Celebridades deram um show de fiascos em 2004

Robert Philpot
Fort Worth Star-Telegram

Aqui está, Ação de Graças --tempo de agradecer pelo que você tem, como família, amigos e a oportunidade de participar do coro de espertinhos da mídia falando sobre as bolas fora do ano [em inglês, "turkey" significa peru, prato típico do feriado de Ação de Graça, e também fiasco, bola fora, de onde vem a tradição de comentar nesta época os fiascos do ano]. É engraçado como muitos destas bolas fora são perenes, sempre presentes nas listas.

Janet Jackson e Justin Timberlake: eles estabeleceram o tom do ano com a "falha do figurino" de Janet no Super Bowl (a final do futebol americano). Pontos adicionais por acrescentar as palavras "falha do figurino" ao dicionário. Pontos de bonificação a Timberlake, por deixar grande parte das críticas recair sobre Janet, e à CBS por apontar o dedo para a MTV para se esquivar de parte da culpa.

Jay-Z e R. Kelly: Kelly abandonou a turnê conjunta dos dois após alegar que um membro da equipe de Jay-Z atirou spray de pimenta em um concerto. Cara, chegamos ao ponto em que lealdade e amizade não suportam o teste de dispararem substâncias químicas que ardem nos seus olhos.

Desculpas: Olha, se não vai assumir a responsabilidade pelo seu próprio comportamento, pelo menos arrume algo melhor do que falha do figurino. Ou "problema de refluxo ácido", a desculpa de Ashlee Simpson por dublar no "Saturday Night Live" (e sua desculpa no restante do tempo é... ?). Ou "visão ruim", que foi a desculpa de Anna Nicole Smith por sua recente exibição desastrada no American Music Awards (engraçado --quando bebemos demais, nossa visão também fica ruim).

Paris Hilton: por que... ora, porque ela é Paris Hilton.

P. Diddy: Ele encabeçou a campanha "Vote ou Morra!", que, bem, não obteve os resultados que ele esperava (Kerry foi derrotado). Talvez porque todas as pessoas que não votaram estão em programas de proteção à testemunha. Pontos adicionais aos rappers 0 Cent e Ludacris, assim como à já citada Paris Hilton, que estiveram envolvidos na campanha mas não possuem registro para votar.

Britney Spears e Kevin Federline: ele trocou sua namorada grávida por ela. Eles foram vistos descalços em banheiros públicos. Ela escreveu um poema de mau gosto sobre sua lua-de-mel. Tudo isto nos traz lembranças afetuosas do primeiro marido dela --você sabe, aquele "outro" sujeito com o qual ela esteve casada por alguns minutos neste ano.

Mary-Kate e Ashley Olsen: o plano delas para dominação do mundo caiu por terra quando o primeiro filme para cinema delas fracassou e Mary-Kate se internou para tratamento de uma desordem alimentar. Considerando que ela fez isto "depois" que ela completou 18 anos e tinha algum controle sobre sua própria vida, talvez sejam as pessoas ao redor das gêmeas que mereçam o prêmio.

A família de Lindsay Lohan: o pai dela desmaiou (por causa de "medicação" excessiva em uma espelunca de striptease). A mãe dela (surpresa, surpresa) pediu uma ordem de restrição contra o pai. Lindsay, nós temos três palavras que dizemos para todos os atores jovens com famílias problemáticas: telefone para Macaulay Culkin.

Courtney Love: ela mostrou que tem talento, mas aquilo foi tão anos 90. Em 2004, seu álbum solo foi um fracasso, deixando como opções para chamar atenção (1) aparecer duas horas atrasada para uma audiência pelas acusações de posse de drogas; (2) expor-se indecentemente para David Letterman várias vezes no programa deste na CBS; (3) atirar o microfone em um homem e o atingindo em cheio; (4) ser acusada de agressão em um incidente envolvendo uma garrafa e uma lanterna de metal; (5) comparecer cinco horas atrasada para uma audiência "diferente"; e (6) um monte de outras coisas que estamos deixando de fora.

Jennifer Lopez e quem quer que seja: nós achamos que é Marc Anthony nesta semana.

Macaulay Culkin: não foi pelo fato de ter sido preso por porte de drogas em Oklahoma City. Foi por ter sorrido para a foto policial em vez de segurar o rosto e gritar.

"The Benefactor": o reality show de Mark Cuban foi arbitrário demais, desestruturado demais e Cuban aparecia demais. Nós nunca imaginaríamos que Donald Trump seria a pessoa a nos ensinar que pouco vale muito, mas Cuban não aprendeu a lição. Mas os Dallas Mavericks são demais.

O filme "Álamo": lembra? Segundo o site IMDB.com, ele custou US$ 95 milhões e arrecadou apenas US$ 22,4 milhões, apesar de meses de badalação. Nem mesmo Billy Bob Thornton falando sobre "batatas" conseguiu salvá-lo.

Os filmes de Ben Affleck: nós gostamos de Ben, de verdade. Desde que ele não esteja no filme, porque ele tende a escolher os piores, como "Menina dos Olhos" e "Sobrevivendo ao Natal", duas das maiores bombas do ano. Ben, aprenda a lição com Charlie Sheen: desapareça, case com uma mulher bonita e depois volte em uma sitcom.

"Star: Novel" de Pamela Anderson: O livro autobiográfico fictício escrito por outra pessoa.

Jon Stewart versus "Crossfire": de modo geral, nós concordamos com Stewart que programas partidários como "Crossfire" aumentam ainda mais a divisão no país (além de nunca serem tão engraçados como o quadro "Even Steven" de Stephen Colbert e Steve Carell no "The Daily Show"). Mas se Stewart não quer ser considerado um "sabe-tudo" e nem mesmo "gosta" de sabe-tudo, não deveríamos evitar agir como um?

O Dallas Cowboy: de time para o playoff a um fracasso, tudo em uma mesma temporada, com suas derrotas mais embaraçosas ocorrendo "depois" que Arlington votou por lhes dar um novo estádio. É melhor se endireitar até 2008!

O discurso de Howard Dean: note que não estamos dizendo "Howard Dean". Nós estamos falando especificamente da cena dele gritando em um discurso exagerado em janeiro, após as primárias de Iowa. Na verdade, a candidatura dele já estava balançando, mas este foi o verdadeiro colapso: a mídia destacando o discurso de Dean, e Dean esquecendo que havia câmeras ao redor.

Zell Miller: o democrata anti-Kerry da Geórgia falou na Convenção Nacional Republicana, o que não é um problema. Mas desafiar Chris Matthews da CNBC para um duelo, isto é um pouco exagerado. Para crédito de Miller, ele foi a única pessoa a deixar Matthews sem fala.

O clima: um verão com apenas um dia com temperatura acima de 37 graus? Nós aceitamos. Um ano em que parece que temos 254 centímetros de chuva? Isto molha tudo.

O preço da gasolina: ela já ultrapassou a marca de US$ 2 por galão (US$ 0,50 o litro). Neste ritmo, ela vai custar tanto quanto um cappuccino. Do showbiz à política, este ano foi pródigo em cenas lamentáveis George El Khouri Andolfato

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