Veterinário é condenado por matar cadela que invadiu galinheiro

Domingo Ramirez Jr.
Fort Worth Star-Telegram
Em Fort Worth, Texas

Um veterinário foi condenado nessa terça-feira (13/07) por "delito grave e crueldade animal" - ano passado ele matara a golpes de marreta a minúscula cadela do vizinho, uma Dachshund que entrou no seu quintal em Colleyville, perto de Forth Worth, no Texas.

O acusado, Mircea Volosen, 45, alega que estava apenas protegendo as galinhas de seu terreiro, invadido pela pequena Ginger. O juiz itinerante C.C. "Kit" Cooke protelou por 30 dias a acusação a Mircea, enquanto as autoridades concluíam a investigação. Volosen foi condenado a pena de dois anos de prisão, além de uma multa de US$ 10 mil (cerca de R$ 30 mil).

Volosen pagou a fiança de US$ 5 mil e foi libertado da cadeia do condado de Tarrant. Os advogados dele pretendem apelar contra a decisão do juiz Cooke. "O homem está em estado choque", segundo Bryan Buchanan, um dos advogados de Mircea, da cidade de Forth Worth. "Ele fugiu da Romênia comunista para poder viver num país livre, onde existe o direito à propriedade. E agora tem que passar por isso".

Não foi a primeira vez que Mircea Volosen matou um cão de estimação em seu quintal.

Em setembro de 2002, ele abateu um Retriever Labrador negro, conhecido como Coty, arremessando um objeto pesado depois de o cachorro ter matado vários coelhos e galinhas, de acordo com processo policial aberto pelo próprio Volosen.

A polícia de Colleyville alega que ele não fora condenado nesse incidente porque tinha o direito de proteger seus animais. Não houve processos contra os proprietários dos cães Coty e Ginger, por terem deixado os cachorros soltos pela vizinhança. Volosen já se afastou da região de Colleyville.

Um funcionário da Ordem Examinadora de Veterinários do Texas, na cidade de Austin, disse que a condenação não significa necessariamente que a licença profissional de Volosen será cassada. O veterinário romeno tem a ficha limpa, de acordo com o órgão oficial.

"Vamos esperar até a decisão final do juiz", disse Ron Allen, diretor executivo da Ordem de Veterinários. "É a primeira vez que enfrentamos uma situação dessas. Examinaremos o caso com seriedade."

Nesta terça, no tribunal ocupado principalmente por partidários de Volosen, o público permaneceu em silêncio após o veredicto. Um simpatizante do romeno saiu do tribunal para chorar.

Ginger, a pequena Dachshund de dois anos, morreu dia 4 de julho de 2003. O proprietário do cão, Kevin Ball, admitiu em testemunho na segunda-feira que Ginger já havia fugido de seu quintal pelo menos umas quatro vezes, em apenas poucos meses que antecederam sua morte. Kevin reconheceu que por três vezes a pequena Ginger foi parar no quintal de Volosen.

Ball e um vizinho, Robert Johnson, disseram ao juiz Cooke que ouviram o cacarejar agitado das galinhas no quintal de Volosen apenas alguns segundos depois do sumiço de Ginger.

Volosen não prestou depoimentos na segunda-feira. Ball abriu um processo civil contra Volosen. Depois do veredicto, um procurador do condado de Tarrant, Walt Junker, comentou: "Um erro não justifica o outro, e dois errados não fazem um certo."

"Não foi certo a cadelinha estar solta, e também foi errado o ato de matá-la", declarou Junker . "A melhor lição que podemos tirar desse episódio- é melhor se entender bem com seu vizinho." Romeno matou a marretadas uma cadelinha Dachshund que entrou em sua propriedade Marcelo Godoy

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