os valores superiores a 50 indicam crescimento e os inferiores uma queda da atividade. Quanto maior o índice, mais comuns são os relatos de crescimento.

Nos gráficos que acompanham a pesquisa, os números foram convertidos para mostrarem a quantidade de pontos acima ou abaixo de 50 em 12 países, do final de 2007 a setembro. Os índices de setembro referentes a novas encomendas, produção e emprego também são indicados.

Embora os detalhes variem, a queda foi drástica em quase todos os países, refletindo o súbito declínio econômico ocorrido depois que o Lehman Brothers entrou em colapso em setembro de 2008. Isso agravou a contração de crédito, o que significou que algumas companhias não tiveram escolha a não ser reduzir os gastos com tudo o que puderam, desde os estoques até as despesas com marketing e os empregos. Outras, temendo que o cenário econômico pudesse deteriorar-se ainda mais, implementaram voluntariamente cortes de custos.

A impressão que se tem agora é de que as empresas implementaram cortes excessivos, e as pesquisas da atividade fabril revelam que as companhias estão se expandindo na maior parte dos países.

De forma geral, as pesquisas indicam que os setores manufatureiros da China, Taiwan, Coreia do Sul e Índia começaram a crescer em abril, mas que os Estados Unidos só passaram a acompanhar essa tendência a partir de agosto.

Na Europa, a França está anunciando crescimento, e o Reino Unido está próximo de um ponto intermediário, o que indica que a deterioração da economia cessou, mas o crescimento ainda não teve início. Embora o governo alemão estime que o seu produto interno bruto tenha crescido no segundo trimestre deste ano, as pesquisas referentes ao setor manufatureiro indicam que a economia da Alemanha continua debilitada.

As novas encomendas e a produção estão em alta em todos os países, com exceção dos três retardatários europeus, a Espanha, a Irlanda e a Itália. A Espanha e a Irlanda foram duramente atingidas pelos colapsos dos mercados imobiliários, que haviam prosperado, em parte, devido ao crédito fácil. Williamson atribui parte dos problemas da Itália à falta de confiança na capacidade do governo para lidar com os problemas econômicos.

Mas o desemprego continua elevado na maioria dos países não asiáticos.
Williamson diz calcular que as perdas totais de empregos nos principais países desenvolvidos - os Estados Unidos, o Reino Unido, as nações da zona do euro e o Japão - chegaram a 1,9 milhões por mês em março, e que agora estão em 500 mil por mês. Embora muitas companhias ainda estejam hesitando em contratar, ele diz acreditar que o nível de emprego começará a crescer por volta do final deste ano.

Tradução: UOL

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