Desinformação é grande causa de ataques cardíacos em mulheres

Nicole Sunkes
Los Angeles Daily News

Nancy Kearson negligenciou a sua saúde por muitos anos, até tomar uma decisão que mudou a sua vida.

Uma esposa dedicada e mãe de dois filhos, esta moradora de Burbank (Califórnia), de 56 anos, sofria de um excesso de peso --de mais de 40 quilos acima do nível ideal--, além de estar acometida de diabetes, de alta pressão sangüínea e de uma taxa elevada de colesterol. Estes indicadores do seu estado de saúde evidenciavam que ela corria um grande risco de sofrer um ataque cardíaco.

Um dos seus amigos, preocupado com ela, sugeriu a Nancy Kearson marcar uma consulta no médico. Foi o que ela fez. E isso se revelou uma das melhores decisões que ela tenha tomado em toda a sua vida.

"Eu comecei a trilhar o caminho da reflexão, até acordar de vez, e dar-me conta até que ponto eu tinha deixado a minha saúde definhar", reconhece Kearson, uma contadora. "Eu fui então obrigada a começar a tirar as conclusões que se impunham o mais rápido possível".

Agora, Nancy Kearson toma medicamentos para tratar a sua pressão sangüínea e o seu excesso de colesterol, além de doses diárias de aspirina, a qual, conforme foi demonstrado por pesquisas, previne efetivamente os ataques cardíacos. Ela também andou tomando medidas para reduzir os seus níveis de estresse, o que inclui uma melhor alimentação e a prática regular de exercícios.

"Agora, três anos mais tarde, ao fazer um balanço de tudo o que aconteceu, dou-me conta do quão agradecida eu sou ao meu amigo", diz Nancy Kearson. "Eu passei a trilhar a estrada que leva a uma melhora da saúde, no sentido oposto àquele da estrada que leva à doença. Não sou do tipo de pessoa que se apaixona por muitas coisas, mas creio que esta é uma mensagem da maior importância, que pode ser muito benéfica para uma grande quantidade de pessoas".

Nancy Kearson é uma das quatro mulheres que foram apresentadas por ocasião da campanha nacional em prol da saúde do coração promovida pela aspirina Bayer, intitulada "As Nuances do Vermelho" ("Shades of Red").

Destinada a reforçar os conhecimentos das mulheres sobre o sistema cardiovascular, a campanha inclui uma brochura que as mulheres e os seus médicos podem utilizar para determinar em qual categoria de risco --ou nuance de vermelho-- elas se enquadram.

Desde o cor-de-rosa, que indica um risco reduzido, até o vermelho vivo carmesim, que alerta para riscos muito elevados, os níveis de risco aos quais uma mulher está exposta podem depender de um sem-número de fatores, os quais incluem a idade, o histórico familiar, a obesidade, a taxa de colesterol e os níveis de pressão do sangue, além dos diabetes e do hábito de fumar.

Ao tomarem conhecimento dos níveis dos riscos que as ameaçam, as mulheres podem efetivamente melhorar a saúde do seu coração, explica o médico C. Noel Bairey Merz, um cardiologista e um especialista na saúde das mulheres que atua no centro médico Cedars-Sinai de Los Angeles, e que trabalhou em parceria com a Bayer para desenvolver o sistema das quatro nuances de vermelho.

"As doenças do coração não só podem ser prevenidas, como elas também são perfeitamente tratáveis e reversíveis", prossegue Merz, que também cuidou do caso de Nancy Kearson.

Todo ano, 250 mil mulheres, pelos Estados Unidos afora, morrem de doenças do coração. O que é mais perturbador ainda, é que cerca de metade das mulheres que correm o risco de sofrer um ataque cardíaco ou um derrame cerebral não tomam aspirina.

Os fatores de risco que podem contribuir para a ocorrência das doenças incluem:

  • fazer exercícios durante menos de 30 minutos por dia;
  • pesar mais de 10 quilos acima do ideal que o corpo deveria ter;
  • fumar;
  • seguir uma dieta pobre em nutrientes e em vitaminas.

    Se uma mulher se enquadrar dentro de dois desses fatores de risco ou mais, ela precisa se submeter o quanto antes a exames que vão medir o nível de risco ao qual elas estão expostas em termos de doenças cardiovasculares, conclui Merz. 250 mil americanas morrem por ano; problema é facilmente evitável Jean-Yves de Neufville
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