Violência testa segurança nos campi americanos

De Mindy Sink

Tão logo as autoridades da universidade souberam que dois estudantes tinham sido baleados na Universidade Estadual de Delaware, em 21 de setembro, elas agiram rapidamente para limitar o acesso ao campus e notificar os estudantes a permanecerem em suas salas e dormitórios.

"O que mais aprendemos com a Virginia Tech é quando algo acontece, não espere", disse Carlos Holmes, diretor do serviço de notícias da universidade, em Dover, Delaware. "E foi exatamente o que fizemos."

Faculdades e universidades de todo o país revisaram suas políticas de segurança desde que Seung-Hui Cho, um estudante do Instituto Politécnico da Virgínia, atirou em 32 pessoas e então se matou, no campos em Blacksburg, Virgínia, em 16 de abril.

Na semana passada, na Universidade de Saint John, em Queens, Nova York, as autoridades usaram um sistema de mensagem de texto para informar estudantes e professores da presença de um atirador no campus. O atirador -identificado como um calouro de 22 anos- foi rapidamente preso. Não houve feridos, mas a universidade fechou o campus por três horas.

As autoridades da universidade disseram que pelos menos 10 mil estudantes estavam no campus no momento do incidente, mas que graças ao sistema de mensagem de texto os seguranças conseguiram direcioná-los para locais seguros de forma ordenada.

No primeiro dia de aula na Universidade do Colorado, em Boulder, em agosto, um alerta por mensagem de texto foi enviado pelas autoridades da
universidade: "Esfaqueamento no CMU/suspeito sob custódia/terraço fechado".

Michael Knorps, um calouro de 18 anos de lá, estava conversando com os amigos no terraço do Centro Memorial da Universidade quando, disseram as autoridades, um ex-funcionário do café o agarrou e cortou sua garganta, antes de se apunhalar várias vezes. Knorps foi tratado no hospital local e recebeu alta no mesmo dia.

Naquele primeiro dia de aula, apenas 1.300 pessoas tinham se registrado no novo sistema de alerta por mensagens de texto da universidade, que possui mais de 28 mil estudantes matriculados. Em cinco dias, quase 8 mil se registraram.

"Todos reconhecem que a tragédia da Virginia Tech foi um despertar para faculdades e universidade de todo o país", disse W. Roger Webb, presidente da Universidade Central de Oklahoma, em Edmond. "Infelizmente, os gastos em segurança tinham menor prioridade. Eu acho que isto fez com que todos olhassem mais seriamente qual é nossa primeira obrigação, que é proteger nossos estudantes."

"O que a Virginia Tech mostrou foi semelhante ao que Columbine nos mostrou, que é que você está vulnerável independente de onde esteja", disse Alison Kiss, diretora de programa do Segurança no Campus, um grupo sem fins lucrativos em King of Prussia, Pensilvânia. "É preciso levar a segurança muito a sério independente de onde você esteja, e ter planos apropriados implementados."

Durante as férias de verão, faculdades e universidade de todo o país revisaram as políticas para combate à violência no campus, promoveram treinamento adicional de saúde mental, instalaram e ativaram novos sistemas de alerta e até mesmo encomendaram rifles de longo alcance. George El Khouri Andolfato

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