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09/11/2009

Opções de assessores de Obama para guerra no Afeganistão incluem aumento de tropas

The New York Times
Os conselheiros do presidente Obama estão preparando três opções para aumentar o esforço de guerra no Afeganistão, todas elas pedindo o aumento do número de tropas norte-americanas, enquanto o presidente se aproxima de uma decisão sobre o caminho a seguir na guerra que já dura oito anos, disseram funcionários do governo no sábado.

As opções incluem o pedido do general Stanley A. McChrystal por cerca de mais 40 mil soldados; um cenário intermediário com o envio de mais 30 mil soldados; e uma alternativa mais modesta envolvendo 20 a 25 mil homens, de acordo com os funcionários, que insistiram em permanecer anônimos para discutir essas deliberações internas. Funcionários do governo esperam apresentar as opções para Obama esta semana antes que ele saia de viagem para a Ásia.

Embora alguns funcionários civis e militares acreditem que Obama está buscando um meio termo no debate sobre o Afeganistão, auxiliares negam que ele tenha tomado qualquer decisão ou que esteja inclinado a qualquer uma das três opções. Ainda assim, o secretário de Defesa Robert M. Gates parece apoiar a opção intermediária, segundo alguns funcionários, e sua visão é considerada crucial por causa do respeito que Obama tem por ele e por sua situação de remanescente do governo republicano.

As três opções definem os contornos de um debate que aconteceu em público por mais de dois meses. McChrystal e seus aliados argumentam que a guerra não pode ser vencida sem uma grande infusão de forças para proteger a população e, por fim, voltá-la contra o Taleban. O vice-presidente Joe Biden e outros se opõem a um aumento de forças numa guerra que eles acreditam não pode ser vencida pelos meios convencionais e que desvia a atenção do Paquistão, onde a Al Qaeda está principalmente localizada. Atualmente há 68 mil soldados norte-americanos no Afeganistão.

A amplitude das alternativas em discussão sugere que o presidente rejeitou os extremos de ambos os lados - ele parece inclinado a enviar mais tropas, e a única questão parece ser quantas. As opções também sugerem que ele não está considerando seriamente a mais proposta mais ambiciosa de McChrystal de mais 80 mil soldados.

Ainda assim, qualquer uma das opções sobre a mesa geraria oposição da esquerda ou da direita política. Se ele aprovar menos do que a proposta de 40 mil soldados feita por McChrystal, Obama poderia enfrentar as críticas dos republicanos e de alguns democratas moderados, enquanto que qualquer aumento de tropas provocaria a ira entre os liberais e outros que criticam cada vez mais a guerra.

A empresa jornalística McClatchy Newspapers informou no sábado que Obama está perto de uma decisão para aprovar a opção intermediária elaborada por seus conselheiros, citando funcionários do governo e oficiais militares não identificados. Funcionários da Casa Branca negaram que o presidente tenha tomado uma decisão ou que prefira alguma das opções nesse momento, observando que elas ainda não foram formalmente apresentadas a ele. Mas funcionários do governo confirmaram que o plano de 30 mil soldados está sendo considerado.

Se escolher essa alternativa, Obama poderia tentar compensar o pedido de McChrystal pressionando os aliados da Otan a aumentarem seus esforços. A Grã-Bretanha já concordou em enviar mais 500 soldados, e quatro funcionários sênior dos EUA voaram para Bruxelas na semana passada para conversar com representantes dos outros países que têm forças no Afeganistão, e para solicitar as opiniões deles e conseguir mais ajuda.

Conselheiros enfatizaram que o número de soldados é apenas uma parte da equação. A decisão mais importante, segundo eles, é encontrar uma estratégia que faça sentido e depois fornecer os recursos apropriados para colocá-la em prática. Para isso, os oficiais estão se concentrando numa abordagem baseada na crença de que o Taleban não pode ser inteiramente erradicado no Afeganistão e de que a Al Qaeda é uma ameaça real aos interesses norte-americanos.

O principal objetivo das forças dos EUA, então, seria proteger os dez centros populacionais mais importantes no Afeganistão e manter o Taleban isolado e marginalizado por tempo suficiente para treinar as forças de segurança afegãs para assumirem a luta. Mas assessores dizem que Obama continua a perguntar o que é necessário para de fato construir uma força afegã como esta, levando em conta os muitos anos de problemas com os programas de treinamento.

Obama encontrou-se com seus conselheiros de segurança nacional sete vezes desde que McChrystal enviou seu relatório sobre a situação em 31 de agosto.

A partida do presidente para a Ásia foi postergada em um dia, para quinta-feira, para que ele possa voar para Fort Hood na terça-feira para uma homenagem às vítimas do tiroteio em massa da semana passada numa base militar no Texas.


Tradução: Eloise De Vylder

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