Será que "Lost" encontrou seu caminho?

Joanne Ostrow
Do The Denver Post

Não vou estragar a surpresa, prometo, mas os colegas viciados em "Lost"
podem ficar animados com a perspectiva do episódio de quarta-feira (06/2 - somente na televisão americana). A série faz sua esperada volta, e há algum avanço na complicada trama que nos manteve alternadamente excitados e impacientes.

Os produtores ouviram os gritos dos telespectadores que queriam voltar à história original, pediram um foco mais claro e menos personagens e alguma contenção na extensa narrativa.

Este episódio afasta-se dos "Outros" e apresenta uma personagem particularmente intrigante (a recente adição, Juliet) em uma rica história paralela.

Tudo é perdoado com o início do programa às 21h na quarta-feira - um horário mais adequado - em um episódio chamado "Not in Portland", que mergulha mais fundo na personagem de Juliet (Elizabethe Mitchell).

O programa contém ao menos uma reviravolta de tirar o fôlego.

Não estou dizendo nada.

Não vamos subitamente descobrir o que esse pessoal está fazendo na ilha, o que são os estranhos poderes da ilha, o que o é o projeto Dharma, o que a Equação Valenzetti tem a ver com isso (vocês acompanharam The Lost Experience on-line?), quem é Alvar Hanso, o que sua fundação faz, ou de onde diabos vêm os ursos polares. Mas temos uma sensação agradável de avanço.

Infelizmente, aquela distração chata dos Outros não acabou. Eles voltarão à cena eventualmente, disseram os produtores. Mas antes temos bastante alívio na história.

Foram dolorosos três meses de interrupção, durante os quais só nos restou escavar a Internet por pistas, rever os episódios antigos e teorizar com amigos sobre o conto de redenção que é "Lost". Agora, os telespectadores estão prontos para serem fascinados.

Francamente, o lugar onde paramos e onde recomeçamos nesta semana, com Jack (Matthew Fox) fazendo cirurgia em Ben (Michael Emerson), foi um ponto baixo. Aquele cenário testa seriamente a credulidade do telespectador, dentro de uma série que quer que acreditemos em uma versão da realidade.

Prosseguindo, ficamos felizes em acompanhar a bela Juliet.

Felizmente, vários personagens favoritos, inclusive Locke (Terry O'Quinn), Claire (Emilie de Ravin), Charlie (Dominic Monaghan) e Sayid (Naveen Andrews) aparecerão no final de março, prometem os produtores. E o episódio de flashback de Sayid pode ser especialmente gratificante. Aparentemente, sua curiosidade se equipara à dos fãs que buscam melhor compreensão da mitologia central de "Lost".

A melhor notícia está na programação. A ABC concordou que esta é uma série que não pode ter interrupções. A pausa de três meses não deve ter ajudado os índices de popularidade. Haverá um episódio por semana até maio. Na próxima temporada, haverá uma semana toda de episódios.

Nesta altura, os produtores parecem ter uma idéia clara de onde vai a série. Eles estão até falando em negociar um ponto final - algo que as redes de televisão não apreciam, preferindo extrair todo o suco de um projeto por cada centavo investido antes de deixá-lo morrer.

"O que é incrível na televisão é que você realmente vai encontrando o rumo do programa no curso da primeira temporada. Se você for realmente bom, encontra-o no curso dos primeiros seis, oito ou 10 episódios. Em nosso caso, nossa visão era muito enevoada", disse o co-criador Damon Lindelof aos críticos.

Por sorte, deixaram Lindelof e J.J. Abrams em paz. "Determinamos que partes importantes do programa serão flashbacks, e isso dá medo e é arriscado porque não foi feito antes, mas bem, estão em uma ilha, então vamos ver se funciona."

Os fãs acompanharam por um tempo; depois começaram a chiar, desejando um foco mais claro. "Gostaria de poder dizer que eu tinha uma visão muito específica de 'Lost'; que J.J. e eu sabíamos exatamente o que seria", disse Lindelof. "Mas o programa está evoluindo constantemente, e nossa visão está evoluindo constantemente, e acho que quando você pára de ouvir o que seu programa está dizendo, aí você cai de cara na pedra."

Ouça os fãs. Evite as pedras, volte à praia, e nós não vamos chutá-los para fora da ilha que é nosso DVR. Deborah Weinberg

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