Série de ataques terroristas instaura caos nos EUA

Derrick DePledge e Mike Madden

Washington, EUA -- Terroristas atacaram a Costa Leste dos EUA na manhã desta terça-feira (11), destruindo as torres gêmeas do World Trade Center em Nova York e danificando severamente o Pentágono, naquele que é certamente o mais grave episódio de terrorismo doméstico na história da nação.

Em ataques ocorridos com intervalos de poucos minutos, dois aviões seqüestrados colidiram com o World Trade Center. O primeiro choque ocorreu por volta das 8h45 da manhã, e deixou ali milhares de trabalhadores presos antes que a torre caísse em meio a uma nuvem de fumaça e poeira. Cerca de 50 mil pessoas trabalhavam nas torres do Trade Center.

Por volta das 9h40, uma outra aeronave colidiu em uma seção do Pentágono, quartel-general do poderio militar americano. Escombros atingiram motoristas que trafegavam nas imediações da George Washington Parkway, e cerca de 20 mil funcionários foram retirados do Pentágono.

Uma outra aeronave caiu nas imediações de Pittsburgh na manhã desta terça-feira, e autoridades suspeitam que esta queda esteja interligada aos outros dois ataques.

Aeroportos e estações ferroviárias de todo o país foram colocadas sob alerta e o sistema nacional de transporte foi inteiramente desativado. A Administração Federal de Aviação determinou a interrupção do tráfego aéreo em todo o país. Algumas viagens de trem foram canceladas. O tráfego em Nova York e no centro de Washington logo foi inteiramente bloqueado.

Prédios em Nova York e Washington foram evacuados, pois trabalhadores que temiam novos ataques solicitaram permissão para voltar para suas casas. Multidões tomaram conta das ruas, confundindo ainda mais o trabalho de equipes de resgate e emergência que tentavam determinar o que havia ocorrido ou combatiam focos de incêndio, ou então socorriam acidentados, e teve início então a horrenda tarefa da contagem dos mortos.

Na Flórida, o presidente Bush definiu os ataques como uma "tragédia nacional".

"Não será admitido o terrorismo contra nossa nação ", afirmou o presidente.

O porta-voz do pentágono Craig, almirante da reserva Craig Quigley, afirmou: "O que vemos aqui é um ataque de extrema violência contra os Estados Unidos da América".

Autoridades se empenhavam em situar melhor os eventos, mas estavam inteiramente espantadas com a coordenação e a magnitude do ataque. Nenhum grupo terrorista reivindicou prontamente a autoria dos ataques.

A American Airline confirmou que dois de seus aviões, um que iria de Boston para Los Angeles, e um outro que iria de Washington para Los Angeles, estavam desaparecidos e provavelmente estariam envolvidos nos incidentes. O acidente em Pittsburgh ocorreu com um avião da United Airlines que partira de Newark. E um outro vôo da United Airlines que partiu de Boston ainda estava desaparecido, e provavelmente estaria envolvido em algum dos ataques.

No Pentágono, equipes de emergência ainda tentavam controlar o fogo e a fumaça causados pela colisão ocorrida durante a manhã. "Ouvimos um estrondo forte", afirmou o Coronel Glenn Takemoto. "Deu para sentir a colisão".

No centro de Washington, praticamente não havia sinal de vida. Sirenes disparavam de poucos em poucos minutos, vindas de todas as direções. A polícia fechou diversos quarteirões nas imediações da Casa Branca e, aos gritos, orientava os pedestres para que se mantivessem afastados da Pennsylvania Avenue. O Capitólio e o Congresso Americano também foram evacuados. Outros prédios do governo federal também foram evacuados.

Muitas pessoas passaram mal no metrô, e os trens que seguiam para os subúrbios estavam lotados.

Em um shopping center, multidões de turistas observavam impávidos a fumaça que saía do Pentágono e se alastrava pelo horizonte. Trabalhadores ficaram pensando no que teriam que fazer para voltar para suas casas.

"Quando você mora em uma cidade grande, que tem vários lugares importantes, você sabe que pode ser um alvo", afirmou Brandy Hamilton, de Crofton, Md., e que é funcionário federal. "Tudo isso é muito hollywoodiano".

Esquadrões antibomba detonaram ao menos um pacote suspeito localizado a poucos quarteirões da Casa Branca, e houve rumores de outras explosões em Washigton circulavam entre os pedestres, embora nenhuma delas tenha sido comprovada.

No Capitólio, os escritórios foram rapidamente evacuados. Robert Johnson, que trabalha com lâminas de metal, media a largura de canos d'água em uma sala de computadores na Casa Branca quando ouviu um alarme soar no corredor. Um policial disse a ele que o prédio seria evacuado.

Ao chegar na rua, ele viu a fumaça que vinha do Pentágono.

"Eu nunca vi uma coisa como essa", disse Johnston. "O que nós vamos fazer agora? Eu não posso voltar para o prédio. Não posso ir para casa".

Tradução: André Medina Carone

UOL Cursos Online

Todos os cursos