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A armadilha da vitimização: implorar por piedade diante de atrocidades é contraproducente

Faisal Devji*

  • Rodi Said/Reuters

Parece com frequência que o pluralismo extraordinário das sociedades do Oriente Médio, tanto religioso quanto étnico, tende a chamar a atenção do mundo apenas depois que é destruído. A guerra civil na Síria, por exemplo, tornou familiares comunidades como os yazidis, alauitas, drusos, assírios e curdos para uma audiência global. A proeminência repentina de seu apuro desesperado serve apenas para confirmar o estereótipo que deveria desfazer, o de uma sociedade islâmica uniforme. Como são transformados em vítimas, esses grupos tendem a ser removidos de uma história cuja única diversidade permanente é exibida como a suposta inimizada ancestral entre as duas maiores seitas do Islã: sunitas e xiitas.

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