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Marcela Sanchez: O que Honduras terá pela frente?

Marcela Sanchez

Os líderes da América não conseguiram resolver a crise política em Honduras. O presidente Manuel Zelaya ainda está no exílio e o atual governo continua mostrando-se desafiador e impassível. Não se iludam. Este fracasso não ocorreu por falta de tentativas. Em uma demonstração sem precedentes de unidade, os outros 33 membros da Organização dos Estados Americanos (OEA) concordaram unanimemente em suspender Honduras da organização. O presidente costa-riquenho Oscar Arias, agindo em nome da secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton e de outras lideranças, trabalhou incansavelmente junto a Zelaya e ao governo interino para buscar um compromisso entre as partes capaz de reconduzir ao cargo o presidente deposto e garantir imunidade política a todos os envolvidos no golpe. Os elementos da crise Desde que foi eleito, em 2005, Manuel Zelaya se aproximou cada vez mais dos governos de esquerda da América Latina, promovendo políticas sociais no país. Ao mesmo tempo, seus críticos argumentam que Zelaya teria se tornado um fantoche do líder venezuelano Hugo Chávez e acabou sendo deposto porque estava promovendo uma tentativa ilegal de reformar a constituição

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