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10/05/2010

Filhos de suicidas são mais propensos ao suicídio

The New York Times
Roni Caryn Rabin

Crianças cujos pais cometem suicídio têm duas vezes mais chances de se matarem, em comparação àquelas cujos pais ainda estão vivos, de acordo com um novo estudo baseado em dados da Suécia.

No entanto, muitos aspectos dependem da idade que a criança tinha quando ocorreu o suicídio do pai ou da mãe. Adolescentes e crianças mais novas são os mais vulneráveis: o risco é três vezes maior se o suicídio do pai ou da mãe ocorre quando o filho tem menos de 18 anos, segundo o estudo, publicado na edição de maio do “The Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry”. Se a morte ocorre quando o filho tem mais de 18 anos, isso não aumenta o risco do jovem de cometer suicídio.

Os pesquisadores enfatizaram que o suicídio continua sendo um evento raro. “Quando observamos a proporção em que essas crianças tentaram suicídio ou conseguiram se matar, ainda é menos de 3%”, afirmou a principal autora do estudo, Holly C. Wilcox, professora assistente de psiquiatria do Johns Hopkins Children’s Center. Nos Estados Unidos, de 7 a 12 mil crianças e adolescentes com menos de 18 anos perdem um dos pais para o suicídio todos os anos.

O estudo se baseou em vários registros nacionais da Suécia, de 1969 até 2004. Os 4,3 milhões de crianças na base de dados foram classificadas nos seguintes grupos: 3,8 milhões tinham pais ainda vivos; quase meio milhão tinha perdido um dos pais por outros motivos; e 44.397 eram filhos de vítimas de suicídio.

Tradução: Gabriela d'Ávila

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