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Entenda o roteiro para as negociações de paz entre governo e opositores na Síria

Somini Sengupta

  • Amer Al Mohaisany/AFP

Os diplomatas trabalharam sem parar nesta semana para tentar estabelecer as bases para as negociações de paz sírias, que eles esperam que tenham início na segunda-feira em Genebra. Na quarta-feira, o secretário de Estado americano, John Kerry, e o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei V. Lavrov, se encontraram em Zurique para discutir o assunto, mas a reunião terminou inconclusiva. Por que é tão difícil dar início às negociações? O mais recente obstáculo é decidir quem representará a oposição. Uma coalizão de grupos díspares de opositores civis e rebeldes, com as bênçãos da Arábia Saudita, insiste que pode representar sozinho a oposição. A Rússia e o Irã, aliados do presidente da Síria, Bashar al-Assad, não têm interesse em ver um bloco unido da oposição e desejam acrescentar pessoas que dizem representar um espectro mais amplo da sociedade –mas que o grupo apoiado pelos sauditas considera mais próximos do governo Assad– além dos combatentes curdos, que enfrentam objeção de uma apoiadora crucial, a Turquia.

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